Em Boa Lógica

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Quem alimenta o ódio atira fogo ao próprio coração.
Quem sustenta o vício encarcera-se nele.
Quem cultiva a ociosidade faz neve em torno de si.
Quem se encoleriza é inquisidor da própria alma.
Quem estima a censura lança pedras sobre si mesmo.
Quem provoca situações difíceis aumenta os obstáculos em
que se encontra.                                                

                                                     *
Quem se precipita no julgar é sempre analisado à pressa.
Quem se especializa na identificação do mal dificilmente verá o bem.
Quem não deseja suportar é incapaz de servir.
Quem vive colecionando lamentações caminhará sob a chuva
de lágrimas.

Francisco Cândido Xavier – Agenda Cristã – pelo Espírito André Luiz

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MISSÃO DOS ESPÍRITAS

CAPA EVANGELHO SEGUNDO ESPIRITISMO

 

“Vós os reconhecereis pelos princípios de verdadeira caridade que eles professarão e praticarão; Vós os reconhecereis pelo número das aflições às quais eles terão levado consolações; vós os reconhecereis pelo seu amor ao próximo, pela sua abnegação, pelo seu desinteresse pessoal; vós os reconhecereis, enfim, pelo triunfo de sua lei; aqueles que seguem suas leis são seus eleitos, e ele lhes dará a vitória, mas esmagará aqueles que falseiam o espírito dessa lei e fazem dela um meio de satisfazer sua vaidade e sua ambição”.

Erasto, Espírito Guardião do médium, Paris, 1863

Evangelho Segundo o Espiritismo, Capítulo XX, nº 4

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Efeitos Físicos

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Todos somos capazes de registrar – quase sempre de forma inconsciente – o pensamento de individualidades desencarnadas. Pessoas existem, contudo, em que essa percepção é mais acentuada e se processa conscientemente permitindo a comunicação entre os dois planos da vida. Tais indivíduos são chamados médiuns, ou seja, intermediários.

A mediunidade apresenta inúmeras modalidades, que foram estudadas e classificadas por Allan kardec em “o Livro dos Médiuns”.

Há uma categoria de médiuns capazes de produzir manifestações físicas, assim chamadas por impressionarem os nossos sentidos, contando-se entre elas os ruídos, o deslocamento de objetos, a escrita e a voz direta e as materializações , nas quais os Espíritos se apresentam momentaneamente corporificados podendo, inclusive, ser tocados e fotografados.

A mediunidade de efeitos físicos chama a atenção, produz impacto, pois evidencia de forma insofismável a existência de vida inteligente fora da matéria. Vale lembrar, aliás, que foi justamente com fenômenos desse tipo que se iniciou, em 1848, na pequena cidade norte-americana de Hydesville, o movimento de intercâmbio entre os mundos físico e espiritual que viria dar origem à Codificação, publicada na França, por Allan kardec.

Notáveis médiuns de efeitos físicos realizaram experiências com cientistas distintos que, sob rigorosas condições de controle comprovaram a autencidade dos fenômenos observados, publicando os resultados de suas pesquisas em obras hoje consideradas clássicas, sobre o assunto. Entre eles poderíamos citar os nomes de César Lombroso, na Itália, Alexandre Aksakof, na Rússia, Zöllner, na Alemanha e Crookes, na Inglaterra.

Toda mediunidade exige de seu portador responsabilidade e dedicação para ser bem aproveitada. O médium de efeitos físicos, contudo, necessita ainda de uma dose maior de vigilância devido à curiosidade, nem sempre sadia, em torno de seu trabalho.

Constata-se que, já há algum tempo, esse tipo de mediunidade é menos frequente, o que é compreensível, pois se durante quase um século a mediunidade é menos frequente, o que é compreensível, pois se durante quase um século a mediunidade teve que atender a perquirição científica, oferecendo provas indiscutíveis da realidade espiritual, é justo que agora ela deva servir, sobretudo, a finalidades morais, oferecendo consolo , orientação e esperança a todos quantos se aproximam da seara espírita, onde ela é cultivada com vistas à propagação do bem entre os homens.

