Comportamento – Perguntas e Respostas com Richard Simonetti

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01 – Errar é humano, insistir no erro é burrice. Por que mesmo sabendo que algo é errado, cometemos o mesmo erro? Como fazer para que isso não aconteça?
É que ainda estamos mais próximo das bestas que dos anjos. Daí o fato de “empacarmos” com freqüência, nos caminhos de nossa renovação, em reiterados enganos. por isso, Paulo proclamava: O bem que quero, não faço; o mal que não quero, esse eu faço. Não obstante, aprendemos com o espiritismo ser imperioso que lutemos contra nossas tendências, fazendo prevalecer o bem, antes que venham os esporões da dor para nos “desempacar”.

02 – Como agir diante de um patrão com excesso de poder e orgulho, que persegue e maltrata seus subordinados, humilhando-os?
A besta responde aos coices escoiceando. Se queremos agir racionalmente, devemos ensinar boas maneiras aos que não às possuem, exemplificando respeito, tolerância, compreensão… Por mais deseducado seja um patrão, não conseguirá ser rude indefinidamente com alguém que o trata com urbanidade, sem deixar-se afetar por suas impertinências. Não obstante, não se imagine vivendo um carma. Nada o impede de procurar outro emprego.

03 – Há cinco anos freqüento o espiritismo. Sou médium, e ainda não consegui ser uma espírita caridosa. Sempre que penso em fazer algo, dá errado. É problema material ou espiritual?
É problema de orientação. O exercício da caridade não pede lugar, tempo, espaço, circunstância… Não é um comportamento para determinada situação, mas uma atitude perante a vida. Assim, nas 24 horas do dia somos convocados ao seu exercício, ajudando a família, o necessitado, a comunidade…Na medida em que nos imbuímos desse propósito e o colocamos em prática, multiplicam-se as possibilidades de sermos caridosos, até mesmo com a remoção de uma pedra na via pública, passível de provocar acidentes.

04 – Embora estudando o espiritismo, não consigo vencer minhas angústias. Trago marcas profundas. Fui muito magoada no passado por pessoas de meu relacionamento, inclusive meu ex-marido. Por que isso acontece?
Cultivar o passado é revivê-lo a cada momento. Você está agindo como alguém que não permite que um ferimento cicatrize, lavando-o diariamente com ácido. Quando deixar de ter pena de si mesma e viver o presente, sepultando o passado, ficará bem.

05 – Por que o ser humano, quando sob pressão em seu dia-a-dia, se vê incomodado e descarrega em outras pessoas?
Se você fechar a válvula da panela de pressão haverá uma explosão. O mesmo acontece conosco. As pressões são naturais em nosso cotidiano, envolvendo saúde, profissão, trânsito, família, negócios, problemas e dificuldades. Tiraremos de letra, se as válvulas de nosso psiquismo estiverem funcionando de forma adequada, mediante fé irrestrita em deus, confiança em nós mesmos e boa vontade com o próximo.

06 – Em minha casa há muita briga e desentendimento. Como pacificar a família?
Pacificando-se. O ambiente sempre melhora, quando melhoramos, substituindo críticas por elogios, rudeza por carinho, palavrões por bênçãos, cobranças por doações. Quem consegue acender luzes em seu coração, sempre ilumina aqueles que o rodeiam.

07 – Estou freqüentando um centro espírita há algum tempo, mas enfrento sérias dificuldades com meus pais. Eles alegam que o espiritismo é obra do diabo e me criticam muito. O que devo fazer?
Demonstre-lhes que o Espiritismo o faz mais estudioso, mais alegre, mais confiante, mais cordato, mais atencioso, mais amoroso, mais compreensivo, mais amigo. Eles concluirão que tudo isso só pode vir de Deus.

08 – Como vencer as barreiras que nos separam das pessoas?
Comece por calar reclamações. Coração amargurado, dizia uma madre superiora, é obra-prima do demo. Quanto ao resto – é ouvir muito, sorrir mais, ajudar sempre.

 

Pinga Fogo com Simonetti

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De coração puro

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“Amai-vos ardentemente uns aos outros com um coração puro.” – (I PEDRO, 1:22.)

Espíritos levianos, em todas as ocasiões, deram preferência às interpretações maliciosas dos textos sagrados.

