Noite dos Caldos na Casa de Vitor!

Vem aí o próximo evento do CEAC, contamos com você e sua família!CEAC_NOITE DOS CALDOS ok

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Gratidão

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Agradeço, alma querida e boa,
A presença e o carinho
Com que vens partilhar a festa da amizade,
Espargindo esperança ao longo do caminho.

Sei que deixastes obrigações ao longe
Para colaborar
No alívio aos companheiros que carregam
Solidão, abandono, infortúnio, pesar…

Trocaste as horas de refazimento,
De alegria e lazer,
Para aceitar conosco o amparo aos semelhantes
Por sublime dever.

A ternura fraterna que nos trazes
Lembra clarão de renascente aurora,
Dissipando, de chofre, a sombra que domina,
A dor que se tresmalha e a penúria que chora.

Pôs mais rebusque o mundo das palavras,
Não consigo compor
A frase que enalteça ou que defina
O teu gesto de amor.

Por isso, digo apenas,
Ante a luz da oração que nos bendiz:
– Deus te guarde, alma irmã, Deus te compense,
Deus te faça feliz!…

Autor: Meimei
Psicografia de Francisco Cândido Xavier. Livro Taça de Luz

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Na Cruz

Aos-pés-da-Cruz[1]

 

“Ele salvou a muitos e a si mesmo não pôde salvar-se.” (Mateus, 27:42)

Sim, ele redimira a muitos…

Estendera o amor e a verdade, a paz e a luz, levantara enfermos e ressuscitara mortos.

Entretanto, para ele mesmo erguia-se a cruz entre ladrões.

Em verdade, para quem se exaltara tanto, para quem atingira o pináculo, sugerindo indiretamente a própria condição de Redentor e Rei, a queda era enorme…

Era o Príncipe da Paz e achava-se vencido pela guerra dos interesses inferiores.

Era o Salvador e não se salvava.

Era o Justo e padecia a suprema injustiça.

Jazia o Senhor flagelado e vencido.

Para o consenso humano era a extrema perda.

Caíra, todavia, na cruz.

Sangrando, mas de pé.

Supliciado, mas de braços abertos.

Relegado ao sofrimento, mas suspenso da Terra.

Rodeado de ódio e sarcasmo, mas de coração içado ao Amor.

Tombara, vilipendiado e esquecido, mas, no outro dia, transformava a própria dor em glória divina. Pendera-lhe a fronte, em pastada de sangue, no madeiro, e ressurgia, à luz do sol, ao hálito de um jardim.

Convertia-se a derrota escura em vitória resplandecente. Cobria-se o lenho afrontoso de claridades celestiais para a Terra inteira.

Assim também ocorre no círculo de nossas vidas.

Não tropeces no fácil triunfo ou na auréola barata dos crucificadores.

Toda vez que as circunstâncias te compelirem a modificar o roteiro da própria vida, prefere o sacrifício de ti mesmo, transformando a tua dor em auxílio para muitos, porque todos aqueles que recebem a cruz, em favor dos semelhantes, descobrem o trilho da eterna ressurreição.

XAVIER, Francisco Cândido. Fonte Viva. Pelo Espírito Emmanuel. FEB. Capítulo 46.

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Em Boa Lógica

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Quem alimenta o ódio atira fogo ao próprio coração.
Quem sustenta o vício encarcera-se nele.
Quem cultiva a ociosidade faz neve em torno de si.
Quem se encoleriza é inquisidor da própria alma.
Quem estima a censura lança pedras sobre si mesmo.
Quem provoca situações difíceis aumenta os obstáculos em
que se encontra.                                                

                                                     *
Quem se precipita no julgar é sempre analisado à pressa.
Quem se especializa na identificação do mal dificilmente verá o bem.
Quem não deseja suportar é incapaz de servir.
Quem vive colecionando lamentações caminhará sob a chuva
de lágrimas.

Francisco Cândido Xavier – Agenda Cristã – pelo Espírito André Luiz

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MISSÃO DOS ESPÍRITAS

CAPA EVANGELHO SEGUNDO ESPIRITISMO

 

“Vós os reconhecereis pelos princípios de verdadeira caridade que eles professarão e praticarão; Vós os reconhecereis pelo número das aflições às quais eles terão levado consolações; vós os reconhecereis pelo seu amor ao próximo, pela sua abnegação, pelo seu desinteresse pessoal; vós os reconhecereis, enfim, pelo triunfo de sua lei; aqueles que seguem suas leis são seus eleitos, e ele lhes dará a vitória, mas esmagará aqueles que falseiam o espírito dessa lei e fazem dela um meio de satisfazer sua vaidade e sua ambição”.

Erasto, Espírito Guardião do médium, Paris, 1863

Evangelho Segundo o Espiritismo, Capítulo XX, nº 4

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Efeitos Físicos

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Todos somos capazes de registrar – quase sempre de forma inconsciente – o pensamento de individualidades desencarnadas. Pessoas existem, contudo, em que essa percepção é mais acentuada e se processa conscientemente permitindo a comunicação entre os dois planos da vida. Tais indivíduos são chamados médiuns, ou seja, intermediários.

