Espiritismo é um templo

Doutrina Espirita - Divulgar

Meus amigos, que as Forças Infinitas do Bem vos concedam paz espiritual nas estradas purificadoras do mundo.

Antes de encerrardes a vossa prece, ergo meu pensamento ao Divino Mestre, rogando a Ele vos esclareça a mente e fortifique o coração.

O Espiritismo é atualmente um templo aberto à fé, uma oficina que se oferece ao trabalho salvador e uma escola que se institui à abençoada preparação das almas.

Sob qualquer prisma, faz-se necessário o esforço próprio em vossa matrícula espiritual.

Como crentes, devereis cultivar a fé viva; como operário, necessitais de testemunho e movimentação; como aprendizes, não podeis dispensar a observação, o estudo e as provas necessárias.

Escolhei, portanto, aí dentro o vosso caminho. No limiar do templo, da oficina, da escola, encontrareis Jesus Cristo.

Aceiteis a Sua custódia Divina e entregai-vos a Ele no Serviço Superior da vossa renovação.

Não temos diante de nós uma batalha dogmatica e, sim, unificação no Senhor.

Que o Espírito Divino vos inspirem, pois, em vosso estudo, que é indispensável, amparando-vos a cada um nos problemas que vos são peculiares, são os votos do vosso irmão ao dispor.

Pelo Espírito Emmanuel

XAVIER, Francisco Cândido. Mentores e Seareiros. Espíritos Diversos. IDEAL.

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Apocalípse – Perguntas e respostas com Richard Simonetti

Fim-do-mundo

1 – Que significa o termo apocalipse?
Vem do grego apokálypsis. Significa revelação. Há vários apocalipses no Velho Testamento. O mais conhecido é o último livro do Novo Testamento, atribuído a João Evangelista. Trata de acontecimentos relacionados com o final dos tempos, com revelações que o apóstolo teria obtido por meio de visões.

 

2 – Estudiosos dizem que há ali a revelação de grandes hecatombes e guerras que dizimarão a Humanidade neste milênio. O Mundo vai acabar?
Certamente, sim, mas vai demorar um pouco… perto de seis bilhões de anos, quando o Sol agonizar. Em seus estertores crescerá desmesuradamente, engolindo os planetas de nosso sistema. Até lá Deus arranjará outro lugar para morarmos.

 

3 – João fala de um final dos tempos marcados por fogo. Não seria uma referência a uma hecatombe nuclear?
As previsões de João são muito nebulosas, simbólicas, ao gosto de cada intérprete, de tal maneira que podemos situá-las em variadas épocas da História. Alguns exegetas, talvez mais acertadamente, concebem que João reportava-se a eventos de seu tempo, quando os romanos, sob o comando do general Tito, incendiaram Jerusalém, não deixando pedra sobre pedra, promovendo a dispersão dos judeus, a chamada diáspora.

 

4 – Como podemos encarar o assunto, à luz do Espiritismo?
A Doutrina é bem clara ao nos alertar quanto à separação do joio e do trigo, os bodes das ovelhas, a que se referia Jesus, com a promoção de nosso planeta, na sociedade dos mundos. Deixaremos a condição de planeta de provas e expiações, onde o egoísmo predominante gera os males humanos, para planeta de regeneração, em que consciências despertas para os objetivos da existência elegerão os serviços do Bem por norma de conduta.
5 – Pela conturbação atual, com o clima de violência que se instala na sociedade humana, podemos dizer que é chegado o momento dessa separação, a fim de que os justos não sejam esmagados pelos injustos?
Considerando a afirmativa de Jesus, no Sermão da Montanha, Bem-aventurados os mansos, porque herdarão a Terra, seria complicado operar essa separação agora. Certamente nosso planeta ficaria semi-deserto, porquanto raros venceram a agressividade inerente ao comportamento humano.