O “amai-vos uns aos outros” não escapou ao sistema depreciativo. A esfera superior, entretanto, sempre observa a ironia à conta de ignorância ou infantilidade espiritual das criaturas humanas.

A sublime exortação constitui poderosa síntese das teorias de fraternidade.

O entendimento e a aplicação do “amai-vos” é a meta luminosa das lutas na Terra. E a quantos experimentam dificuldade para interpretar a recomendação divina temos o providencial apontamento de Pedro, quando se reporta ao coração puro.

Conhecem os homens alguns raios do amor que não passam de réstias fugidias, a luzirem através das muralhas dos interesses egoísticos, porque a maioria das aproximações de criaturas, na Crosta da Terra, inspiram-se em móveis obscuros e mesquinhos, no terreno dos prazeres fáceis ou das associações que se dirigem para o lucro imediatista.

O amor a que se refere o Evangelho é antes a divina disposição de servir com alegria, na execução da Vontade do Pai, em qualquer região onde permaneçamos.

Muita gente afirma que ama, contudo, logo que surjam circunstâncias contra os seus caprichos, passa a detestar.

Gestos que aparentavam dedicação convertem-se em atitudes do interesse inferior.

Relativamente ao assunto, porém, o apóstolo fornece a nota dominante da lição. Amemo-nos uns aos outros, ardentemente, mas guardemos o coração elevado e puro.

XAVIER, Francisco Cândido. Vinha de Luz. Pelo Espírito Emmanuel. 14.ed. Rio de Janeiro, RJ: FEB, 1996. Capítulo 90.

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Simplicidade e Pureza de Coração

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Bem-aventurados os que têm puro o coração, porquanto verão a Deus. (S. Mateus, cap. V, v. 8.)

Apresentaram-lhe então algumas crianças, a fim de que ele as tocasse, e, como seus discípulos afastassem com palavras ásperas os que lhas apresentavam, Jesus, vendo isso, zangou-se e lhes disse: “Deixai que venham a mim as criancinhas e não as impeçais, porquanto o reino dos céus é para os que se lhes assemelham. – Digo-vos, em verdade, que aquele que não receber o reino de Deus como uma criança, nele não entrará.” – E, depois de as abraçar, abençoou-as, impondo-lhes as mãos. (S. MARCOS, cap. X, vv. 13 a 16.)

A pureza do coração é inseparável da simplicidade e da humildade. Exclui toda ideia de egoísmo e de orgulho. Por isso é que Jesus toma a infância como emblema dessa pureza, do mesmo modo que a tomou como o da humildade.

Poderia parecer menos justa essa comparação, considerando-se que o Espírito da criança pode ser muito antigo e que traz, renascendo para a vida corporal, as imperfeições de que se não tenha despojado em suas precedentes existências. Só um Espírito que houvesse chegado à perfeição nos poderia oferecer o tipo da verdadeira pureza. E exata a comparação, porém, do ponto de vista da vida presente, porquanto a criancinha, não havendo podido ainda manifestar nenhuma tendência perversa, nos apresenta a imagem da inocência e da candura. Daí o não dizer Jesus, de modo absoluto, que o reino dos céus é para elas, mas para os que se lhes assemelhem.

Pois que o Espírito da criança já viveu, por que não se mostra, desde o nascimento, tal qual é? Tudo é sábio nas obras de Deus. A criança necessita de cuidados especiais, que somente a ternura materna lhe pode dispensar, ternura que se acresce da fraqueza e da ingenuidade da criança. Para uma mãe, seu filho é sempre um anjo e assim era preciso que fosse, para lhe cativar a solicitude. Ela não houvera podido ter-lhe o mesmo devotamento, se, em vez da graça ingênua, deparasse nele, sob os traços infantis, um caráter viril e as ideias de um adulto e, ainda menos, se lhe viesse a conhecer o passado.

Aliás, faz-se necessário que a atividade do princípio inteligente seja proporcionada à fraqueza do corpo, que não poderia resistir a uma atividade muito grande do Espírito, como se verifica nos indivíduos grandemente precoces. Essa a razão por que, ao aproximar-se-lhe a encarnação, o Espírito entra em perturbação e perde pouco a pouco a consciência de si mesmo, ficando, por certo tempo, numa espécie de sono, durante o qual todas as suas faculdades permanecem em estado latente. E necessário esse estado de transição para que o Espírito tenha um novo ponto de partida e para que esqueça, em sua nova existência, tudo aquilo que a possa entravar. Sobre ele, no entanto, reage o passado. Renasce para a vida maior, mais forte, moral e intelectualmente, sustentado e secundado pela intuição que conserva da experiência adquirida.

