A Lei de Moisés

Mateus 5:17-20

17  Não cuideis que vim destruir a lei ou os profetas: não vim ab-rogar, mas cumprir.

18  Porque em verdade vos digo que, até que o céu e a terra passem, nem um jota ou um til se omitirá da lei, sem que tudo seja cumprido.

19  Qualquer, pois, que violar um destes mandamentos, por menor que seja, e assim ensinar aos homens, será chamado o menor no reino dos céus; aquele, porém, que os cumprir e ensinar será chamado grande no reino dos céus.

20  Porque vos digo que, se a vossa justiça não exceder a dos escribas e fariseus, de modo nenhum entrareis no reino dos céus.

Esse código revelou ao homem os caminhos, regras do bom proceder, que levariam o homem à bem-aventurança prometida, entretanto sabemos que essas disposições serviam para aquele contexto histórico, cultural e social, não sendo mais aplicável em momentos posteriores ( e atuais ) que por sua vez revelam a evolução do homem e as sociedades.

 A lei teve seu importante papel para mostrar as transgressões até a chegada do Cristo.
Preveniu aqueles homens para que não se perdessem e não se afastem do Deus
criador, embora tinham com referencia o “Deus Juiz”.  O pleno cumprimento da lei
e dos profetas, apontava o caminho para o pleno cumprimento da vontade de Deus.
Jesus veio aperfeiçoá-la, ampliar os seus conceitos e trazê-la ao seu pleno
cumprimento.

Jesus veio para cumprir, Não revogar.  A lei de Moisés preparou o povo para a
vinda de Jesus.  Além da lei, existia o que os profetas haviam falado sobre o
Messias.  Nada do que foi dito pelos profetas ou promulgado por lei, seria desprezado. Reside aí então o grande segredo nas palavras de Jesus:  “ Eu não vim abolir a Lei, mas dar-lhe pleno cumprimento” . O emissário do altíssimo a veio cumprir, primeiro porque ninguém conseguiu cumpri-la a contento. Nem mesmo aquele que a promulgou. Nenhum homem conseguiu cumprir e nem um homem conseguiria cumprir plenamente nesse planeta de provas e expiações, contudo quanto mais nos aproximarmos das princípios contidos nessas leis, mais rápido será a nossa caminhada para planos superiores, para
tarefas mais nobres, para que possamos partilhar da centelha divina. Paulo de Tarso dizia que a leis servem para a santificação e não para a justificações.

Assim, Jesus não estava contradizendo a lei Mosaica, e nem fazendo com que ela fosse rejeitada por outros. Ele mesmo guardou os mandamentos. A diferença é que Ele chamou seus discípulos a viver e praticar uma justiça maior que a dos Escribas. Pois o essencial da lei, é a pratica de seus princípios superiores e não somente o seu conhecimento no campo das idéias. É essa prática que  Jesus propõe a seus seguidores, assim irão superar a dos “Fariseus” e “Doutores da Lei”, que tinham enorme conhecimentos históricos, religiosos e legais, mas em nada se aproximavam da verdadeira proposta superior, ou seja, a reforma íntima, a melhoria, a prática do amor, a evolução…

Agora só para entender em definitivo o sentido: “vim dar pleno cumprimento”, vejamos algumas citações onde isso fica mais evidenciado:

Justiça dos Fariseus diz: Não pode matar, mas pode odiar.
Justiça de Jesus diz : Não se deve odiar nada e ninguém, precisa-se resolver as diferenças, entender e perdoar. Ou seja, a mesma lei que proíbe matar, proíbe esse mal desde a raiz, desde odiar. É preciso eliminar tudo que gera a morte e o sofrimento.

Justiça do Fariseus: Não pode cometer adultério.
Justiça de Jesus: O Mestre nos revela, através de parábolas, a lei da ação e da reação, ou seja, tudo o que fizermos em relação a isso, está prejudicando o próximo e principalmente a nós mesmos, que estamos nos vinculando carmicamente a essa lei.  Além de dizer sobre
o adultério,  também nos ensina a dominar outras formas de inclinações negativas através do pensamento.

Justiça dos Fariseus: Se usar o nome de Deus, tem que cumprir com o juramento, custe o que custar.
Justiça de Jesus: Fale a verdade sempre, seja tranquilo e mando,  pois a convivência baseada na verdade, dispensa juramentos. Deus não quer fanáticos, quer filhos livres e cumpridores dos seus desígnios.

Justiça dos Fariseus: Ame o próximo e odeie seus inimigos.
Justiça de Jesus: Ame a todos, até seus inimigos. Amar aos inimigos, é um apelo a superar os conflitos em vista da convivência fraterna, pois somos filhos do mesmo Pai que faz nascer o sol sobre os bons e “maus”. No mais, o seu inimigo é apenas um irmão que está estagiando temporariamente no caminho errado, logo despertará.

Por fim nos resta dizer que é conhecendo e principalmente tentando praticar os gestos exemplificadores de Jesus que nós iremos compreender e viver a dinâmica do amor de Deus, que não vem rejeitar a Lei nem os profetas, mas dá-los pleno sentido em nossas vidas pelo impulso do amor.