 

6 – E como fica a previsão que os Espíritos Superiores fazem com relação à civilização cristianizada que deverá estabelecer-se na Terra neste milênio?
Como dizia Chico Xavier, um milênio tem mil anos. Temos muito tempo pela frente, até que ocorra essa realização grandiosa, com a adesão humana aos princípios do Evangelho. Deus não tem pressa.

 

7 – Com o desenvolvimento dos recursos tecnológicos, no terreno bélico, não demorará muito tempo e estaremos mergulhados num conflito atômico, de conseqüências devastadoras. Não estaria aí o apocalipse, promovendo a morte de considerável parcela da Humanidade, para que ocorra o grande expurgo?
Há uma tendência de imaginar que o Reino de Deus será precedido por hecatombes naturais ou provocadas pelo homem, dizimando grande parcela da Humanidade. Não há necessidade de nada disso. Quando chegar a hora, quando os poderes que nos governam considerarem que há suficiente número de habitantes que conquistaram a mansuetude, o expurgo será feito naturalmente, atendendo aos ditames da Natureza. Ela nos transfere, inelutavelmente, para o mundo espiritual, a cada experiência reencarnatória, dentro de limites que normalmente não ultrapassam os cem anos. Isso significa que em um século será completado o expurgo, quando chegar a hora, sem violência.

 

8 – O que pode ser feito para tornar mais rápido o processo de transformação da Humanidade, com a edificação de uma sociedade melhor, um mundo de mansuetude?
Combater o materialismo, não apenas a convicção materialista, exercitada por uma minoria, mas a pior forma, que é o comportamento materialista, exercitado por multidões que dizem acreditar em Deus e na sobrevivência da alma, mas de forma superficial, que não se reflete em seu comportamento. Enquanto as pessoas não tiverem convicção de que a vida continua e de que colheremos, inexoravelmente, as conseqüências de nossas ações, após a morte, o mundo continuará agitado como o vemos. Nesse aspecto, a Doutrina Espírita é a grande benção, descerrando a cortina que separa o plano físico do espiritual, conscientizando-nos de nossas responsabilidades, ante a certeza da vida que não acaba nunca e onde nunca está ausente a justiça de Deus.

Pinga fogo com Simonetti

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Aborto Criminoso

aborto não

O aborto criminoso, buscado pela jovem com ou sem a conivência de seu parceiro, é uma calamidade a quem o pratica. O aborto, não natural, se constitui, assim, a um despejo indesejado de alguém que, em retornando do passado, seria aquela pessoa que partilharia conosco de venturas e desventuras, até a nossa total maturação espiritual.

Com um aborto provocado, portanto, além de violentação orgânica perigosa, você poderá estar extremando o ódio ou o desencanto de alguém que retomaria ao palco da vida terrena para superar as suas próprias desditas ou limitações morais.

A família é extremamente importante. Quando, pois, a mulher e o seu parceiro aceitam a prática do aborto criminoso, estarão se comprometendo mais com os antigos companheiros de infelicidade.

Saiba, pois, que no aborto criminoso existe alguém que se sentirá profundamente lesado, frustrado em suas esperanças de renovação espiritual. É alguém a quem você prometeu, espiritualmente, socorro, amparo, oportunidade de reedificação e de esperança e, diante de quem você descumpre todas as suas promessas. Esse alguém, embora abortado, será uma realidade.

Se você, contudo, anestesiar a sua consciência e expulsá-lo de modo tão abrupto, tão criminoso, sob o pretexto de resguardar-se, você ignora quais sejam as dolorosas conseqüências de sua louca resolução. Quem vinha, em seu ventre, pode ser algum parceiro seu de passado não tão remoto e que, por isso, se ajustará à sua atmosfera mental, trazendo-lhe danos irreversíveis. Será duplamente seu inimigo !

Eleger-se-á, pois, como seu inimigo recalcado, impondo-lhe mais sofrimentos e desditas ao longo de sua vida. Mais tarde, é certo, ele voltará a procurá-la, na condição de filho-problema, envolvendo-a em muito trabalho e profunda inquietude.

