A Benção de sentir Paz

00energia

Quando a paz brota em nosso interior, a vida contempla uma nova realidade, a única a ser vivida e desfrutada.

O efeito é a alegria, que dá origem a um estado único, onde a compreensão é presente e a conexão com o amor é estabelecida. A paz está dentro de nós, para sempre.
Ela faz parte da nossa natureza.

Mas, nem sempre sentimos paz e isto se dá porque criamos grandes desvios em nosso próprio caminho, um caminho que nos foi dado para aprendermos a usar nossos dons, nossas características divinas. Não nos damos conta de que, quando fora da nossa rota, distanciamo-nos do nosso estado natural.

Nossas projeções, nossas percepções equivocadas, turvam a nossa visão interior, deixando-nos no escuro, fazendo-nos acostumar a viver o que não foi feito para ser vivido, como a ignorância em não tomar ciência da própria luz, da própria força e do amor que tudo transforma para que possamos ser dignos aos olhos do Criador.

Se estivermos atentos, veremos que a paz é como o ar que respiramos, está em toda a parte, dentro e fora de nós. Mas para percebê-la é necessário vermos as coisas sob a lente do amor, pois as criações de Deus só se manifestam no amor, pois são o próprio amor.

Fora deste estado que Deus nos deu, será impossível sentirmos a bênção que paira sobre todos nós. Para sentir paz é necessário estarmos conectados com a paz e para isto, o estado presente e atento é necessário.

Quando partimos do princípio de que tudo nos é dado, poderemos conhecer a nós mesmos e então estaremos diante de uma inevitável realidade: a paz que tanto sonhamos está em nós, nós somos a própria paz.

(Autor desconhecido)

Publicado em artigos | Deixe um comentário

Avisos da Criação

8765terra

A presença Divina constitui verdade perene.
Até o silêncio da pedra fala em Deus.

O Universo repousa na disciplina.
O labirinto da selva revela ordem em cada pormenor.

Em a Natureza, tudo pede compreensão e respeito.
O deserto é o cadáver do mar.

Há sabedoria em todas as coisas.
Embora sem tato, a trepadeira sabe encontrar apoio; não obstante sem visão, o girassol descobre sempre o astro rei.

Em tudo existe a feição boa.
As nuvens mais sombrias refletem a luz solar.

Eternidade significa aprimoramento contínuo de repetições.
Sem recapitular movimentos, a Terra desagregar-se-ia.

A fé construtiva não teme a adversidade.
O penhasco no dilúvio é ponto de segurança.

A obediência não dispensa a firmeza.
Humilhada e submissa, a água se amolda a qualquer recipiente, mas, resoluta e perseverante, atravessa o rochedo.

Toda empresa solicita cultura e prática.
Inexperiente, o homem vivo naufraga no bojo das águas;
adaptado, o lenho morto navega na superfície do mar.

O aspecto exterior nem sempre denuncia a realidade.
O vento, supostamente vadio, trabalha na função de cupido das flores.

Volume não expressa valor.
Apesar de pequenina, a semente é gota de vida.

A palavra feliz constrói invariavelmente.
Na linguagem do pássaro, todo som faz melodia.

Valor e humildade são expressões de inteligência sublime.
Se o cume mais alto recebe a chuva em primeiro lugar,
o vale mais baixo recolhe, ao fim, a maior parte da água.

Para revelar-se, o bem não exige trombeta.
Conquanto invisível, a onda de perfume, muita vez, nutre e refaz.

No campo da evolução, a paz é conquista inevitável da criatura.
A escarpa de hoje será planície amanhã.

André Luiz

Do Livro: O Espírito da Verdade
Francisco C. Xavier e Waldo Vieira
Psicografia: Waldo Vieira

banner_home1-922x326

Publicado em artigos | Deixe um comentário

Superioridade da Natureza de Jesus

jesus_uniao_adventistas

 

Os fatos que o Evangelho relata e que foram até hoje considerados milagrosos pertencem, na sua maioria, à ordem dos fenômenos psíquicos, isto é, dos que têm como causa primária as faculdades e os atributos da alma. Confrontando-os com os que ficaram descritos e explicados no capítulo precedente, reconhecer-se-á sem dificuldade que há entre eles identidade de causa e de efeito. A História registra outros análogos, em todos os tempos e no seio de todos os povos, pela razão de que, desde que há almas encarnadas e desencarnadas, os mesmos efeitos forçosamente se produziram. Pode-se, é certo, contestar, no que concerne a este ponto, a veracidade da História; mas, hoje, eles se produzem às nossas vistas e, por assim dizer, à vontade e por indivíduos que nada têm de excepcionais. O só fato da reprodução de um fenômeno, em condições idênticas, basta para provar que ele é possível e se acha submetido a uma lei, não sendo, portanto, miraculoso.

