Fenômenos Renovadores

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A vida é um incessante mecanismo de transformações. Nada permanece inalterável. A mudança é fenômeno natural do processo renovador. Tudo quanto não se renova, morre, impondo um normal efeito de desenvolvimento. O repouso é interpretação equivocada em torno de ocorrências não detectadas.

Desse modo, emoções, organização fisiológica e comportamentos humanos encontram-se sujeitos aos imperativos de alterações necessárias, variando de acordo com ocorrências, circunstâncias, ocasiões.

Essas alterações na criatura humana procedem de estados diferenciados de consciência, de padrões mentais diversos, de filosofias existenciais variadas.

Conforme se pensa, assim se procede.

A mente, exteriorizando os níveis psicológicos, é responsável pelas atitudes, por expressar a realidade espiritual de cada um.

O processo que precede à ação é de natureza mental. Portanto, tudo quanto se afirma, ou se nega mentalmente, passa a exercer preponderância que se materializa no campo da realidade objetiva.

O cultivo das idéias pessimistas, geradoras de enfermidades e dissabores, angústias e tragédias, deve ser substituído pelos pensamentos saudáveis, produtivos, responsáveis pelos bens da vida.

Ninguém há que se encontre fadado à desdita. Renovando-se, altera-se-lhe a paisagem para o futuro, mediante o que elabore na área dos desejos mentais.

Os teus pensamentos seguem a linha direcional das tuas aspirações. O que anelas na emoção, elaboras na construção mental. Sucederá, portanto, conforme o queiras.

Certamente experimentarás, no transcurso da existência física, provas e expiações, que decorrem de pensamentos e atitudes passadas, ora retornando ao proscênio do ser como mecanismos de reparação, resgate, reeducação.

Houvesses agido de forma diferente e enfrentarias outras situações cármicas.

Não obstante tais efeitos, a lei de renovação propele-te à modificação da estrutura dos dias porvindouros, mediante a tua conduta presente.

Revisa, quanto antes, os teus planos de ação. Submete-os a uma análise tranqüila e considera as tuas possibilidades atuais, refazendo programas e estabelecendo metas novas.

Se te parecem corretos, amplia-os. Se te manifestam insuficientes ou perturbadores, corrige-os. Renova-te, porém, alterando sempre para melhor as tuas disposições de crescimento, seja como for que te encontres.

Não exijas que as pessoas sejam-te iguais, sempre as mesmas, com repetitivos hábitos, expressando-te idênticos sentimentos.

Diante dos afetos que diminuíram de intensidade, dos comportamentos que se alteraram, das situações que sofreram mudanças, dos amigos que fizeram novas opções, do entusiasmo que arrefeceu ou passou para outra área, dos desafios novos, não te insurjas pela depressão ou violência. São fenômenos, estes, de mudança que a vida impõe. Aceita-os com calma e em paz, continuando com os ideais nobres e evoluindo sempre, sem retentivas com a retaguarda nem ansiedades em relação ao futuro.

FRANCO, Divaldo Pereira. Momentos de Saúde. Pelo Espírito Joanna de Ângelis. LEAL. Capítulo 3.

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Os falsos profetas da erraticidade

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Os falsos profetas não se encontram unicamente entre os encarnados. Há-os também, e em muito maior número, entre os Espíritos orgulhosos que, aparentando amor e caridade, semeiam a desunião e retardam a obra de emancipação da Humanidade, lançando- lhe de través seus sistemas absurdos, depois de terem feito que seus médiuns os aceitem. E, para melhor fascinarem aqueles a quem desejam iludir, para darem mais peso às suas teorias, se apropriam sem escrúpulo de nomes que só com muito respeito os homens pronunciam.

São eles que espalham o fermento dos antagonismos entre os grupos, que os impelem a isolarem-se uns dos outros e a olharem-se com prevenção. Isso por si só bastaria para os desmascarar, pois, procedendo assim, são os primeiros a dar o mais formal desmentido às suas pretensões. Cegos, portanto, são os homens que se deixam cair em tão grosseiro embuste.
Mas, há muitos outros meios de serem reconhecidos. Espíritos da categoria em que eles dizem achar-se têm de ser não só muito bons, como também eminentemente racionais. Pois bem: passai-lhes os sistemas pelo crivo da razão e do bom senso e vede o que restará. Convinde, pois, comigo, em que, todas as vezes que um Espírito indica, como remédio aos males da Humanidade ou como meio de conseguir-se a sua transformação, coisas utópicas e impraticáveis, medidas pueris e ridículas; quando formula um sistema que as mais rudimentares noções da Ciência contradizem, não pode ser senão um Espírito ignorante e mentiroso.

