Mirabelli

Camine Mirabelli, ou também conhecido como Carlos Mirabelli, nasceu em
02 de janeiro de 1889, em Botucatu, São Paulo. Famoso por sua mediunidade, era
filho de imigrantes italianos( Filho primogênito de Luigi Mirabelli, um pastor protestante Italiano e de Christina Scaccioto Mirabelli. O casal teve um outro filho, uma menina, Tereza Mirabelli Eugenio, nascida em 1891 ). Muito jovem ainda, transferiu residência para a
capital paulista e conseguiu emprego na Casa de Calçados Clark.

Certo dia, tudo se transformou em sua vida. Era subgerente de uma das
lojas Clark e, então, aconteceram os fenômenos. As caixas de sapato
voavam das prateleiras, como se tivessem asas; estabeleceu-se no ambiente um
verdadeiro pandemônio. Toda a imprensa de São Paulo se mobilizou, registrando
com sensacionalismo os fatos, que nem o próprio Mirabelli conhecia. Uma
verdadeira multidão se plantava nas imediações da loja. Foi chamado um
sacerdote para o exorcismo, pois a imprensa tudo considerava como façanhas do
demônio. Policiais foram convocados para guardar a loja, que permaneceu fechada
por vários dias, sem encontrar a razão daquela brincadeira de mau gosto.

Quando descobriram que só com a presença de Mirabelli ocorriam os
fenômenos, ele foi dispensado e tudo voltou ao normal.

Muito competente no ramo de sapatos, conseguiu novo emprego na Cia. de
Sapatos Vilaça, passando a ocorrer ali os mesmos fenômenos. Resolveram
interná-lo no Sanatório de Juqueri, pois, a essa altura, os fenômenos se
repetiam assustadoramente. Depois de apurados exames, os médicos lhe deram
alta, pois nada apresentava para que fosse considerado um doente mental.

Mirabelli transferiu-se para o Rio de Janeiro, onde um grupo de
espíritas e cientistas iniciou um trabalho de pesquisa em torno da sua
mediunidade de efeitos físicos.

A partir daí, foi alvo de toda espécie de provas por famosos cientistas,
nacionais e estrangeiros. Produziu fenômenos de materialização de Espíritos à
luz do dia, fenômenos de levitação, de transportes, de voz direta e tantos
outros, submetendo-se a toda sorte de pesquisa, com a maior seriedade, em
ambientes pré-determinados. E os fenômenos se repetiam.

Os fatos foram tão interessantes que o Presidente Washington Luiz e o
Governador de São Paulo, Dr. Lacerda Franco, se propuseram a assistir a algumas
sessões com o médium.

Dr. Carlos Frederico Spiccaci escreveu: “Professo o mais puro
materialismo, porém, diante dos fatos que presenciei, sinto-me abalado e
recorro aos sábios e materialistas para me explicarem todo esse manancial de
fenômenos que pesquisei com a maior seriedade, no desejo de esclarecer a
verdade”.

O Professor Eurico de Góes escreveu o livro Prodígios da Biopsíquica
obtidos com o médium Mirabelli, de 472 páginas, em 1937, no qual inseriu
depoimentos de cientistas do mais alto gabarito.

Em 1916, a imprensa de São Paulo voltou a sua atenção para os estranhos feitos do “Homem Misterioso”. Em uma série de reportagens, com ampla repercussão popular, destacaram-se o Correio Paulistano (em defesa dos fenómenos) e A Gazeta (contra).

Mirabelli fundou o Centro Espírita São Luiz, em 25 de agosto de 1917.

Mirabelli atravessou quatro casamentos:

  • com Carmem Guerreiro, tiveram dois filhos, Diva Cristina Mirabelli e Luiz Mirabelli;
  • com Edméa de Paiva Magalhães, não teviram filhos;
  • com Maria do Carmo Pinto Pacca, tiveram Regene Pacca Mirabelli; e
  • com a Prof. Amélia Loureiro, tiveram César Augusto Mirabelli.

O médium foi encarcerado várias vezes acusado de exercício ilegal da Medicina, e também por perseguições políticas, mas mesmo detido, envolvia as pessoas com seus dons e sua generosidade. Era considerado muito eloqüente e comunicativo, apreciava a natureza e gostava de fumar charutos e cachimbos.

Mirabelli era portador de diabetes. Por muitos anos, só conseguiu dormir em locais iluminados, uma vez que temia a ocorrência de fenômenos desagradáveis enquanto dormia.

Faleceu vítima de acidente de trânsito, por atropelamento em 30 de Abril de 1951. Conduzido ao Hospital das Clínicas de São Paulo, veio a falecer sendo atestada a fratura do seu crânio como “causa-mortis“. O corpo foi sepultado na tarde de 1 de maio de 1951 na campa 155 da quadra 27, no Cemirério São Paulo.

Materializações de destaque

O periódico O Estado de São Paulo, em 18 de maio de 1916 cobriu a materialização, pelo médium, do espírito do ex-bispo da Diocese de São Paulo, Dom José de Camargo Barros, em sessão ocorrida na cidade de Santos . Estiveram presentes médicos e oficiais da Força Pública de São  Força Pública de São Paulo.

O Jornal  Vanguarda, de fevereiro de 1933, abordou a materialização, pelo médium, do espírito de São Francisco de Assis.

Outras materializações que chamaram a atenção à época, foram as dos espíritos de Giuseppe Parini e de Harun al-Raschid.

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