Florence Cook

A  famosa Médium Inglesa Florence Cook nasceu no dia 3 de junho 1856, e desencarnada  na mesma cidade em 1904.

 

Veio de um lar de uma respeitável classe trabalhadora em Hackney, a leste de Londres.

 

Com saúde pobre desde a infância, ela aparentemente sempre tinha possuído capacidades psíquicas, e era capaz de ver espíritos e ouvir as vozes desencarnadas de anjos, embora
pouca divulgação tenha sido feito disso dentro da família de Cook.

 

Desde sua infância ela se relacionava com Espíritos, por conta disto, em algumas ocasiões ela foi tratada como uma criança muito imaginativa.

Depois da idade de quatorze anos, Florence começou a entrar em transes na frente da família e logo começou a desenvolver seus próprios peculiares dons psíquicos, inicialmente em sessões informais realizadas na casa da família e na casa de um amigo

 

A descoberta da sua Mediunidade se deu em 1870, quando visitava uma amiga. Naquela oportunidade Florence participou de uma “mesa girante”; como resultado a mesa movimentou-se incontrolavelmente; depois a médium levitou em baixa altura; por fim, quando a luz da sala foi diminuída por orientação do Espírito comunicante, ela foi erguida
até o teto e “passeou” pela sala, passando por sobre as cadeiras e a mesa.

 

A jovem médium e sua mãe se interessaram por realizar uma reunião em sua casa. O resultado foi uma violenta sessão, onde a mesa e duas cadeiras foram quebradas. Decidiram, então, finalizar suas experiências para evitar prejuízos ou coisa pior. Tal propósito não durou muito, pois os Espíritos começaram a atormentar o lar, movimentando livros, objetos e móveis por toda a casa, a todo instante.

 

Aceitando retornarem para as reuniões foram orientadas por um Espírito a procurar um grupo de experimentações mediúnicas; para tanto, ele forneceu um endereço. Foi neste
local que Katie King deu sua primeira comunicação por meio da mediunidade de
Florence. Mais instruídas sobre como contatar Espíritos, elas formaram o
Circulo Hackney, composto pelos pais de Florence, suas duas irmãs e a serviçal
Mary; a partir daí, suas experiências foram se aprofundando.

 

Inicialmente a Mediunidade de escrevente foi a mais evidente; um fato curioso ocorria nestes casos: a escrita era realizada de trás para frente, obrigando a utilizar
espelhos para a leitura.

 

A primeira materialização de Katie King se deu em 22 de abril de 1872. O Espírito
mostrou-se na abertura de uma cortina e falou por alguns instantes; os
presentes puderam acompanhar o movimento de seus lábios.

 

Abaixo transcrevemos uma das primeiras materializações de Katie por meio da mediunidade de Florence, ocorrida em 22 de maio de 1872, trecho extraído do livro “A Alma É Imortal”, de Gabriel Delanne, onde a médium relata o ocorrido:

“Ontem à noite, Katie King nos disse que tentaria produzir alguns fenômenos, mas se concordássemos em armar um gabinete escuro com o auxílio de cortinas. Acrescentou que precisava lhe déssemos uma garrafa de óleo fosforescente, visto não lhe ser possível
tomar de mim o fósforo necessário, devido ao fraco desenvolvimento de minha
mediunidade. Ela quer iluminar a sua figura para se tornar visível”.

 

“Encantada com a idéia fiz os preparativos necessários, ficando tudo pronto ontem à noite, as 8 e meia. Minha mãe, minha tia, os meninos e a criada sentaram-se fora, nos
degraus da escada. Deixaram-se sozinha na sala de jantar, o que nada me
agradou, porque estava com muito medo”.

 

“Katie mostrou-se na
abertura das cortinas. Seus lábios se moveram e, por fim, conseguiu falar.
Conversou durante alguns minutos com a mamãe. Todos puderam ver-lhe o movimento
dos lábios. Como eu, do lugar onde estava, não a visse bem, pedi-lhe que se
voltasse para mim. O Espírito me respondeu: – Mas, decerto; fa-lo-ei. Vi então
que só estava formada a parte superior do seu corpo, o busto, sendo o resto da
aparição uma espécie de nuvem, ligeiramente luminosa”.

 

“Após breves
instantes de espera, o Espírito Katie começou por trazer algumas folhas frescas
de hera, planta que não existe no nosso jardim. Depois, todos vimos aparecer,
fora da cortina, um braço cuja mão segurava a garrafa luminosa. Mostrou-se uma
figura com a cabeça coberta de uma porção de pano branco. Katie aproximou do
seu rosto o frasco e todos a percebemos distintamente. Esteve dois minutos e em
seguida desapareceu. O rosto era oval, aquilino o nariz, vivo os olhos e a boca
lindíssima”.