Por outro lado, crede que, se nem sempre os indivíduos apreciam a verdade, esta é apreciada sempre pelo bom senso das massas, constituindo isso mais um critério. Se dois princípios se contradizem, achareis a medida do valor intrínseco de ambos, verificando qual dos dois encontra mais ecos e simpatias. Fora, com efeito, ilógico admitir-se que uma doutrina cujo número de adeptos diminua progressivamente seja mais verdadeira do que outra que veja o dos seus em continuo aumento. Querendo que a verdade chegue a todos, Deus não a confina num círculo acanhado: fá-la surgir em diferentes pontos, a fim de que por toda a parte a luz esteja ao lado das trevas.

Repeli sem condescendência todos esses Espíritos que se apresentam como conselheiros exclusivos, pregando a separação e o insulamento. São quase sempre Espíritos vaidosos e medíocres, que procuram impor-se a homens fracos e crédulos, prodigalizando- lhes exagerados louvores, a fim de os fascinar e de tê-los dominados. São, geralmente, Espíritos sequiosos de poder e que, déspotas públicos ou nos lares, quando vivos, ainda querem vitimas para tiranizar depois de terem morrido. Em geral, desconfiai das comunicações que trazem um caráter de misticismo e de singularidade, ou que prescrevem cerimônias e atos extravagantes. Há sempre, nesses casos, motivo legítimo de suspeição.

Estai certos, igualmente, de que quando uma verdade tem de ser revelada aos homens, é, por assim dizer, comunicada instantaneamente a todos os grupos sérios, que dispõem de médiuns também sérios, e não a tais ou quais, com exclusão dos outros. Nenhum médium é perfeito, se está obsidiado; e há manifesta obsessão quando um médium só é apto a receber comunicações de determinado Espírito, por mais alto que este procure colocar-se. Conseguintemente, todo médium e todo grupo que considerem privilégio seu receber as comunicações que obtêm e que, por outro lado, se submetem a práticas que tendem para a superstição, indubitavelmente se acham presas de uma obsessão bem caracterizada, sobretudo quando o Espírito dominador se pavoneia com um nome que todos, encarnados e desencarnados, devem honrar e respeitar e não permitir seja declinado a todo propósito.

É incontestável que, submetendo ao crivo da razão e da lógica todos os dados e todas as comunicações dos Espíritos, fácil se torna rejeitar a absurdidade e o erro, Pode um médium ser fascinado, e iludido um grupo; mas, a verificação severa a que procedam os outros grupos, a ciência adquirida, a alta autoridade moral dos diretores de grupos, as comunicações que os principais médiuns recebam, com um cunho de lógica e de autenticidade dos melhores Espíritos, justiçarão rapidamente esses ditados mentirosos e astuciosos, emanados de uma turba de Espíritos mistificadores ou maus. – Erasto, discípulo de São Paulo. (Paris, 1862)

(Veja-se, na “Introdução”, o parágrafo II: Verificação universal do ensino dos Espíritos. – O Livro dos Médiuns, 2a Parte, cap. XXIII, Da obsessão.)
KARDEC, Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo. FEB. Capítulo 21. Item 10.

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O Pão Divino

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“Moisés não vos deu o pão do Céu; mas meu Pai vos dá o verdadeiro pão do Céu.” – Jesus. (JOÃO, 6:32.)

Toda arregimentação religiosa na Terra não tem escopo maior que o de preparar as almas, ante a grandeza da vida espiritual.

Templos de pedra arruinam-se.

Princípios dogmáticos desaparecem.

Cultos externos modificam-se.

Revelações ampliam-se.

Sacerdotes passam.

Todos os serviços da fé viva representam, de algum modo, aquele pão que Moisés dispensou aos hebreus, alimento valioso sem dúvida, mas que sustentava o corpo apenas por um dia, e cuja finalidade primordial é a de manter a sublime oportunidade da alma em busca do verdadeiro pão do Céu.