Eis o grande gesto de obediência a Lei Maior, a lei do amor:

Amar a Deus sob todas as coisas e a teu próximo como a ti mesmo.
Assim colheremos os frutos de uma vida nova por conta desse amor que nos
transforma, dia após dia…

 MUITA PAZ A TODOS !!

   Douglas Gallo
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2 respostas para A Lei de Moisés

  1. Arnaldo Ramos disse:

    Caros irmãos, quando me deparei com o ícone de estudos bíblicos naveguei sobre ele e me chamou atenção o estudo de Maio de 2.011 A Lei de Moisés, li o texto, muito bom, porém, quero tecer alguns comentários, sem que os mesmos, tornem-se ofensivos ou polêmicos.
    Percebemos a redução das Leis Mosaicas à Justiça dos Fariseus sendo comparada à Justiça de Jesus; inicialmente Jesus trouxe e nos legou a Justiça Divina e não a sua própria justiça, falar da Justiça de Jesus é transformá-lo em mais um dos muitos deuses, tão a gosto do inculto e pobre ser humano, que conseguiu – sem muito custo – ao longo do tempo divinizar Jesus e humanizar Deus, em verdade cremos que Jesus O Cristo nos trouxe uma Doutrina – com a certeza a maior delas.
    O Pentateuco de Moisés é um legado que atingiu diretamente ao povo de Israel que foi unificado em 12 tribos pelo Rei Saul no ano 1.000 a.C., em suma o povo da casa de Davi – os Hebreus.
    Esse Pentateuco onde contém as Leis de Moisés foi e, é ainda desvirtuado até os dias de hoje, se não vejamos:
    Em o Evangelho Segundo o Espiritismo, podemos encontrar – em Notícias Históricas -comentários com muita propriedade a respeito de – Escribas, Fariseus, Essênios ou Esseus, Samaritanos, Nazarenos, Saduceus, etc.. Podendo perceber aí que as Leis que deveriam definir uma religião, serviram para que o homem criasse diversas seitas que nasceram da Divisão das 12 tribos. Sendo que 10 samarias ficaram em poder dos Israelitas ou Samaritanos, nascendo assim o Reino do Norte e as outras 2 ficaram em poder de Judá formando o Reino do Sul, posteriormente conhecidos por Judeus.
    Quando Jesus referia-se a hipocrisia dos Fariseus e Escribas, diretamente realçava as idéias dissonantes dos mesmos para com as Leis de Moisés.
    Escribas – é um adjetivo aplicado especialmente aos doutores que ensinavam a lei de Moisés e a interpretavam para o povo. Faziam causa comum com os fariseus, de cujos princípios partilhavam, bem como da antipatia que aqueles votavam aos inovadores. Daí o envolvê-los Jesus na reprovação que lançava aos Fariseus. – (ESE).
    Fariseus – (do hebreu parush, divisão, separação). – Tornou-se a seita mais forte e dominante da religião pelos seus dogmas e luxo exterior – vivia das aparências e não do exercício das Leis Mosaicas.
    Bem após esses comentários, quero expor que o fato de ser a seita dos fariseus dominante em sua época, essa seita jamais representou a 2ª revelação (Moisés e suas Leis) e isso foi cabalmente mostrado pelo Meigo Nazareno.
    Por outro lado quando se lê na Lei de Moisés, bem como em alguns escritos a respeito de Jesus a palavra ódio, a mesma não tinha e não tem a conotação do qual nos servimos hoje.
    ÓDIO em aramaico (a língua falada por Jesus) representava amar menos e não o sentimento ruim que hoje em dia nos inspira.

    Vejamos essa passagem de Jesus para melhor entendermos essa palavra e o sentimento que ela representava há 2.000 anos. – “Como nas suas pegadas caminhasse grande massa de povo, Jesus, voltando-se, disse-lhes: – Se alguém vem a mim e não odeia a seu pai e a sua mãe, a sua mulher e a seus filhos, a seus irmãos e irmãs, mesmo a sua própria vida, não pode ser meu discípulo. – E quem quer que não carregue a sua cruz e me siga, não pode ser meu discípulo. – Assim, aquele dentre vós que não renunciar a tudo o que tem não pode ser meu discípulo”. (S. LUCAS, cap. XIV, vv. 25 a 27 e 33.)

    Odiar a seu Pai e a sua Mãe – SE NÃO ENTENDERMOS ÓDIO COMO AMAR MENOS, A MENSAGEM DO MESTRE FICARIA SOB SUSPEITA, OU NÃO?

    Espero sinceramente ter contribuído de alguma forma para uma melhor busca de entendimento da Justiça dos Fariseus – Justiça de Jesus e Ódio.

    Forte abraço fraterno de irmão de caminhada – Arnaldo Ramos.

  2. Douglas Gallo disse:

    Ao Irmão Arnaldo os nossos agradecimentos ! Muito boa a sua abordagem ampliando ainda mais o entendimento do texto. Serás sempre bem vindo a estas páginas para dividir conosco sues conhecimentos e opiniões.

    Um grande abraço a vc e toda a família !

    Douglas

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