Jeronimo Mendonça Ribeiro

” O GIGANTE DEITADO “

Jeronimo foi um grande trabalhador, palestrante e escritor espírita, que juntamente com
Chico Xavier, seu amigo, trabalhou pelas causas sociais e pela divulgação da
doutrina espírita. Jerônimo Mendonça, mesmo cego e paralisado em uma cama
ortopédica, trabalhava arduamente pelo ideal espírita; por isso, ficou conhecido
como O Gigante Deitado.

Nasceu na cidade de Ituiutaba (MG), em uma família com  grandes dificuldades materiais e teve uma infância normal. Até os 15 anos de idade, Jerônimo frequentou a Igreja Presbiteriana onde fazia palestras. Porém, depois da morte da avó, ele sentiu a necessidade de conhecer mais sobre a vida além-túmulo. Foi quando conheceu a Doutrina Espírita da qual se tornou adepto e passou a dirigir reuniões e eventos voltado aos jovens.

Aos 17 anos, quando revelou-se um bom jogador de futebol, começou a sentir os sintomas da doença que acabaria por imobilizá-lo, a artrite reumatoide. Aos 19 começou a usar muletas e, sem encontrar uma cura na Medicina, parou de trabalhar. Então, ele foi
gradativamente a uma cadeira de rodas e depois a uma cama ortopédica. Somando-se
a isto tudo, ele teve perda gradativa da visão e problemas cardíacos.

Apesar das grandes dificuldades, ele sempre mantinha o bom ânimo e dava conselhos a
milhares de espíritas que vinham para pedir aconselhamentos. Ele viajava o
Brasil inteiro graças a um leito anatômico projetado para ele. Dentre outras
instituições, como creches, Jerônimo fundou os centros espíritas Seara de Jesus,
Manoel Augusto da Silva, e Lar Espírita Pouso do Amanhecer. Escreveu os livros
Crepúsculo de um Coração, Cadeira de Rodas, Nas pegadas de um Anjo, Escada de
Luz, De Mãos Dadas com Jesus, e Quatorze Anos Depois (em co-autoria).

** Texto extraído do Jornal  Espírita de Setembro de 2007:
Nascido em Ituiutaba (MG) a  vida do médium Jerônimo Mendonça (1939-1989) foi um exemplo de superação de limites. Totalmente paralítico há mais de trinta anos, sem mover nem o pescoço, cego há mais de vinte anos, com artrite reumatóide que lhe dava dores terríveis no peito e em todo o corpo, era levado por mãos amigas pelo Brasil afora, para proferir palestras. Foi tão grande o seu exemplo que foi apelidado “O Gigante
Deitado” pelos amigos e pela imprensa.
Houve uma época, em meados de 1960, quando ainda enxergava, que Jerônimo quase desencarnou. Uma hemorragia acentuada, das vias urinárias, o acometeu. Estava internado num hospital de
Ituiutaba quando o médico, amigo, chamou seus companheiros espíritas que ali estavam e lhes disse que o caso não tinha solução. A hemorragia não cedia e ele ia desencarnar.
– Doutor, será que podemos pelo menos levá-lo até Uberaba, para despedir-se de Chico Xavier? Eles são muitos amigos.
– Só se for de avião. De carro ele morre no meio do caminho.
Um de seus amigos tinha avião.
Levaram-no para Uberaba. O lençol que o cobria era branco. Quando chegaram a
Uberaba, estava vermelho, tinto de sangue. Chegaram à Comunhão Espírita, onde o Chico trabalhava então. Naquela hora ele não estava, participava de trabalho de peregrinação, visita fraterna, levando o pão e o evangelho aos pobres e doentes.
Ao chegar, vendo o amigo vermelho de sangue disse o Chico:- Olha só
quem está nos visitando! O Jerônimo! Está parecendo uma rosa vermelha! Vamos
todos dar uma beijo nessa rosa, mas com muito cuidado para ela não “despetalar”.
Um a um os companheiros passavam e lhe davam um suave beijo no rosto. Ele sentia a vibração da energia fluídica que recebia em cada beijo.
Finalmente, Chico deu-lhe um beijo, colocando a mão no seu abdome, permanecendo
assim por alguns minutos. Era a sensação de um choque de alta voltagem saindo da
mão de Chico, o que Jerônimo percebeu. A hemorragia parou.
Ele que, fraco, havia ido ali se despedir, para desencarnar, acabou fazendo a explanação
evangélica, a pedido de Chico, e em seguida veio a explicação:
– Você sabe o porquê desta hemorragia, Jerônimo?
– Não, Chico.
– Foi porque você aceitou o “coitadinho”. Coitadinho do Jerônimo, coitadinho…
Você desenvolveu a autopiedade. Começou a ter dó de você mesmo. Isso gerou um processo destrutivo. O seu pensamento negativo fluidicamente interferiu no seu corpo físico, gerando a lesão. Doravante, Jerônimo, vença o coitadinho. Tenha bom ânimo, alegre-se, cante, brinque, para que os outros não sintam piedade de você.
Ele seguiu o conselho. A partir de então, após as palestras, ele cantava e contava histórias hilariantes sobre as suas dificuldades. A maioria das pessoas esquecia, nestes momentos, que ele era cego e paralítico. Tornava-se
igual aos sadios.
Sobreviveu quase trinta anos após a hemorragia “fatal”.
Venceu o “coitadinho”.
Que essa história nos seja um exemplo, para que nos momentos difíceis tenhamos bom ânimo, vencendo a nossa tendência natural de autopiedade e esmorecimento.

Uma resposta para Jeronimo Mendonça Ribeiro

  1. maria da conceição disse:

    amei conhecer a história de jeronimo mendonça.

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