Saiba que é no aborto criminoso que se fermentam as grandes enfermidades da alma, as grandes obsessões, alimentando o páteo de sanatórios e de prisões, já que o aborto criminoso é o indutor de crimes hediondos, catalogáveis nos compêndios da justiça criminal.

Não mate o filho no ventre, para que você não venha a complicar a sua própria vida!

JACINTHO, Roque. Filhos, como educá-los na visão espírita. Luz no Lar.

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Projeto da UNESP estudará os benefícios do passe

Passes espiritas

A UNESP – Universidade Estadual Paulista, tem aprovado pelo Comitê de Ética da Instituição um projeto de pesquisa que visa estudar a influência do ‘passe’ (pratica usada no espiritismo) no controle da ansiedade. O objetivo deste projeto é verificar se existem benefícios do passe no tratamento às pessoas que sofrem de ansiedade. Sua duração será de dois meses e a participação dos voluntários consistirá em submeter-se, uma vez por semana, a um tratamento de cinco minutos de duração, onde um terapeuta espírita irá posicionar as mãos dele sobre a cabeça, peito e barriga do voluntário.

O passe é uma prática difundida entre os espíritas que consiste, a grosso modo, na imposição das mãos de um passista sobre uma pessoa, geralmente sentada à sua frente num ambiente à meia-luz. Segundo o espiritismo, o ato tem o poder de canalizar “fluidos” ou “energias” benéficos, provenientes do próprio passista. A prática agrega habitualmente o chamado tratamento espiritual.
Como ser voluntário?

Quem não estiver em tratamento psicológico ou psiquiátrico está convidado a comparecer neste sábado, dia 28 de Junho, a partir das 9h, na Secretaria do Transplante do Hospital das Clínicas da FMB (em Rubião Júnior).

Serviço

Secretaria de Transplante Renal
Distrito de Rubião Junior, s/n
1º andar, em frente ao Centro Cirúrgico – (14) 3811-6547

Enviado em 26 de junho de 2014 | Escrito por Carla Mendrot | Publicado por TV Mundo Maior
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Tríplece Aspecto da Doutrina Espírita

Triplice aspecto Espiritismo

No preâmbulo do livro “O QUE É O ESPIRITISMO”, Allan Kardec definiu o Espiritismo como sendo:

“uma ciência que trata da natureza, da origem e da destinação dos Espíritos, e das suas relações com o mundo corporal” (Kardec [8])

E destacando os aspectos que constituem a doutrina dos espíritos, acrescenta o Codificador:

O Espiritismo é ao mesmo tempo uma ciência de observação e uma doutrina filosófica. Como ciência prática, ele consiste nas relações que se podem estabelecer com os Espíritos; como filosofia, ele compreende todas conseqüências morais que decorrem dessas relações(Kardec [8])

Essa definição nos mostra que o alcance do Espiritismo é bem mais amplo do que podemos imaginar. Analisando com maior cuidado a seqüência de trabalhos seguida pelo Codificador,perceberemos que esta abrangência se justifica. Inicialmente, Kardec lançou mão da sonda da investigação para poder comprovar a veracidade dos fatos (ciência); em seguida, percebendo que poderia extrair conteúdo mais nobre daqueles fenômenos, formulou questões de elevado teor filosófico (filosofia); na seqüência, retomando as pesquisas científicas constatou que aquelas verdades, trazidas sob a coordenação dos espíritos superiores estavam entrelaçadas a conseqüências morais-religiosas para o Homem (religião).

A Doutrina Espírita vinha abalar os alicerces milenares do misticismo, da intolerância, da fé dogmática, do materialismo científico, e era preciso que sua autoridade tivesse apoio na verdade da revelação divina e nas provas dos fatos, a fim de que não pudesse ser honestamente contestada nos seus princípios básicos. (Barbosa [2])

Desta forma, a Doutrina Espírita precisa ser estudada e compreendida em seu tríplice aspecto, a fim de se evitar que ocorram distorções, comuns em todo corpo de conhecimento, visto que cada um de nós tendemos a interpretar as coisas da maneira que mais nos convém, mais nos agrada ou que nossas experiências pessoais permitem.