O Espiritismo Evangélico, nos dias que correm, é abençoado celeiro desse pão. Em suas linhas de trabalho, há mais certeza e esperança, mais entendimento e alegria.

Esteja, porém, cada companheiro convencido de que o esforço pessoal no pão divino para a renovação, purificação e engrandecimento da alma há de ser culto dominante no aprendiz ou prosseguiremos nas mesmas obscuridades mentais e emocionais de ontem.

Observações de ordem fenomênica destinam-se ao olvido.

Afirmativas doutrinárias elevam-se para o bem.

Horizontes do conhecimento dilatam-se ao infinito.

Processos de comunicação com o invisível progridem sempre.

Médiuns sucedem-se uns aos outros.

Se procuras, pois, a própria felicidade, aplica-te com todas as energias ao aproveitamento do pão divino que desce do Céu para o teu coração, através da palavra dos benfeitores espirituais, e aprende a subir, com a mente inflamada de amor e luz, aos inesgotáveis celeiros do pão celestial.

XAVIER, Francisco Cândido. Vinha de Luz. Pelo Espírito Emmanuel. 14.ed. Rio de Janeiro, RJ: FEB, 1996. Capítulo 173.

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Lei de Amor – Allan Kardec

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O amor resume a doutrina de Jesus toda inteira, visto que esse é o sentimento por excelência, e os sentimentos são os instintos elevados à altura do progresso feito. Em sua origem, o homem só tem instintos; quando mais avançado e corrompido, só tem sensações; quando instruído e depurado, tem sentimentos. E o ponto delicado do sentimento é o amor, não o amor no sentido vulgar do termo, mas esse sol interior que condensa e reúne em seu ardente foco todas as aspirações e todas as revelações sobre-humanas. A lei de amor substitui a personalidade pela fusão dos seres; extingue as misérias sociais. Ditoso aquele que, ultrapassando a sua humanidade, ama com amplo amor os seus irmãos em sofrimento! ditoso aquele que ama, pois não conhece a miséria da alma, nem a do corpo. Tem ligeiros os pés e vive como que transportado, fora de si mesmo. Quando Jesus pronunciou a divina palavra -amor, os povos sobressaltaram-se e os mártires, ébrios de esperança, desceram ao circo.

O Espiritismo a seu turno vem pronunciar uma segunda palavra do alfabeto divino. Estai atentos, pois que essa palavra ergue a lápide dos túmulos vazios, e a reencarnação, triunfando da morte, revela às criaturas deslumbradas o seu patrimônio intelectual. Já não é ao suplício que ela conduz o homem: condu-lo à conquista do seu ser, elevado e transfigurado. O sangue resgatou o Espírito e o Espírito tem hoje que resgatar da matéria o homem.

Disse eu que em seus começos o homem só instintos possuía. Mais próximo, portanto, ainda se acha do ponto de partida, do que da meta, aquele em quem predominam os instintos. A fim de avançar para a meta, tem a criatura que vencer os instintos, em proveito dos sentimentos, isto é, que aperfeiçoar estes últimos, sufocando os germes latentes da matéria. Os instintos são a germinação e os embriões do sentimento; trazem consigo o progresso, como a glande encerra em si o carvalho, e os seres menos adiantados são os que, emergindo pouco a pouco de suas crisálidas, se conservam escravizados aos instintos. O Espírito precisa ser cultivado, como um campo. Toda a riqueza futura depende do labor atual, que vos granjeará muito mais do que bens terrenos: a elevação gloriosa. E então que, compreendendo a lei de amor que liga todos os seres, buscareis nela os gozos suavíssimos da alma, prelúdios das alegrias celestes. – Lázaro. (Paris, 1862.)

KARDEC, Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo. FEB. Capítulo 11. Item 8. Livro eletrônico gratuito em http://www.febnet.org.br.

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Honra à Mediunidade – por Vianna de Carvalho

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Sem recorrermos à intimidade das civilizações mais recuadas do Oriente e do Ocidente, detendo-nos apenas na cultura judaico-cristã, encontraremos a presença da mediunidade em todas as épocas assinalando os seus fastos com a presença de venerandas Entidades, que se encarregaram de orientar o destino dos seus governantes e do povo em geral.