A mediunidade apresenta inúmeras modalidades, que foram estudadas e classificadas por Allan kardec em “o Livro dos Médiuns”.

Há uma categoria de médiuns capazes de produzir manifestações físicas, assim chamadas por impressionarem os nossos sentidos, contando-se entre elas os ruídos, o deslocamento de objetos, a escrita e a voz direta e as materializações , nas quais os Espíritos se apresentam momentaneamente corporificados podendo, inclusive, ser tocados e fotografados.

A mediunidade de efeitos físicos chama a atenção, produz impacto, pois evidencia de forma insofismável a existência de vida inteligente fora da matéria. Vale lembrar, aliás, que foi justamente com fenômenos desse tipo que se iniciou, em 1848, na pequena cidade norte-americana de Hydesville, o movimento de intercâmbio entre os mundos físico e espiritual que viria dar origem à Codificação, publicada na França, por Allan kardec.

Notáveis médiuns de efeitos físicos realizaram experiências com cientistas distintos que, sob rigorosas condições de controle comprovaram a autencidade dos fenômenos observados, publicando os resultados de suas pesquisas em obras hoje consideradas clássicas, sobre o assunto. Entre eles poderíamos citar os nomes de César Lombroso, na Itália, Alexandre Aksakof, na Rússia, Zöllner, na Alemanha e Crookes, na Inglaterra.

Toda mediunidade exige de seu portador responsabilidade e dedicação para ser bem aproveitada. O médium de efeitos físicos, contudo, necessita ainda de uma dose maior de vigilância devido à curiosidade, nem sempre sadia, em torno de seu trabalho.

Constata-se que, já há algum tempo, esse tipo de mediunidade é menos frequente, o que é compreensível, pois se durante quase um século a mediunidade é menos frequente, o que é compreensível, pois se durante quase um século a mediunidade teve que atender a perquirição científica, oferecendo provas indiscutíveis da realidade espiritual, é justo que agora ela deva servir, sobretudo, a finalidades morais, oferecendo consolo , orientação e esperança a todos quantos se aproximam da seara espírita, onde ela é cultivada com vistas à propagação do bem entre os homens.

“O Livro dos Médiuns” (187 e 189).

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Questões 920 a 923 – A Felicidade na Terra

Capa sem orelha

Respostas dos guias espirituais para Allan Kardec no Livro dos Espíritos.
920. Pode o homem gozar de completa felicidade na Terra?

“Não, por isso que a vida lhe foi dada como prova ou expiação. Dele, porém, depende a suavização de seus males e o ser tão feliz quanto possível na Terra.”
921. Concebe-se que o homem será feliz na Terra, quando a Humanidade estiver transformada. Mas, enquanto isso se não verifica, poderá conseguir uma felicidade relativa?

“O homem é quase sempre o obreiro da sua própria infelicidade. Praticando a lei de Deus, a muitos males se forrará e proporcionará a si mesmo felicidade tão grande quanto o comporte a sua existência grosseira.”

Comentário de Allan Kardec:

Aquele que se acha bem compenetrado de seu destino futuro não vê na vida corporal mais do que uma estação temporária, uma como parada momentânea em péssima hospedaria. Facilmente se consola de alguns aborrecimentos passageiros de uma viagem que o levará a tanto melhor posição, quanto melhor tenha cuidado dos preparativos para empreendê-la. Já nesta vida somos punidos pela infrações, que cometemos, das leis que regem a existência corpórea, sofrendo os males conseqüentes dessas mesmas infrações e dos nossos próprios excessos. Se, gradativamente, remontarmos à origem do que chamamos as nossas desgraças terrenas, veremos que, na maioria dos casos, elas são a conseqüência de um primeiro afastamento nosso do caminho reto. Desviando-nos deste, enveredamos por outro, mau, e, de conseqüência em conseqüência, caímos na desgraça.
922. A felicidade terrestre é relativa à posição de cada um. O que basta para a felicidade de um, constitui a desgraça de outro. Haverá, contudo, alguma soma de felicidade comum a todos os homens?

“Com relação à vida material, é a posse do necessário. Com relação à vida moral, a consciência tranqüila e a fé no futuro.”
923. O que para um é supérfluo não representará para outro, o necessário, e reciprocamente, de acordo com as posições respectivas?

“Sim, conformemente às vossas idéias materiais, aos vossos preconceitos, à vossa ambição e às vossas ridículas extravagâncias, a que o futuro fará justiça, quando compreenderdes a verdade. Não há dúvida de que aquele que tinha cinqüenta mil libras de renda, vendo-se reduzido a só ter dez mil, se considera muito desgraçado, por não mais poder fazer a mesma figura, conservar o que chama a sua posição, ter cavalos, lacaios, satisfazer a todas as paixões, etc. Acredita que lhe falta o necessário. Mas, francamente, achas que seja digno de lástima, quando ao seu lado muitos há, morrendo de fome e frio, sem um abrigo onde repousem a cabeça? O homem criterioso, a fim de ser feliz, olha sempre para baixo e não para cima, a não ser para elevar sua alma ao infinito.” (ver questão 715)

KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos. 76.ed. Rio de Janeiro, RJ: FEB, 1995.

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