O ESPIRITISMO FILOSÓFICO

O Espiritismo é uma doutrina essencialmente filosófica. Analisando a natureza humana, algumas questões vêm atravessando séculos e civilizações :

existe Deus ?
de onde viemos ?
para onde vamos ?
por que estamos na Terra ?
por que e para que tanta luta ?
existe vida após a morte ?
se existe, o homem é feliz ou infeliz após a morte ?
O aspecto filosófico do Espiritismo ocupa-se com a finalidade da vida e com a destinação da alma. Mostra-nos através de um racioínio lógico que fomos todos criados simples e ignorantes, ou seja, sem conhecimento e sem moral desenvolvida, e que através de vidas sucessivas caminhamos para a nossa destinação que é a felicidade.

“O objetivo da evolução, a razão de ser da vida, não é a felicidade terrestre, como muitos erradamente crêem, mas o aperfeiçoamento de cada um de nós, e esse aperfeiçoamento devemos realizá-lo por meio de trabalho, do esforço, de todas as alternativas da alegria e da dor, até que nós tenhamos desenvolvido completamente e elevado ao estado celeste” (Denis [4])

A medida que a alma se eleva, vai acumulando saber e virtude. A rapidez com que vamos adquirindo tal evolução, contudo, varia de espírito para espírito, desde que cada um utiliza o seu livre-arbítrio para traçar o seu próprio caminho.

O ESPIRITISMO CIENTÍFICO

Ocupa-se essencialmente com os fenômenos espíritas, isto é, os fenômenos produzidos por espíritos. É positivo e experimental como a ciência do mundo, mas não se perde hipóteses metafísicas, nem muito menos abandona a investigação pelo simples fato de os fenômenos não poderem ser repetidos a qualquer hora ou em qualquer lugar.

Observando e analisando os fenômenos mediúnicos e anímicos, o Espiritismo utiliza-se do método analítico ou indutivo. Seu objetivo de estudo é a existência do Espírito, a sua sobrevivência a morte física e a sua volta ao mundo material, fato esse denominado de reencarnação. Não descarta, porém, a influência da mente sobre o corpo e pondera que essa influência é perfeitamente possível depois que o espírito retorna ao mundo espiritual, desde que há um elemento de natureza intermediária entre os dois mundos. Descortina, então, o perispírito, o seu papel como mediador plástico entre o Espírito e o corpo físico.

“Revestimento temporário, imprescindível à encarnação e à reencarnação, é tanto mais denso ou sutil, quanto evoluído seja o Espírito que dela se utiliza. Também considerado como corpo astral, exterioriza-se através e além do envoltório carnal, irradiando-se como energia específica ou aura” (Ângelis [1])

A ciência espírita tem, portanto, a finalidade da comprovação, da consolidação da realidade do espírito. Atraiu sempre para as suas lides homens notáveis, compromissados apenas com a verdade.

“As grandes vozes dos Crookes, dos Wallaces, dos Zölners, proclamou que, do exame positivo dos fenômenos espíritas resulta claramente a convição de que a alma é imortal e que não só ela não morre, mas também pode manifestra-se aos humanos, por meio de leis ainda pouco conhecidas que regem a matéria imponderável” (Delanne [3])

“O Espiritismo e a Ciência se completam um pelo outro; a Ciência, sem o Espiritismo, se acha impossibilitada de explicar certos fenômenos, unicamente pelas leis da matéria; o Espiritismo, sem a a Ciência, ficaria sem apoio e exame.” (Kardec [7])

O ESPIRITISMO RELIGIOSO

O aspecto religioso fundamenta-se em Jesus, conforme se lê na questão 625 de O Livro dos Espíritos :

625. Qual o tipo mais perfeito que Deus tem oferecido ao homem para, lhe servir de guia e modelo ? “Jesus” (Kardec [6])

A idéia de religião está comumente ligada a uma organização sacerdotal, culto instituído, práticas rituais, dogmas e crendices. O Espiritismo “prega” a fé raciocinada, sem misticismos e segredos iniciáticos, na forma integral e consciente de conduta humana diante do criador (Barbosa [2]), tendo como lema “fora da caridade não há salvação.”