“O Livro dos Médiuns” (187 e 189).

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Questões 920 a 923 – A Felicidade na Terra

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Respostas dos guias espirituais para Allan Kardec no Livro dos Espíritos.
920. Pode o homem gozar de completa felicidade na Terra?

“Não, por isso que a vida lhe foi dada como prova ou expiação. Dele, porém, depende a suavização de seus males e o ser tão feliz quanto possível na Terra.”
921. Concebe-se que o homem será feliz na Terra, quando a Humanidade estiver transformada. Mas, enquanto isso se não verifica, poderá conseguir uma felicidade relativa?

“O homem é quase sempre o obreiro da sua própria infelicidade. Praticando a lei de Deus, a muitos males se forrará e proporcionará a si mesmo felicidade tão grande quanto o comporte a sua existência grosseira.”

Comentário de Allan Kardec:

Aquele que se acha bem compenetrado de seu destino futuro não vê na vida corporal mais do que uma estação temporária, uma como parada momentânea em péssima hospedaria. Facilmente se consola de alguns aborrecimentos passageiros de uma viagem que o levará a tanto melhor posição, quanto melhor tenha cuidado dos preparativos para empreendê-la. Já nesta vida somos punidos pela infrações, que cometemos, das leis que regem a existência corpórea, sofrendo os males conseqüentes dessas mesmas infrações e dos nossos próprios excessos. Se, gradativamente, remontarmos à origem do que chamamos as nossas desgraças terrenas, veremos que, na maioria dos casos, elas são a conseqüência de um primeiro afastamento nosso do caminho reto. Desviando-nos deste, enveredamos por outro, mau, e, de conseqüência em conseqüência, caímos na desgraça.
922. A felicidade terrestre é relativa à posição de cada um. O que basta para a felicidade de um, constitui a desgraça de outro. Haverá, contudo, alguma soma de felicidade comum a todos os homens?

“Com relação à vida material, é a posse do necessário. Com relação à vida moral, a consciência tranqüila e a fé no futuro.”
923. O que para um é supérfluo não representará para outro, o necessário, e reciprocamente, de acordo com as posições respectivas?

“Sim, conformemente às vossas idéias materiais, aos vossos preconceitos, à vossa ambição e às vossas ridículas extravagâncias, a que o futuro fará justiça, quando compreenderdes a verdade. Não há dúvida de que aquele que tinha cinqüenta mil libras de renda, vendo-se reduzido a só ter dez mil, se considera muito desgraçado, por não mais poder fazer a mesma figura, conservar o que chama a sua posição, ter cavalos, lacaios, satisfazer a todas as paixões, etc. Acredita que lhe falta o necessário. Mas, francamente, achas que seja digno de lástima, quando ao seu lado muitos há, morrendo de fome e frio, sem um abrigo onde repousem a cabeça? O homem criterioso, a fim de ser feliz, olha sempre para baixo e não para cima, a não ser para elevar sua alma ao infinito.” (ver questão 715)

KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos. 76.ed. Rio de Janeiro, RJ: FEB, 1995.

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Dever e Trabalho

 

 

 

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O compromisso de trabalho inclui o dever de associar-se a criatura ao esforço de equipe na obra a realizar.

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Obediência digna tem o nome de obrigação cumprida no dicionário da realidade.

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Quem executa com alegria as tarefas consideradas menores, espontaneamente se promove as tarefas consideradas maiores.

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A câmara fotográfica nos retrata por fora, mas o trabalho nos retrata por dentro.

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Quem escarnece da obra que lhe honorifica a existência, desprestigia a si mesmo.

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Servir além do próprio dever não é bajular e sim entesourar apoio e experiência, simpatia e cooperação.

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Na formação e complementação de qualquer trabalho, é preciso compreender para sermos compreendidos.

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Quando o trabalhador converte o trabalho em alegria, o trabalho se transforma na alegria do trabalhador.

XAVIER, Francisco Cândido. Sinal Verde. Pelo Espírito André Luiz. CEC.