 
O princípio dos fenômenos psíquicos repousa, como já vimos, nas propriedades do fluido perispiritual, que constituí o agente magnético; nas manifestações da vida espiritual durante a vida corpórea e depois da morte; e, finalmente, no estado constitutivo dos Espíritos e no papel que eles desempenham como força ativa da Natureza. Conhecidos estes elementos e comprovados os seus efeitos, tem-se, como consequência, de admitir a possibilidade de certos fatos que eram rejeitados enquanto se lhes atribuía uma origem sobrenatural.
 
 Sem nada prejulgar quanto à natureza do Cristo, natureza cujo exame não entra no quadro desta obra, considerando-o apenas um Espírito superior, não podemos deixar de reconhecê-lo um dos de ordem mais elevada e colocado, por suas virtudes, muitíssimo acima da humanidade terrestre. Pelos imensos resultados que produziu, a sua encarnação neste mundo forçosamente há de ter sido uma dessas missões que a Divindade somente a seus mensageiros diretos confia, para cumprimento de seus desígnios. Mesmo sem supor que ele fosse o próprio Deus, mas unicamente um enviado de Deus para transmitir sua palavra aos homens, seria mais do que um profeta, porquanto seria um Messias divino.
 
Como homem, tinha a organização dos seres carnais; porém, como Espírito puro, desprendido da matéria, havia de viver mais da vida espiritual, do que da vida corporal, de cujas fraquezas não era passível. A sua superioridade com relação aos homens não derivava das qualidades particulares do seu corpo, mas das do seu Espírito, que dominava de modo absoluto a matéria e da do seu perispírito, tirado da parte mais quintessenciada dos fluidos terrestres (cap. XIV, nº 9). Sua alma, provavelmente, não se achava presa ao corpo, senão pelos laços estritamente indispensáveis. Constantemente desprendida, ela decerto lhe dava dupla vista, não só permanente, como de excepcional penetração e superior de muito à que de ordinário possuem os homens comuns. O mesmo havia de dar-se, nele, com relação a todos os fenômenos que dependem dos fluidos perispirituais ou psíquicos. A qualidade desses fluidos lhe conferia imensa forca magnética, secundada pelo incessante desejo de fazer o bem.
 
Agiria como médium nas curas que operava? Poder-se-á considerá-lo poderoso médium curador? Não, porquanto o médium é um intermediário, um instrumento de que se servem os Espíritos desencarnados e o Cristo não precisava de assistência, pois que era ele quem assistia os outros. Agia por si mesmo, em virtude do seu poder pessoal, como o podem fazer, em certos casos, os encarnados, na medida de suas forças. Que Espírito, ao demais, ousaria insuflar-lhe seus próprios pensamentos e encarregá-lo de os transmitir? Se algum influxo estranho recebia, esse só de Deus lhe poderia vir. Segundo definição dada por um Espírito, ele era médium de Deus.
 
 
A Gênese, Allan Kardec, cap.XV, Os Milagres do Evangelho, itens 1,2.
Gene
Publicado em artigos | Deixe um comentário

O Espiritimo Respode ?

duvida2

“Que diz o Espiritismo a respeito do purgatório e do inferno?”.

Contrariamente ao que muitos pensam, o Espiritismo não nega o purgatório; antes, pelo contrário, demonstra sua necessidade e justiça, e vai mesmo além: ele o define. O purgatório seria o próprio planeta, onde expiamos os erros do passado e nos depuramos, graças às existências sucessivas que o Criador nos concede.

Quanto ao inferno, ensina o Espiritismo que ele não tem existência real. O inferno não é um lugar, mas, sim, um estado de espírito, expressão utilizada há algum tempo pelo próprio papa João Paulo II.

Com efeito, o inferno foi descrito como uma imensa fornalha, mas será assim também compreendido pela alta teologia? Evidentemente que não. Ela diz muito bem que isto é uma simples figura, que o fogo que ali se consome é um fogo moral, símbolo das dores mais intensas e cruciantes.