A partir do nascimento, suas ideias tomam gradualmente impulso, à medida que os órgãos se desenvolvem, pelo que se pode dizer que, no curso dos primeiros anos, o Espírito é verdadeiramente criança, por se acharem ainda adormecidas as ideias que lhe formam o fundo do caráter. Durante o tempo em que seus instintos se conservam amodorrados, ele é mais maleável e, por isso mesmo, mais acessível às impressões capazes de lhe modificarem a natureza e de fazê-lo progredir, o que toma mais fácil a tarefa que incumbe aos pais.

O Espírito, pois, enverga temporariamente a túnica da inocência e, assim, Jesus está com a verdade, quando, sem embargo da anterioridade da alma, toma a criança por símbolo da pureza e da simplicidade.

KARDEC, Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo. FEB. Capítulo 8. Itens 1 a 4. Livro eletrônico gratuito em http://www.febnet.org.br.

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Oportunidades

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Você já pensou no que significam as oportunidades em sua vida?

Ao contrário do que muitos imaginam, as oportunidades nem sempre nos chegam da maneira que desejamos, mas sempre nos são oferecidas de acordo com nossas necessidades.

A oportunidade de quitar um débito, por exemplo, não deixa de ser uma grande chance, que nem sempre sabemos aproveitar.

Isso aconteceu com uma mulher, de aproximadamente 30 anos, quando descobriu que estava grávida e que o corpinho do seu bebê era malformado.

Ela, desprezando a grande oportunidade que Deus lhe concedia, disse ao médico que tentava convencê-la a deixar nascer a criança: “farei aborto de qualquer forma, pois jamais deixaria nascer um monstrinho como meu filho. Se Deus o mandou para a terra, eu vou devolvê-lo para o Céu.”

Desconhecendo ou ignorando a misericordiosa lei da reencarnação, aquela mulher negou o ventre a um espírito que lhe suplicava uma oportunidade de voltar ao corpo físico, embora deformado, em busca da redenção particular que o credenciaria a melhores dias. Fechando as portas ao espírito, negou-se a si mesma a chance de acolher e amparar um afeto de outrora que despencou nas valas do desequilíbrio com sua participação e cumplicidade.

Certamente, uma grande oportunidade perdida…

Uma excelente chance de resgatar um débito contraído perante as leis divinas, atirada pela janela da insubmissão, sem a menor reflexão.

Se aquela mulher tivesse se lembrado de apenas um dos ensinamentos de Jesus de Nazaré, não teria cometido tal crime. Bastava recordar-se de que a cada um será dado conforme as suas obras, e teria agradecido a Deus a oportunidade bendita.

Logicamente outras oportunidades surgirão, mesmo que através da mensageira que mais se tem feito ouvir pelas ovelhas rebeldes: a dor.

Mas nem todas as pessoas agem de forma tão inconseqüente.

Uma jovem mulher, de vinte e dois anos de idade, recebeu a mesma notícia que a outra, e sua atitude foi completamente diferente, diante do obstetra que lhe mostrou os exames do feto com malformação.

Disse ela: “eu nem sonho em pensar no aborto. Quero agradecer a Deus a confiança depositada em mim, enviando-me um filho tão fraquinho. Vou fazer de tudo para cuidar bem dele.”

Sem dúvida, uma oportunidade muito bem entendida e aproveitada.

Resta-nos a pergunta:

Quantas oportunidades de redenção não temos levado a conta de castigo divino, e jogado pela janela?

Infelizmente, a resposta para esse questionamento, quase sempre nos chega tarde demais.

Você sabia?

Você sabia que as deficiências do corpo físico geralmente são provocadas pelo próprio espírito nele encarnado?

Um fumante, por exemplo, que fez uso do cigarro durante muitos anos, pode lesar seus pulmões a tal ponto que, na próxima reencarnação, tenha, desde cedo, problemas sérios.

Ou, então, um alcoólatra inveterado poderá renascer num novo corpo trazendo consigo os velhos problemas de fígado, conquistados na existência anterior, e assim por diante.