Moisés, inspirado pelos Espíritos Guias da Humanidade recebe os Dez Mandamentos, que se transformaram em soberano código para os tempos do futuro até aos nossos dias, assinalando os comportamentos do homem e da mulher.

Em diversas ocasiões, na grande travessia do deserto, convive com os Mentores e transfere a percepção psíquica aos anciãos de Israel, enriquecendo-os com ectoplasma, a fim de que pudessem vivenciar a elevada experiência de ordem espiritual.

Dois jovens, Eldade e Medade, tomados pelas Vozes espirituais profetizam e provocam ciúmes, sendo, porém, apoiados por Moisés, que afirma gostaria que todo o povo pudesse fazer como eles, confirmando-lhes a faculdade mediúnica.

Todos os profetas mantiveram os mesmos vínculos com os Espíritos elevados, que os guiavam, avançando no tempo em momentosas precognições que se consumaram através de ricos detalhes, que os tornaram verdadeiros mensageiros do Mais Alto.

José, igualmente inspirado, interpretou o sonho do Faraó, e se tornou ministro no Egito, auxiliando-o enquanto viveu.

Daniel, mediunizado, traduziu a legenda estranha que apareceu na sala do rei Baltasar, da Babilônia, anunciando a destruição do reino, conforme se verificou logo depois.

A vinda de Jesus fez-se anunciada espiritualmente através dos séculos na condição de Messias, que viria instaurar um reino superior entre os homens da Terra, e todo o Seu ministério foi assinalado pelas contínuas comunicações com a Erraticidade.

Transfigurando-se, diante de Moisés e Elias, no monte Tabor, inaugurou o período das futuras reuniões espíritas de materialização. Logo depois, libertou o jovem epiléptico da ação tenebrosa de um Espírito imundo.

Não poucas vezes dialogou com os obsessores, concitando-os a libertar aqueles que lhes padeciam as injunções dolorosas.

Curou, à distância, o servo do centurião, detectando vida em pessoas consideradas mortas, como a filha da viúva de Naim e Lázaro, que trouxe de volta à lucidez da consciência, arrancando-os do estado profundo de catalepsia.

Não bastassem os inúmeros testemunhos da Sua mediunidade sublime, após a morte retornou inúmeras vezes, a fim de demonstrar a sobrevivência da vida ao decesso tumular, aparecendo em diferentes períodos da Humanidade a homens e mulheres valorosos, para que dessem prosseguimento aos ministérios abraçados, desse modo contribuindo com o progresso próprio e o da sociedade.

Médiuns extraordinários passaram pelos séculos convidando à reflexão e ao apostolado do bem, assinalando as suas existências com a abnegação e o devotamento, despertando mentes e corações para os deveres espirituais e o entendimento a respeito da transitoriedade da existência carnal.

Malsinados uns e perseguidos outros, celebrizados diversos e glorificados alguns que passaram santificados à posteridade, enquanto expressivo número teve a existência corporal encerrada pela intolerância religiosa nas fogueiras e vitimados por outras penas cruéis, deixaram o rastro luminoso, anunciando a imortalidade do Espírito, para que os seres humanos pudessem manter a esperança e a alegria nas lutas ásperas e nos testemunhos dolorosos.

Com Allan Kardec, o nobre Codificador do Espiritismo, a mediunidade abandonou as paisagens do mito e da acusação, deixando de ser graça especial concedida a alguns ou psicopatologia lamentável, para assumir o seu papel real de ponte entre as dimensões física e espiritual, facilitando o intercâmbio entre os seres, ao tempo em que dignificou a conduta moral terrestre.

A faculdade mediunidade se radica no organismo, independendo dos valores morais do indivíduo, sendo, portanto, desse ponto de vista, neutra. Nada obstante, os requisitos pessoais de cada um constituem significativo pólo de atração para os Espíritos que, mediante a afinidade vibratória, passam a acompanhá-lo, interferindo em seus pensamentos, palavras e atos.

Em razão disso, a mediunidade impõe comportamento ético-moral dignificante, através do qual o instrumento se transforma, alterando a conduta para melhor, assim contribuindo em favor da renovação do grupo social e da humanidade em geral.