 

“Disse Katie à mamãe
que a olhasse bem, pois sabia que tinha um ar lúgubre. Eu, pelo que me diz
respeito, fiquei muito impressionada quando o Espírito se aproximou de mim.
Emocionadíssima não pude falar, nem mesmo esboçar um gesto. Da última vez que
se apresentou na junção das cortinas, demorou-se uns bons cinco minutos e
incumbiu a mamãe de lhe pedir que venha aqui um dia desta semana… Katie King
encerrou a sessão implorando para nós as bênçãos de Deus. Exprimiu a sua
alegria por se ter podido mostrar aos nossos olhares”.

 

Nas primeiras materializações, Florence e Katie eram muito parecidas fisicamente; neste
período Florence permanecia consciente enquanto os fenômenos ocorriam. Na
medida em que as relações de ambas foi se tornando mais afinadas, Florence
passou a entrar em transe profundo, com isto a fisionomia de Katie tornou-se
mais distinguível da médium e o Espírito passou a se movimentar livremente.

 

Não podemos deixar de
relatar o caso envolvendo William Volckman:

 

“No dia 9 de dezembro de 1873, o Conde e a Condessa de Caithness e o Conde de Medina Pomar eram convidados do Senhor Cook, pai de Florence, como participantes da sessão, entre os quais se encontrava o Senhor W. Volckman, que, incrédulo, desconfiou da
veracidade dos fenômenos, promovendo um verdadeiro tumulto na sessão. Quando o
Espírito Katie King se encontrava totalmente materializado, ele partiu
rapidamente em sua direção, segurou-lhe fortemente a mão e, a seguir, o pulso.
Ocorreu uma verdadeira luta no ambiente, na qual dois amigos da médium foram em
socorro do Espírito. E, então, um extraordinário fenômeno aconteceu. Conforme
testemunho do Senhor Henry Dumphy, um advogado, pareceu-lhe que o Espírito
Katie King perdeu, de repente, os pés e as pernas, fazendo, a seguir, um
movimento semelhante ao que a foca realiza na água. Apenas sua cabeça
permaneceu materializada por algum tempo”.

“De acordo com sua versão, o Espírito Katie King derreteu entre as garras do agressor, não
deixando o mínimo traço da sua existência corporal ou de suas roupas”.

Após este desagradável episódio, a vida de Florence sofreu algumas reviravoltas. Naquela
época ela exercia um emprego numa escola. A diretora a demitiu logo que
fenômenos começaram a acontecer no local. Neste momento surgiu um protetor
desinteressado que ajudaria Florence em boa parte do período em que ela foi
tratada como objeto de pesquisa. Tratava-se de Charles Blackburn, rico inglês
que passou a custear suas despesas, desde que a médium se predispusesse às
experimentações públicas.

 

A moça ansiava por um estudo mais sério em torno de seus dons; o Senhor Crookes parecia à pessoa indicada, não somente por sua seriedade, mas porque o pesquisador afirmara, no final de 1873, que somente acreditaria em materializações se visse ao mesmo
tempo a médium e a forma materializada.

 

Florence informou posteriormente:

 

“Fui à casa de Mr. Crookes sem dizer nada para meus pais ou amigos. Ofereci-me como sacrifício voluntário perante sua incredulidade. Pouco antes ocorrera o desagradável
incidente com Mr. Volckman. Quem não conhecia o fenômeno dirigia palavras duras
contra mim. Mr. Crookes fizera um comentário que me atormentara, por isto que
me decidi a procurá-lo. Ele me recebeu e eu lhe disse: – Já que crês que sou
uma impostora, caso queira submeter-me-ei a experimentações em sua casa. Sua
esposa pode me vestir como quiser, deixarei com vocês o que tiver trazido. Poderão
vigiar-me com bem entender; realizar as experiências que desejar, de tal modo
que os satisfaça em todos os sentidos. Coloco apenas uma imposição: caso
conclua que sou uma mistificadora, denunciar-me-á publicamente; mas se
concluirdes pela realidade dos fenômenos e de que eu realmente sou apenas o
instrumento de forças invisíveis, dirás ao público de tal forma que todos
conheçam a verdade”.

 

O Senhor Charles Blackburn reiterou a decisão dela, concordando que ficasse sobre os cuidados de William Crookes; enquanto permanecesse solteira custearia suas despesas.

 

O ano de 1874 ficou marcado pelas experimentações realizadas pelo famoso sábio inglês com a jovem médium.

 

A premissa principal do físico era evitar as fraudes e ter a certeza que Florence Cook e Katie King eram duas pessoas diferentes.