Podemos dizer o mesmo com relação à eternidade das penas. Se fosse possível pôr-se a votos tal questão, para se conhecer a opinião íntima de todos os homens que raciocinam e se acham no caso de compreendê-la, mesmo entre os mais religiosos, ver-se-ia para que lado pende a maioria, porque a idéia de uma eternidade de suplícios é a negação da infinita misericórdia de Deus e não tem suporte nos ensinamentos do Cristo.

Ensina a Doutrina Espírita a tal respeito:

A duração do castigo é subordinada ao melhoramento do Espírito culpado. Nenhuma condenação por tempo determinado é pronunciada contra ele. O que Deus exige, para pôr um fim aos sofrimentos, é o arrependimento, a expiação e a reparação; em uma palavra, um melhoramento sério e efetivo, uma volta sincera ao bem.

O Espírito é, assim, o árbitro de sua própria sorte; sua pertinácia no mal prolonga-lhe os sofrimentos; seus esforços para fazer o bem os minoram ou abreviam.

ASTOLFO O. DE OLIVEIRA FILHO

O Consolador

Publicado em artigos | Deixe um comentário

Convite a Vigilância

50994_Papel-de-Parede-Farol-da-Costa_1920x1440

“… Vigiai e orai para que não entreis em tentação.” (Marcos: capítulo 14º, versículo 38.)

Nem sempre a aparência trai a periculosidade que possui oculta.

Sutil, faz-se agradável, penetrando a pouco e pouco as resistências que a obstaculam.

Aqui surge discreta, produzindo simpatia; ali se apresenta comedida, causando interesse; noutros lugares assume características enlevantes, conseguindo cordialidade, aceitação.

Raramente assoma frente a frente, mas, quando tal ocorre, seus efeitos são imediatos, trágicos..

Na vilegiatura que empreende ao redor de todos faz-se voraz, no entanto, quando rechaçada ou deixada à margem, reúne forças e retoma o caminho, revestindo-se de novo aspecto, a fim de insistir no programa nefando.

Insaciável, seduz paulatinamente, com promessas de ventura, destruindo os que lhe caem nas malhas…

Conivindo às suas diretrizes mesmo por negligência, somente poucas vítimas logram liberação. Quando tal ocorre o tributo a pagar é de alto e penoso valor.

Referimo-nos à tentação.

Tóxico, envenena facilmente.

Ácido, queima e requeima sem parar.

Prazer, dilui os sentimentos e anestesia os deveres dilacerando a responsabilidade, deixando inermes os valores morais que exornam o caráter.

Não se lhe dê trégua em momento algum.

Sua força faz-nos recordar a lendária Fênix ressurgindo das cinzas em que se consumira.

Pode estar presente na ira e viver no ódio ultriz; aparece no ciúme e se alimenta na vingança; vige na ambição de qualquer porte e respira no clima da usura; agride na traição e ressurge na hipocrisia…

Nem sempre, porém, se permite identificar através dos aspectos negativos, repelentes.

Mais cruel e poderosa quando disfarçada de mentira dourada ou ilusão subornante, pelo tempero da censura, ou no açodar dos instintos com habilidade, no envolver da bajulação…

Necessário vigiar as entradas do coração e permanecer no posto da prece.

A vigilância regular, insistente, é-lhe o antídoto valioso, incorruptível de que ninguém pode prescindir para colimar êxito nos empreendimentos relevantes do bem.

Examina a própria fragilidade e não permitas que a presunção te cicie quimeras, porqüanto, através dela, não poucas vezes a tentação tem acesso ao espírito, neste estabelecimento morada da qual só mui raramente vai expulsa e, quando ocorre ser exilada, deixa marcas de difícil extinção.

Ora, portanto, mas vigia, também.

FRANCO, Divaldo Pereira. Convites da Vida. Pelo Espírito Joanna de Ângelis. LEAL. Capítulo 60.

Publicado em artigos | Deixe um comentário

Limites da Encarnação

encarnação

Quais os limites da encarnação?

A bem dizer, a encarnação carece de limites precisamente traçados, se tivermos em vista apenas o envoltório que constitui o corpo do Espírito, dado que a materialidade desse envoltório diminui à proporção que o Espírito se purifica. Em certos mundos mais adiantados do que a Terra, já ele é menos compacto, menos pesado e menos grosseiro e, por conseguinte, menos sujeito a vicissitudes.