Na sua condição de faculdade orgânica, está presente em todos os seres humanos em diferentes graus de desenvolvimento, sendo em uns ostensiva, enquanto que noutros muito sutil, podendo ser desdobrada através de exercícios e estudos, que lhe dilatam as possibilidades de manifestação.

O estudo é-lhe, desse modo, fundamental, a fim de que sejam identificados os fenômenos de natureza anímica e liberados, facultando o intercâmbio lúcido e claro, sem interferência dos registros do inconsciente do próprio médium.

Ao mesmo tempo, a educação moral é de relevância, porque oferece os instrumentos indispensáveis à sublimação espiritual no processo de vivência dos recursos que se encontram em disponibilidade.

No passado, algo remoto, pítons, pitonisas, hierofantes, gurus, sibilas, arúspices, face ao atraso moral das sociedades em que viveram, não se preocupavam com os valores profundos da dignificação pessoal, embora em alguns santuários indianos, egípcios, gregos e romanos, houvesse uma seleção de qualidade em torno daqueles que apresentavam as faculdades mediúnicas, a fim de se tornarem dignos de credibilidade.

Graças a Allan Kardec, que pôde mensurar os requisitos morais dos médiuns, no que diz respeito à qualidade das comunicações espirituais, eles passaram à posição de metas que devem ser alcançadas, como indispensáveis à comunicação com os Espíritos superiores.

Nesse processo de crescimento ético do médium, a gratuidade no exercício das faculdades de que se faz portador é relevante, porque não tem o direito de locupletar-se do esforço do seu próximo, vendendo as informações que lhe são concedidas sem qualquer tipo de cobrança, para o bem de todas as criaturas.

A questão diz respeito, não apenas, à necessidade de serem gratuitas todas as suas atividades mediúnicas, ampliando-se o conceito, para que o médium evite as homenagens que agradam ao personalismo, que exaltam os sentimentos menos edificantes, os presentes com que são comprados indiretamente, aprisionando-os nos cofres dourados do poder transitório e dos recursos endinheirados daqueles que se acostumaram a tudo resolver através do mercantilismo…

Cabe ao médium manter-se em constante sintonia com os seus Guias espirituais, a fim de poder servir a todo instante e não somente em horas reservadas para o mister.

O fenômeno mediúnico dá-se amiúde, a cada momento, desde que o intercâmbio com os Espíritos, consciente ou inconscientemente, é contínuo, face à sincronização mental e moral existente entre os encarnados e os desencarnados.

A mediunidade, portanto, ascende de nível orgânico para emocional e comportamental, ensejando uma perfeita identificação com a recomendação de Jesus, quando propõe: – Sede perfeitos como o Pai celestial é perfeito.

Trabalhando a mediunidade gloriosa através da dedicação e do desinteresse pelas questões materiais e retribuições humanas – elogios, demonstrações de reconhecimento, honrarias terrestres, destaques na comunidade – o servidor torna-se credor da assistência dos Espíritos nobres que trabalham em favor da humanidade.

O sofrimento, a solidão, a incompreensão que experimenta, portanto, ainda são os caminhos e métodos mais valiosos para conduzir o medianeiro à interiorização, à vivência dos postulados do amor e da caridade, sintonizando melhor com os ideais do Bem e conseguindo, a passo e passo, a felicidade do mediunato, que lhe deve constituir meta a alcançar.

(Página psicografada pelo médium Divaldo P. Franco, no dia 5 de junho de 2001, em Paris, França.)

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Espíritos Errantes – O Livro dos Espíritos

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223. A alma reencarna logo depois de se haver separado do corpo?
“Algumas vezes reencarna imediatamente, porém, de ordinário só o faz depois de intervalos mais ou menos longos. Nos mundos superiores, a reencarnação é quase sempre imediata. Sendo aí menos grosseira a matéria corporal, o Espírito, quando encarnado nesses mundos, goza quase que de todas as suas faculdades de Espírito, sendo o seu estado normal o dos sonâmbulos lúcidos entre vós.”

224. Que é a alma no intervalo das encarnações?
“Espírito errante, que aspira a novo destino, que espera.”

224a. Quanto podem durar esses intervalos?
“Desde algumas horas até alguns milhares de séculos. Propriamente falando, não há extremo limite estabelecido para o estado de erraticidade, que pode prolongar-se muitíssimo, mas que nunca é perpétuo. Cedo ou tarde, o Espírito terá que volver a uma existência apropriada a purificá-lo das máculas de suas existências precedentes.”