 

Alguns trechos a respeito de suas experimentações são tão interessantes que merecem a
transcrição. Trata-se de relatos extraídos do livro “Fatos Espíritas”, de
William Crookes e são réplicas das correspondências que Crookes enviava ao
periódico científico “Quartely Journal of Science”:

 

“Passo agora à sessão que se realizou ontem à noite em Hackney. Katie nunca apareceu com tão grande perfeição. Durante perto de duas horas passeou na sala, conversando
familiarmente com os que estavam presentes. Várias vezes tomou-me o braço,
andando, e a impressão sentida por mim era a de uma mulher viva que se achava a
meu lado, e não a de um visitante do outro mundo; essa impressão foi tão forte
que a tentação de repetir uma -nova e curiosa experiência tornou-se-me quase
irresistível”.

“Pensando, pois, que eu não tinha um espírito perto de mim, mas sim uma senhora, pedi-lhe permissão de tomá-la nos meus braços, a fim de poder verificar as interessantes
observações que um experimentador ousado fizera recentemente, de maneira tão
sumaria. Essa permissão foi-me graciosamente dada e, por conseqüência,
utilizei-me dela, convenientemente, como qualquer homem bem educado o teria
feito nessas circunstâncias. O Senhor Volckman ficará satisfeito ao saber que
posso corroborar a sua asserção, de que o fantasma (que, afinal não fez nenhuma
resistência) era um ser tão material quanto a própria Senhorita Cook. Mas o que
vai seguir mostrará quão pouco fundamento tem um experimentador, por maior cuidado
que tenha nas suas observações, em aventurar-se a formular uma importante
conclusão quando as provas não existem em quantidade suficiente”.

“Katie disse então que, dessa vez, se julgava capaz de mostrar-se ao mesmo tempo em que a Senhorita Cook. Abaixei o gás, e, em seguida, com a minha lâmpada fosforescente
penetrei o aposento que servia de gabinete”.

“Mas eu tinha pedido previamente a um dos meus amigos, que é hábil estenógrafo, para anotar toda observação que eu fizesse, enquanto estivesse no gabinete, porque bem conhecia eu a importância que se liga às primeiras impressões, e que não queria confiar
à minha memória mais do que fosse necessário: as suas notas acham-se neste
momento diante de mim”.

“Entrei no aposento com precaução: estava escuro, e foi pelo tato que procurei a Senhorita Cook; encontrei-a de cócoras, no soalho”.

“Ajoelhando-me, deixei o ar entrar na lâmpada e, à sua claridade, vi essa moça vestida de
veludo preto, como se achava no começo da sessão, e com toda aparência de estar
completamente insensível. Não se moveu quando lhe tomei a mão; conservei a
lâmpada muito perto do seu rosto, mas continuou a respirar tranqüilamente”.

“Elevando a lâmpada, olhei em torno de mim e vi Katie, que se achava em pé, muito perto da Senhorita Cook e por trás dela. Katie estava vestida com uma roupa branca, flutuante,
como já a tínhamos visto durante a sessão. Segurando uma das mãos da Srta. Cook
na minha e ajoelhando-me ainda, elevei e abaixei a lâmpada, tanto para alumiar
a figura inteira de Katie, como para plenamente convencer-me de que eu via, sem
a menor dúvida, a verdadeira Katie, que tinha apertado nos meus braços alguns
minutos antes, e não o fantasma de um cérebro doentio. Ela não falou, mas moveu
a cabeça, em sinal de reconhecimento. Três vezes examinei cuidadosamente a
Srta. Cook, de cócoras, diante de mim, para ter a certeza de que a mão que eu
segurava era de fato a de uma mulher viva, e três vezes voltei à lâmpada para
Katie, a fim de a examinar com segurança e atenção, até não ter a menor dúvida
de que ela estava diante de mim. Por fim a Srta. Cook fez um ligeiro movimento
e imediatamente Katie deu um sinal para que me fosse embora. Retirei-me para
outra parte do gabinete e deixei então de ver Katie, mas só abandonei o
aposento depois que a Srta. Cook acordou e que dois dos assistentes entrassem
com a luz”.

 

As inclinações cientificas do pesquisador continuaram em outro episodio:

 

“Uma noite, contei as
pulsações de Katie; o pulso batia regularmente 75, enquanto o da Srta. Cook,
poucos instantes depois atingia a 90, seu número habitual. Auscultando o peito
de Katie, eu ouvia um coração bater no interior, e as suas pulsações eram ainda
mais regulares que as do coração da Srta. Cook, quando, depois da sessão, ela
me permitia igual verificação”.

 

Na semana anterior à despedida de Katie King – pois que esta prometera se manifestar por meio da mediunidade de Florence Cook por três anos – foram realizadas várias fotos.

