Alekxander Aksakof

Este estudioso do Obra Espírita nasceu em Ripievka, Rússia, no dia 27 de maio de 1832, e desencarnou em 4 de janeiro de 1903. Foi diplomata e conselheiro privado do Imperador Alexandre III, Czar da Rússia, posição de grande prestígio na sociedade Européia da Época.

Começou a se interessar e  estudar os fenômenos espíritas em 1855, quando se encontrava na Alemanha, em missão diplomática. Muito inteligente e com uma mente extremamente curiosa, passava horas estudando os fenômenos Espíritas.

Foi colaborador de William Crookes nas experiências de materializações do Espírito de Katie King; fez parte da Comissão de Milão para investigação dos fenômenos produzidos pela famosa médium Italiana Eusápia Paladino.

Para fazer um completo estudo fisiológico e psicológico do homem, matriculou-se em 1855 como estudante da Faculdade de Medicina de Moscou, onde ampliaria os seus conhecimentos de Física, Química e Matemática, ao mesmo tempo em que acompanhava, passo a passo, o desenvolvimento espírita na Europa e na América. Para isso ele revolvia livrarias e pedia de qualquer lugar as obras que não se encontravam nas livrarias de sua terra. A partir de 1855 ele inicia a tradução para o russo de todas as obras de:

  • Allan Kardec,
  • Hare,
  • Edmonds,
  • Dale Owem,
  • William Crookes,
  • “Relatório da Sociedade Dialética de Londres”,
  • e a fundação de periódicos como o “Psychische Studien”, de Lípsia, uma das melhores revistas sobre Espiritismo.

A obra de Aksakof não se restringiu apenas a escrita. Criou adeptos entre pessoas de talento reconhecido, muitos deles cientistas, que, através de experiências feitas com médiuns famosos como Dunglas Home, levou a Rússia a formar a primeira comissão de caráter puramente científico para o estudo dos fenômenos espíritas. Para essa comissão, Aksakof mandou vir da França e da Inglaterra os médiuns que participariam das experiências.

Polemista temível e escritor delicado, os trabalhos de Aksakof levam a convicção ao espírito; e tal sinceridade se vê em suas obras que, lendo-as, sente-se a necessidade de crer nelas. Alie-se a isto um caráter bondoso e uma vontade de ferro, que não se demove frente aos obstáculos, assim como a uma paixão imensa pelo ideal que o leva a percorrer a Europa para fazer experiências, e ter-se-á uma idéia superficial a respeito do investigador incansável, dotado de uma alma varonil e de um talento primoroso. Nunca permaneceu ocioso; seus artigos abundavam nos periódicos espíritas, e não há pessoa medianamente ilustrada que não conheça alguma das suas célebres experiências com os médiuns Home, Slade, d’Esperance, ou algum de seus estudos acerca de fantasmas e formas materializadas

Escreveu o livro “Animismo e Espiritismo”, que foi publicado em 1890 e traduzido para várias línguas, inclusive para o português.

Homem de ciência e de uma convicção inabalável, jamais temeu a crítica. Dizia ele:

“Não tenho outra coisa a fazer senão afirmar publicamente o que tenho visto, entendido e ouvido, ou seja a verdade.”

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