Por essa razão, uma existência num corpo enfermo ou deficiente é uma excelente oportunidade de reparação perante as leis que regem a vida, se bem aproveitada.

E, por essa razão também, não temos o direito de negar uma nova chance ao espírito necessitado de reajustamento, praticando o abortamento do seu corpo em formação.

Ademais, lembremo-nos sempre de que Jesus, o Sábio dos Sábios, alertou que é preferível entrar na vida sem alguns membros, do que cair novamente por causa deles.

Redação da equipe do Momento Espírita.

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Perguntas com o Chico Xavier – Novos Tempos e Reencarnação

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OS TEMPOS ESTÃO CHEGADOS

P – Os espíritas dizem sobre a transição de nosso planeta: “Os tempos estão chegados”. O que diria Chico Xavier a esse respeito?

R – Sim, chegados para um maior conhecimento da verdade, com o patrocínio da Ciência.

Cada um de nós, no entanto tem sofrido impactos muito grandes dessas mesmas verdades, por falta de Cristo em nosso coração, e nós não estamos sabendo aliar o coração ao cérebro.

Temos uma inteligência talvez excessivamente cientificista, mas o coração um tanto quanto retardado.

Precisamos desalojar o ódio, a inveja, o ciúme, a discórdia de nós mesmos, para que possamos chegar a uma solução em matéria de paz, de modo a sentirmos que “os tempos estão chegados”, para a felicidade humana.

PROVA DA REENCARNAÇÃO

P – Qual a maior prova concreta que Francisco Cândido Xavier aponta sobre a reencarnação?

R – A lógica para compreendermos a desigualdade no campo das criaturas humanas.

Por que é que uns renascem sofrendo em condições muito mais difíceis do que os outros? Não podemos admitir a injustiça divina! Deus é a justiça suprema. Portanto nós devemos a nós mesmos a conseqüência dos nossos desajustes.

Se eu pratiquei um crime, se lesei alguém, é natural que não tendo pago a minha dívida moral, durante o espaço curto de uma existência, é justo que eu faça esse resgate em outra existência, porque de outro modo, compreenderíamos Deus como um ditador, distribuindo medalhas para uns e chagas para outros, o que é inadmissível.

Fonte: Livro “Chico Xavier, Entrevistas”

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O Homem Honesto Segundo Deus ou Segundo os Homens

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Nota: as respostas deste texto foram dadas pelo Espírito JOSEPH BRÊ, falecido em 1840, ao ser evocado em Bordéus, por sua neta, em 1862. O texto foi extraído do livro “O Céu e o Inferno” de Allan Kardec.

1. – Caro avô, podeis dizer-me como vos encontrais no mundo dos Espíritos, dando-me quaisquer pormenores úteis ao nosso progresso?

R. Tudo que quiseres, querida filha. Eu expio a minha descrença; porém, grande é a bondade de Deus, que atende às circunstâncias. Sofro, mas não como poderias imaginar: é o desgosto de não ter melhor aproveitado o tempo aí na Terra.

2. – Como? Pois não vivestes sempre honestamente?

R. Sim, no juízo dos homens; mas há um abismo entre a honestidade perante os homens e a honestidade perante Deus. E uma vez que desejas instruir-te, procurarei demonstrar-te a diferença. Aí, entre vós, é reputado honesto aquele que respeita as leis do seu país, respeito arbitrário para muitos. Honesto é aquele que não prejudica o próximo ostensivamente, embora lhe arranque muitas vezes a felicidade e a honra, visto o código penal e a opinião pública não atingirem o culpado hipócrita.

Em podendo fazer gravar na pedra do túmulo um epitáfio de virtude, julgam muitos terem pago sua dívida à Humanidade! Erro! Não basta, para ser honesto perante Deus, ter respeitado as leis dos homens; é preciso antes de tudo não haver transgredido as leis divinas. Honesto aos olhos de Deus será aquele que, possuído de abnegação e amor, consagre a existência ao bem, ao progresso dos seus semelhantes; aquele que, animado de um zelo sem limites, for ativo na vida; ativo no cumprimento dos deveres materiais, ensinando e exemplificando aos outros o amor ao trabalho; ativo nas boas ações, sem esquecer a condição de servo ao qual o Senhor pedirá contas, um dia, do emprego do seu tempo; ativo finalmente na prática do amor de Deus e do próximo.