 

Em 21 de maio de 1874 ocorreu a despedida de Katie King. Nesta reunião esteve presente a escritora inglesa Florence Marryat (1837-1899) como testemunha. Depois Marryat escreveu dois livros tratando sobre Mediunidade e vida espiritual: “There is No Death”
(1891) e “The Spirit World” (1894).

 

Os relatos dão conta que a despedida foi carregada de emoções. Katie materializada escreveu cartas de despedidas, inclusive uma para Florence; nelas assinou Anne Owen Morgan, nome com o qual se identificou na casa do Senhor Koons.

 

O Espírito cortou mechas de seus cabelos e ofereceu porções para cada participante da reunião, passeou de braços dados com o Senhor Crookes pele sala e depois “desceu a
Corina e tornou-se invisível”. Ouviram-na despertar a médium, que lhe pediu,
banhada em lágrimas, que se demorasse mais um pouco. Katie, porém, lhe respondeu:
“Minha querida, não posso. Está cumprida a minha missão. Deus te abençoe!”. E
todos ouviram o som do seu beijo de despedida na médium. Logo depois, a Srta
Cook vinha ter com os presentes, inteiramente esgotada e profundamente
consternada.

 

Após estes eventos, Florence Cook ainda permaneceu certo tempo demonstrando a sua mediunidade; ela passou a propiciar materializações do Espírito que se identificou pelo nome de Mary. Florence Marryat continuou participando dos encontros. No entanto, após a médium se casar com Elgie Corner, ela se afastou das sessoes de experimentação.

 

Por essa altura Florence já se havia casado, em 1874, com um cavalheiro chamado Elgie Corner e vivia em Usk, no País de Gales, onde teve vários filhos.

 

Florence Cook ainda reunir-se-ia algumas vezes, a partir de 1899, em Berlim, para propiciar materializações de Mary. Depois, em 1900, apresentou-se na casa de
Pierre-Gaetan Leymarie e Marina Leymarie. Na oportunidade ocorrem:

 

“(…)
Materializações diversas. Vozes de três a quatro pessoas falando ao mesmo tempo
em inglês. Feito absoluto silêncio, distinguiram, os presentes, uma voz
extremamente simpática e juvenil, expressando-se em puríssimo francês. Era a
voz de Mary, uma menina, nascida de pais ingleses na Algéria, à época da possessão
francesa. Pouco depois, a pequena e atenta platéia foi tomada de súbita emoção,
com a saída, dos reposteiros, de uma mulher vestida de branco, que pouco se
demorou. Em seguida, as cortinas entreabriram-se e surgiu a figura esbelta e
delicada de Mary. Trajava vestido de noiva, de longa cauda, decotado em cima de
ombro a ombro. E os braços inteiramente nus. A sua pele, de brancura cetinosa,
tinha todo o frescor da juventude, e uma abundante cabeleira loura caía-lhe
sobre os ombros e braços. A aparição ficou certo tempo entre os assistentes,
depois pediu caneta e papel para escrever. Indicou-se-lhe uma pequena mesa que
ficava encostada à parede, junto aos reposteiros. Escreveu apressada e
febrilmente algumas palavras de despedida, que assinou, e se retirou para a
cabine de onde não tornou a sair. Clareou-se a sala e todos verificaram que a
médium estava sentada e ligada à cadeira”. (Trecho retirado do livro “As
Mulheres Médiuns”, de Carlos Bernardo Loureiro).

 

William Crookes, por manter seu compromisso com a verdade dos fatos que presenciou, sofreu o escárnio de seus colegas, da imprensa e dos cidadãos em geral, mas, apesar das
hostilidades ele declarou, em setembro de 1898, no Congresso da Associação
Britânica:

 

“Trinta anos se
passaram desde que publiquei as atas das experiências tendentes a mostrar que
fora dos nossos conhecimentos científicos existe uma força posta em atividade
por uma inteligência diferente da inteligência comum a todos os mortais. Nada
tenho que retratar dessas experiências e mantenho as minhas verificações já
publicadas, podendo mesmo a elas acrescentar muita coisa”.

Sir William Crookes corajosamente defendeu que Florence Cook tinha produzido verdadeiro espírito fenômenos sob os mais rigorosos controles de impostos sobre ela.  Quando soube da sua morte, ele expressou o seu profundo pesar para a família dela, em uma carta datada de 24 de abril de 1904, e declarou que, para muitas pessoas a sua crença em uma vida foi reforçada por causa da mediunidade de Florence Cook.

 

A Doutrina Espírita deve eterna gratidão à menina de 15 anos, que, sacrificando sua juventude nos laboratórios dos sábios, prestou os mais relevantes serviços à comprovação
científica da imortal obra de Allan Kardec.

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