Em grau mais elevado, é diáfano e quase fluídico. Vai desmaterializando-se de grau em grau e acaba por se confundir com o perispírito. Conforme o mundo em que é levado a viver, o Espírito reveste o invólucro apropriado à natureza desse mundo.

O próprio periespírito passa por transformações sucessivas. Torna-se cada vez mais etéreo, até à depuração completa, que é a condição dos puros Espíritos. Se mundos especiais são destinados a Espíritos de grande adiantamento, estes últimos não lhes ficam presos, como nos mundos inferiores. O estado de desprendimento em que se encontram lhes permite ir a toda parte onde os chamem as missões que lhes estejam confiadas.

Se se considerar do ponto de vista material a encarnação, tal como se verifica na Terra, poder-se-á dizer que ela se limita aos mundos inferiores. Depende, portanto, de o Espírito libertar-se dela mais ou menos rapidamente, trabalhando pela sua purificação.

Deve também considerar-se que no estado de desencarnado, isto é, no intervalo das existências corporais, a situação do Espírito guarda relação com a natureza do mundo a que o liga o grau do seu adiantamento. Assim, na erraticidade, é ele mais ou menos ditoso, livre e esclarecido, conforme está mais ou menos desmaterializado. S. Luís. (Paris, 1859.)

 

KARDEC, Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo. FEB. Capítulo 4. Livro eletrônico gratuito em http://www.febnet.org.br.

Evangelho_fisico

Publicado em artigos | Deixe um comentário

A Conduta Correta

kloiiijujh
Em alguns ambientes e setores da sociedade, há uma extrema preocupação com resultados.

Por exemplo, no meio empresarial o foco costuma ser o lucro.

Nas escolas, a obtenção de boas notas.

Em concursos, lograr aprovação.

Não há nada de errado em buscar eficácia no que se faz.

O problema em supervalorizar os resultados é concluir que os fins justificam os meios.

Ou levar esse paradigma para todos os aspectos da existência.

É ótimo quando bons resultados surgem. Mas, em variadas situações, eles não são o aspecto primordial.

Em questões morais, não dá para agir a fim de obter a conseqüência mais favorável.

Muitas vezes, apesar de um proveito mínimo ou inexistente, é preciso perseverar.

A respeito, convém refletir sobre a passagem Evangélica conhecida como o óbolo da viúva.

Nela, Jesus afirma que duas moedas doadas por uma pobre viúva representavam mais do que os tesouros ofertados por outros mais abastados.

Em uma visão objetiva e mundana, as amplas ofertas dos ricos certamente tinham maior valor.

Mais coisas poderiam ser compradas com elas do que com os centavos saídos das mãos da viúva.

Ocorre que para essa a doação exigiu sacrifício, pois ofereceu o que lhe faria falta.

Extrai-se daí a lição de que a correção da conduta vale por si só.

Pouco importa que os resultados sejam insignificantes, pelos padrões do mundo.

Este ensinamento é muito precioso.

Em questões capitais da vida humana, não dá para agir com base no interesse em atingir determinado fim.

Quem age exclusivamente por interesse, ainda que esse seja bom, é moralmente frágil.

Se a conduta é difícil ou se o resultado demora, esmorece.

Pode ficar tentado a alterar seu comportamento para melhorar a situação.

Já quem se ocupa primordialmente do dever e nele encontra justificativa logra seguir firme.

A dignidade vem do comportamento correto.

Quem consegue manter dignidade em face de situações muito adversas revela grande valor moral.

Sinaliza estar disposto a acumular prejuízos os mais variados, para viver o que julga ser certo.

Imagine-se uma mãe cujo filho seja desequilibrado.

Se ela não entender que seu dever reside em fazer o melhor, pode se sentir uma perdedora e desanimar.

Ela não tem condições de alterar o caráter do filho à força.

Pode educar, exemplificar e confiar na vida.

Mas o filho se modificará em seu ritmo próprio.

Não é o resultado que confere o mérito, mas a dificuldade em manter a reta conduta.

O resultado depende das injunções do mundo e da vontade alheia, sobre as quais não se tem domínio.

Já o controle sobre o próprio comportamento é total.

Pense nisso.

Redação do Momento Espírita. FEP.

Publicado em artigos | Deixe um comentário