Desta forma, o Espiritismo estimula o homem à pratica da bondade, da fraternidade, do altruismo, da humildade, do trabalho incessante em prol da felicidade do nosso próximo.

Com a Doutrina Espírita

“o Espírito voltou a ser conceituado e tido na sua legítima acepção, demonstrando, pela insofismável linguagem dos fatos, a realidade, em rigoroso apelo ao pensamento e à razão, no sentido de fazer ressurgir a ética religiosa do Cristianismo. Através desse renascimento cristão, opõe-se uma barreira ao materialismo e aponta-se ao que sofre o infinito horizonte do amanhã ditoso que espera após vencidas as dificuldades do momento, superadas as limitações, espírito que é, em marcha na direção da verdade” (Ângelis [1])

“O Espiritismo, longe de ser um adversário da religião, é uma poderosa alavanca para o erguimento desta em todas as consciências, pois não só a sua filosofia ricamente consoladora, como os fatos que vêm reforçar sua veracidade, o atesta exuberantemente, sem que até agora pudessem ter sido contestados.” (LOURENÇO [5])

Allan Kardec, em discurso na Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas, afirmou, conforme a Revista Espírita de dezembro de 1868 :

“O Espiritismo é uma religião e nós nos ufanamos disso”

E na V parte da conclusão de O Livro dos Espíritos, afirma o mestre lionês :

“O Espiritismo é forte porque assenta sobre as próprias bases da religião: Deus, a alma, as penas e as recompensas futuras; sobretudo, porque mostra que essas penas e recompensas são corolários naturais da vida terrestre, e ainda, porque, no quadro que apresenta no futuro, nada há que a razão mais exigente possa recusar” (Kardec [6])
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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

[1] ÂNGELIS, J., “Estudos Espíritas”, psicog. Divaldo Pereira Franco, Ed. Feb, 4a. edição, 1987.
[2] BARBOSA, P. F., “Espiritismo Básico”, Ed. Feb, edição, 1986.
[3] DELANNE, G., “O Fenômeno Espírita”, Ed. Feb, 5a. edição, 1990.
[4] DENIS, L., “O problema do ser, do destino e da dor”, Ed. Feb, 17a. edição, 1993.
[5] LOURENÇO, S., “Conceitos de Cairbar Schutel”, Ed. O Clarim, 1a. edição, 1991.
[6] KARDEC, A., “O Livro dos Espíritos”, Ed. Feb, 66a. edição, 1987.
[7] KARDEC, A., “A Gênese”, Ed. Feb, 30a. edição, 1987.
[8] KARDEC, A., “O que é o Espiritismo”, Instituto de Difusão Espírita, 28a. edição, 1993.
[9] PERALVA, M., “Estudando a mediunidade”, 15ª edição, FEB, 1956.

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Balizas Delimitadoras –

Luz guiadora

Quando a amizade unir as criaturas com desinteresse, as paixões desgastantes cederão lugar ao júbilo espontâneo.

Quando a solidariedade mantiver os homens sinceramente interessados no bem, a guerra abandonará os povos e a paz dominará os corações.

Quando o amor lubrificar os sentimentos humanos, o ódio deixará de ser ferrugem destruidora nas engrenagens da vida.

Quando a caridade tomar sobre os ombros as dores dos indivíduos, então se estabelecerá, na Terra, o “Reino de Deus”.

Quando os seres sencientes se derem conta de que, somente através da própria transformação moral para melhor, a existência física tem sentido, desaparecerão a loucura e o suicídio dos quadros sociais e morais do planeta.