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O Talento Esquecido

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No mercado da vida, observamos os talentos da Providência Dïvina fulgurando na experiência humana, dentro das mais variadas expressões. Talentos da riqueza material, da intelectualidade brilhante, da beleza física, dos sonhos juvenis, dos louros mundanos, do brilho social e doméstico, do poder e da popularidade.

Alinham-se, à maneira de jóias grandes e pequenas, agradáveis e preciosas, estabelecendo concorrência avançada entre aqueles que as procuram.

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Há, porém, um talento de luz acessível a todos. Brilha entre ricos e pobres, cultos e incultos. Aparece em toda parte. Salienta-se em todos os ângulos da luta. Destaca-se em todos os climas e sugere engrandecimento em todos os lugares.

E o talento da oportunidade, sempre valioso e sempre o mesmo, na corrente viva e incessante das horas.

É o desejo de doar um pensamento mais nobre ao círculo da maledicência, de fortalecer com um sorriso o ânimo abatido do companheiro desesperado, de alinhavar uma frase amiga que enterneça os maus a se sentirem menos duros e que auxilie aos bons a se revelarem sempre melhores, de prestar um serviço insignificante ao vizinho, plantando o pomar da gratidão e da amizade, de cultivar algum trato anônimo de solo, onde o arvoredo de amanhâ fale sem palavras de nossas elevadas intenções.

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Acima de todos os dons, permanece o tesouro do tempo.                                                               Com as horas os santos construíram a santidade e os sábios amealharam a sabedoria.

É com o talento esquecido das horas que edificaremos o nosso caminho, no rumo da Espiritualidade Superior, na aplicação silenciosa com o mestre que, atendendo compassivamente às necessidades de todos os aprendizes, prometeu, com amor, não somente demorar-se conosco até ao fim dos séculos terrestres, mas também asseverou, com justiça, que receberemos individualmente na vida, de acordo com as nossas próprias obras.

Pelo Espírito Emmanuel

XAVIER, Francisco Cândido. Caridade. Espíritos Diversos. IDE.

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Afirmação Esclarecedora

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“E não quereis vir a mim para terdes vida.” Jesus (João, 5:40)

Quantos procuram a sublimação da individualidade precisam entender o valor supremo da vontade no aprimoramento próprio.

Os templos e as escolas do Cristianismo permanecem repletos de aprendizes que vislumbram os poderes divinos de Jesus e lhe reconhecem a magnanimidade, caminhando, porém, ao sabor de vacilações cruéis.

Crêem e descrêem, ajudam e desajudam, organizam e perturbam, iluminam-se na fé e ensombram-se na desconfiança…

É que esperam a proteção do Senhor para desfrutarem o contentamento imediato no corpo, mas não querem ir até ele para se apossarem da vida eterna.

Pedem o milagre das mãos do Cristo, mas não lhe aceitam as diretrizes. Solicitam-lhe a presença consoladora, entretanto, não lhe acompanham os passos. Pretendem ouvi-lo, à beira do lago sereno, em preleções de esperança e conforto, todavia, negam-se a partilhar com ele o serviço da estrada, através do sacrifício pela vitória do bem. Cortejam-no em Jerusalém, adornada de flores, mas fogem aos testemunhos de entendimento e bondade, à frente da multidão desvairada e enferma. Suplicam-lhe as bênçãos da ressurreição, no entanto, odeiam a cruz de espinhos que regenera e santifica.

Podem ir na vanguarda edificante, mas não querem.

Clamam por luz divina, entretanto, receiam abandonar as sombras.

Suspiram pela melhoria das condições em que se agitam, todavia, detestam a própria renovação.

Vemos, pois, que é fácil comer o pão multiplicado pelo infinito amor do Mestre Divino ou regozijar-se alguém com a sua influência curativa, mas, para alcançar a Vida Abundante de que ele se fez o embaixador sublime, não basta a faculdade de poder e o ato de crer, mas também a vontade perseverante de quem aprendeu a trabalhar e servir, aperfeiçoar e querer.

XAVIER, Francisco Cândido. Fonte Viva. Pelo Espírito Emmanuel. FEB. Capítulo 36.

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