224b. Essa duração depende da vontade do Espírito, ou lhe pode ser imposta como expiação?
“É uma conseqüência do livre-arbítrio. Os Espíritos sabem perfeitamente o que fazem. Mas, também, para alguns, constitui uma punição que Deus lhes inflige. Outros pedem que ela se prolongue, a fim de continuarem estudos que só na condição de Espírito livre podem efetuar-se com proveito.”

225. A erraticidade é, por si só, um sinal de inferioridade dos Espíritos?
“Não, porquanto há Espíritos errantes de todos os graus. A encarnação é um estado transitório, já o dissemos. O Espírito se acha no seu estado normal, quando liberto da matéria.”

226. Poder-se-á dizer que são errantes todos os Espíritos que não estão encarnados?
“Sim, com relação aos que tenham de reencarnar. Não são errantes, porém, os Espíritos puros, os que chegaram à perfeição. Esses se encontram no seu estado definitivo.”

Comentário de Allan Kardec:

No tocante às qualidades íntimas, os Espíritos são de diferentes ordens, ou graus, pelos quais vão passando sucessivamente, à medida que se purificam. Com relação ao estado em que se acham, podem ser: encarnados, isto é, ligados a um corpo; errantes, isto é, sem corpo material e aguardando nova encarnação para se melhorarem; Espíritos puros, isto é, perfeitos, não precisando mais de encarnação.

227. De que modo se instruem os Espíritos errantes? Certo não o fazem do mesmo modo que nós outros?
“Estudam e procuram meios de elevar-se. Vêem, observam o que ocorre nos lugares aonde vão; ouvem os discursos dos homens doutos e os conselhos dos Espíritos mais elevados e tudo isso lhes incute idéias que antes não tinham.”

KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos. 76.ed. Rio de Janeiro, RJ: FEB, 1995.

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Notas de Bem Viver…

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Por maiores sejam os obstáculos, procura doar o melhor de ti, na execução das tarefas que te cabem.

*

Se erraste, recomeça.

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Se caíres, pensa em tua condição de criatura humana, reajusta as próprias emoções e reergue-te para caminhar adiante.

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Desânimo, em muitos casos, é a ausência de aceitação do que ainda somos, ante a pressa de ser o que outros, pelo esforço próprio nas estradas do tempo, já conseguem ser.

*

Coragem é a força que nasce da nossa própria disposição de aprender e de servir.

*

Não te ausentes dos próprios encargos.

*

Dever cumprido é passaporte ao direito que anseias usufruir.

*

Não acredites em felicidade no campo íntimo, sem o teu próprio trabalho para construí-la.

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Toda realização nobre se levanta na base da perseverança no bem.

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Compadece-te dos que, porventura, te firam e, ao recordá-lo, exerce a bondade sem ressentimento.

*

Não exijas de ninguém a obrigação de seguir-te os modelos de vida e pensamento.

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Protege as crianças, tanto quanto se te faça possível, mas não te tortures, ante a escolha dos adultos que esperam de ti o respeito às experiências deles, tanto quanto reclamas o acatamento alheio para com as tuas.

*

Distribui otimismo e simpatia.

*

Irritação não edifica.

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Não percas tempo com lamentações inúteis, reconhecendo que há sempre alguém a quem podes beneficiar com essa ou aquela migalha de apoio e generosidade.

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Deixa algum sinal de alegria onde passes.

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Quando os problemas do cotidiano se te façam difíceis, ao invés de inconformação ou de azedume, usa a paciência.

*

Sempre que necessário, empenha-te a ouvir esse ou aquele assunto, com mais atenção para que possas compreender isso ou aquilo com mais segurança.

*

Lembra-te de que falando ou silenciando, sempre é possível fazer algum bem.

*

Grande entendimento demonstra a criatura que vive a própria vida do melhor modo que se faça possível, concedendo aos outros o dom de viverem a vida que lhes é própria, como melhor lhes pareça.

XAVIER, Francisco Cândido. Atenção. Pelo Espírito Emmanuel. IDE.

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