*

O homem tem como destinação evolutiva a libertação das sombras teimosas que lhe impedem a clara visão do processo santificante.

A aquisição da consciência faculta-lhe compreender os valores que escravizam e aqueloutros que emulam à felicidade.

Diante dos conflitos decorrentes, com sabedoria ele elege os fatores positivos e entrega-se ao esforço de incorporá-los à sua vivência, desse modo avançando sem tropeço para lograr o objetivo à frente.

Enquanto esta decisão não seja tomada, os altibaixos emocionais constituem-lhe a áspera prova que terá de vencer mediante a dedicação integral.

Indecisão é fraqueza moral a soldo da irresponsabilidade.

Definir rumo, vencer distância, avançar com estoicismo, eis as formas de adquirir os títulos de enobrecimento, para cuja finalidade se encontra o homem reencarnado no planeta.

*

“Granjeia amigos com as riquezas da injustiça” — propôs Jesus.

Sê companheiro do necessitado que renteia contigo, repartindo com ele pão, paz e iluminação.

Ama, indiscriminadamente, irradiando esse nobre sentimento que concede elevação ao ser.

Torna-te as mãos da caridade em ação e estarás contribuindo para o mundo melhor de amanhã, cujas balizas devem ser colocadas desde hoje, na condição de marcos delimitadores do que eras ontem, do que és hoje e do que serás amanhã.

FRANCO, Divaldo Pereira. Momentos de Felicidade. Pelo Espírito Joanna de Ângelis. 4.ed. LEAL, 2011. Capítulo 16.

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Cantiga do Perdão

Violino

Não te iludas, amigo,
Por mais se expandam lágrimas contigo,
Todo lamento é vão…

Tudo o que tende para a perfeição,
Todo o bem que aparece e persiste no mundo
Vive do entendimento harmônico e profundo,
Através do perdão…

Perdão que lembre o sol no firmamento,
Sem se fazer pagar pelo foco opulento,
A vencer, dia-a-dia, a escuridão da noite insondável e fria
E a nutrir, no seu longo itinerário,
O verme e a flor, o charco e o pó, o ninho e a fonte,
De horizonte a horizonte,
Quanto for necessário;

Perdão que nos destaque a lição recebida
Na humildade da rosa,
Bênção do céu, estrela cetinosa,
Que, ao invés de pousar sobre o diamante,
Desabrocha no espinho,
Como a dizer que a vida,
De caminho a caminho,
Não despreza ninguém,
E bela, generosa, alta e fecunda,
Quer que toda maldade se transfunda
Na grandeza do bem…

Perdão que se reporte
À brandura da terra pisoteada,
Esquecida heroína de paciência,
Que acolhe, em toda parte, os detritos da morte
E sustenta os recursos da existência,
Mãe e escrava sublime de amor mudo,
Que preside, em silêncio, ao progresso de tudo!…

Amigo, onde estiveres,
Assegura a certeza de que o perdão é lei da Natureza,
Segurança de todos os misteres.

Perdoa e seguirás em liberdade
No rumo certo da felicidade.
Nas menores tarefas que realizes,
Para lembrar sem sombra os instantes felizes,
Na seara da luz, na qual a Luz de Deus se insinua e reflete,
É forçoso exercer o ensino de Jesus,
que nos manda perdoar setenta vezes sete
Cada ofensa que venha perturbar o nosso coração.

Isso vale afirmar,
Na senda de ascensão,
Que, em favor da vitória,
A que aspiras na luta transitória,
É mais do que importante, é essencial!
Que te esqueças, por fim, de todo mal!…
E que, em tudo, no bem a que te dês,
Seja aqui, mais além, seja agora ou depois,
Deus espera que ajudes e abençoes,
Compreendendo, amparando e servindo outra vez!…

Maria Dolores

Do livro Poetas Redivivos, de Francisco C. Xavier

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