Assim o homem honesto, perante Deus, deve evitar cuidadoso as palavras mordazes, veneno oculto sob flores, que destrói reputações e acabrunha o homem, muitas vezes cobrindo-o de ridículo. O homem honesto, segundo Deus, deve ter sempre cerrado o coração a quaisquer germens de orgulho, de inveja, de ambição; deve ser paciente e benévolo para com os que o agredirem; deve perdoar do fundo dalma, sem esforços e sobretudo sem ostentação, a quem quer que o ofenda; deve, enfim, praticar o preceito conciso e grandioso que se resume “no amor de Deus sobre todas as coisas e do próximo como a si mesmo”.

Eis aí, querida filha, aproximadamente o que deve ser o homem honesto perante Deus. Pois bem: tê-lo-ia eu sido? Não. Confesso sem corar que faltei a muitos desses deveres; que não tive a atividade necessária; que o esquecimento de Deus impeliu-me a outras faltas, as quais, por não serem passíveis às leis humanas, nem por isso deixam de ser atentatórias à lei de Deus. Compreendendo-o, muito sofri, e assim é que hoje espero mais consolado a misericórdia desse Deus de bondade, que perscruta o meu arrependimento. Transmite, cara filha, repete tudo o que aí fica a quantos tiverem a consciência onerada, para que reparem suas faltas à força de boas obras, a fim de que a misericórdia de Deus se estenda por sobre eles. Seus olhos paternais lhes calcularão as provações. Sua mão potente lhes apagará as faltas.

KARDEC, Allan. O Céu e o Inferno. FEB. Extraído do capítulo 3 – 2a. Parte – Espíritos em condições medianas. Livro eletrônico gratuito em http://www.febnet.org.br.

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Teus filhos

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Se conflitos inquietantes te envenenam a alma, obstando-te a harmonia conjugal, as leis da vida não te impedem a separação do companheiro ou da companheira, com quem a convivência se te fez impraticável, embora, com isso, estejas debitando ao futuro a solução de graves compromissos em tua vida de espírito… Entretanto, pensa nos filhos. Almas queridas que viajaram das estâncias do passado, pelas vias da reencarnação, desembarcaram no presente, através dos teus braços, suplicando-te auxílio e renovação.

Quem são eles? Habitualmente, são aqueles mesmos companheiros de alegria e sofrimento, culpa e resgate, nas existências passadas, em cujo clima resvalaste em problemas difíceis de resolver. Ontem, associados de trabalho e ideal, são hoje os continuadores de tua ação ou intérpretes de tuas obras.

Quase sempre, renascemos na Terra à maneira das vergônteas de uma raiz, e, em nosso caso, a raiz é o conjunto de débitos e aspirações em que se nos desdobram os dias terrestres, objetivando nossa ascensão espiritual.

Os filhos não te pedem apenas dinheiro ou reconforto no plano físico, Solicitam-te igualmente assistência e rumo, apoio e orientação.

Se te uniste com alguém no tálamo doméstico, semelhante comunhão encerra também todos aqueles que acolhes na condição de herdeiros do teu nome, a te rogarem proteção e entendimento, a fim de que não lhes faleçam o dom de servir e a alegria de viver.

Em verdade, repetimos, as leis da vida não te impedem o divórcio, porque situações calamitosas existem no mundo nas quais a alma encarnada se vê sob a ameaça de naufrágio nas pesadas correntes do suicídio ou da criminalidade e o Senhor não faz a apologia da violência. Apesar disso, considera a extensão dos teus compromissos, porquanto não te reunirias com alguém no âmago do recinto caseiro para a criação da família ou para a sustentação de tarefas específicas, sem razões justas nos princípios de causa e efeito, evolução e aperfeiçoamento.

Sejam, pois, quais forem as circunstâncias constrangedoras que te afligem o lar, reflete, acima de tudo, em teus filhos, que precisam de ti. A tua união inclui particularmente cada um deles; e eles, que necessitam hoje de tua bênção, se buscas esquecer-te a fim de abençoá-los, amanhã também te abençoarão.

Pelo Espírito Emmanuel

XAVIER, Francisco Cândido. Vida em Vida. Espíritos Diversos. IDEAL. Capítulo 31.

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