Os Fluídos

CONCEITOS BÁSICOS:


André Luiz nos fala do fluido cósmico chamando-o de “plasma divino, hausto do Criador ou força do Todo-Sábio”. E continua: “nesse elemento primordial, vibram e vivem constelações e sóis, mundos e seres…” – Nessa substância original, ao influxo do próprio Senhor Supremo, operam as Inteligências Divinas a Ele agregadas em processo de comunhão indescritível (…) Na essência, toda matéria é energia tornada visível e toda energia, originalmente, é força divina de que todos nós nos apropriamos para interpor os nossos propósitos aos propósitos da criação”. “O fluido cósmico universal é, como já foi demonstrado, a matéria elementar primitiva, cujas modificações e transformações constituem a inumerável variedade dos corpos da Natureza. Como princípio elementar do Universo, ele assume dois estados distintos: o de eterização ou imponderabilidade, o de materialização ou de ponderabilidade, que é, de certa maneira, consecutivo àquele. O ponto intermédio é o da transformação do fluido em matéria tangível. Mas, ainda aí, não há transição brusca, porquanto podem considerar-se os nossos fluidos imponderáveis como termo médio entre os dois estados”. “Cada um desses dois estados dá lugar, naturalmente, a fenômenos especiais: ao segundo pertencem os do mundo visível e ao primeiro os do mundo invisível. Uns, os chamados fenômenos materiais, são da alçada da Ciência propriamente dita, os outros, qualificados de fenômenos espirituais ou psíquicos, porque se ligam de modo especial à existência dos Espíritos, cabem nas atribuições do Espiritismo. Como, porém, a vida espiritual e a vida corporal se acham incessantemente em contato, os fenômenos das duas categorias muitas vezes se produzem simultaneamente.

PROPRIEDADES:


André Luiz, chama a partícula do pensamento como “corpúsculo fluídico” que é uma unidade na essência, a subdividir-se em diversos tipos, “conforme a quantidade, qualidade, comportamento e trajetória dos componentes que a integram. E assim como o átomo é uma força viva e poderosa na própria contextura, passiva, entretanto, diante da inteligência que a mobiliza para o bem e para o mal, a partícula de pensamento (…) é igualmente passiva perante o sentimento que lhe dá forma e natureza, para o bem ou para o mal, convertendo-se , por acumulação, em fluido gravitante ou libertador, ácido ou balsâmico, doce ou amargo, alimentício ou esgotante, vivificador ou mortífero, segundo a forma do sentimento que o tipifica e configura, nomeável, à falta de terminologia equivalente, como RAIO DA EMOÇÃO ou RAIO DO DESEJO, força essa que lhe opera a diferenciação de massa e trajeto, impacto e estrutura”. Nos ensina Allan Kardec que os espíritos atuam sobre os fluidos espirituais, não manipulando-os como os homens manipulam os gases, mas empregando o pensamento e a vontade. Pelo pensamento, eles imprimem àqueles fluidos tal ou qual direção, os aglomeram ou dispersam, organizam com eles conjuntos que apresentam uma aparência, uma forma, uma coloração determinada; mudam-lhes as propriedades, como o químico muda a dos gases ou de outros corpos, combinando-os segundo certas leis. – Os fluidos não possuem qualidades “sui-generis”, mas as adquirem nos meios em que são elaborados; modificam-se pelos eflúvios desse meio … – Os fluidos também carecem de denominações particulares; como os odores eles são designados pelas suas propriedades, seus efeitos e tipos originais. Sob o ponto de vista moral, trazem o cunho dos sentimentos de ódio, inveja, ciúme, orgulho, egoísmo, violência, hipocrisia, bondade, benevolência, amor , caridade, doçura, etc..” Concluindo, a despeito das conformações dos fluidos para nós, encarnados, ser muito restrita, Allan Kardec afirma (11) que “esses fluidos , para os espíritos, têm uma aparência tão material quanto a dos objetos tangíveis para os encarnados e são, para eles, o que são para nós as substâncias do mundo terrestre”. E conclui mais adiante: “ainda não conhecemos senão as fronteiras do mundo invisível; o porvir, sem dúvida, nos reserva o conhecimento de novas leis, que nos permitirão compreender o que se nos conserva em mistério”.

MECÂNICA DE ATUAÇÃO:


Como vimos, o fluido cósmico universal é o elemento primitivo do corpo carnal e do perispírito, do qual são transformações. Pela identidade de sua natureza, este fluido, condensado no perispírito, pode fornecer ao corpo os princípios reparadores; o agente propulsor é o Espírito, encarnado ou desencarnado, que infiltra num corpo deteriorado uma parte da substância de seu envoltório fluídico. A cura se opera pela substituição de uma molécula malsã por uma molécula sã. A potência curadora estará , pois, na razão da pureza da substância inoculada; ela depende ainda da energia da vontade, a qual provoca uma emissão fluídica mais abundante e dá ao fluido uma força maior de penetração; depende, enfim, das intenções que animam aquele que quer curar, quer seja ele homem ou espírito. Os fluidos que emanam de uma fonte impura são como substâncias medicamentosas alteradas. “O pensamento do encarnado atua sobre os fluidos espirituais, como o dos desencarnados, e se transmitem de Espírito a Espírito pelas mesmas vias e, conforme seja bom ou mau, saneia ou vicia os fluidos ambientes”. “O perispírito dos encarnados sendo de natureza idêntica a dos fluidos espirituais, ele os assimila com facilidade como uma esponja se embebe de um líquido, dependendo, é claro, da lei de sintonia e afinidade. “Atuando esses fluidos sobre o perispírito, este , a seu turno, reage sobre o organismo material com que se acham em contato molecular; se os eflúvios são de boa natureza, o corpo ressente uma impressão salutar; se são maus, a impressão é penosa. Se são permanentes e enérgicos os eflúvios maus podem causar desordens físicas; não é outra a causa de certas enfermidades”(57) “Considerado como matéria terapêutica, o fluido tem que atingir a matéria orgânica, a fim de repara-la; pode então ser dirigido sobre o mal pela vontade do curador, ou atraído pelo desejo ardente, pela confiança, numa palavra: pela fé do doente. Com relação a corrente fluídica, o primeiro age como uma bomba calcante e o segundo como uma bomba aspirante. Algumas vezes, é necessária a simultaneidade das duas ações; noutras, basta uma só…”Um fluido mau, não pode ser eliminado por outro igualmente mau. Preciso se faz expelir um fluido mau com o auxílio de um fluido melhor. O poder terapêutico está na pureza da substância inoculada, mas depende também da energia da vontade que, quanto maior for, mais abundante emissão fluídica provocará e maior força de penetração.

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