O Livro dos Médiuns – Espíritos e Objetos – parte II

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60. Todos os Espíritos sabem como produzem os objetos que usam?
Não. Frequentemente concorrem para a formação de um objeto por um ato instintivo que eles mesmos não compreendem, se não estiverem bem esclarecidos para isto. Embora os Espíritos inferiores possam ter esse poder, quanto mais o Espírito é elevado, mais facilmente o faz. (Item 128, parágrafos 14 a 16)

61. Em que consiste o fenômeno da voz direta?
Os sons espíritas ou pneumatofônicos têm duas maneiras bem distintas de se produzir: são algumas vezes uma voz íntima que ecoa na consciência, mas, ainda que as palavras sejam claras e distintas, ela não têm, contudo, nada de material; de outras vezes elas são exteriores e tão distintamente articuladas como se proviessem de uma pessoa colocada ao nosso lado. De qualquer forma que ele se produza, o fenômeno da voz direta, ou pneumatofonia, é quase sempre espontâneo e apenas raramente pode ser provocado.

Experiências posteriores à codificação demonstraram que, no fenômeno da voz direta, o Espírito fala através de uma garganta ectoplásmica, podendo sua voz imitar a de sua precedente existência terrena. Os sons pneumatofônicos exprimem pensamentos, formam frases, e é por isso que podemos reconhecer que eles são devidos a uma causa inteligente e não acidental. (Itens 150 e 151)

62. Em que consiste o fenômeno da escrita direta?
A escrita direta, ou pneumatografia, é a que se produz espontaneamente sem o concurso nem da mão do médium, nem do lápis. Basta tomar uma folha de papel branco, dobrá-la e colocá-la em algum lugar, em uma gaveta, ou simplesmente sobre um móvel, e se estivermos em condições favoráveis, ao fim de um tempo mais ou menos longo, acharemos no papel caracteres traçados, sinais diversos, palavras, frases e mesmo discursos, freqüentemente com uma substância cinzenta igual ao chumbo, outras vezes com lápis vermelho, tinta ordinária e mesmo tinta de impressão. Nesse tipo de fenômeno, o Espírito não se serve nem de nossas substâncias, nem de nossos instrumentos: ele mesmo faz a matéria e os instrumentos de que precisa, tirando seus materiais do elemento primitivo universal ao qual ele imprime, por sua vontade, as modificações necessárias ao efeito que quer produzir. Ele, assim, pode muito bem fabricar tinta vermelha, tinta de impressão e mesmo caracteres tipográficos bastante resistentes para dar relevo à impressão, de que temos visto exemplos. É desse modo que podemos explicar a aparição das três palavras na sala do festim de Baltazar, de que nos fala a Bíblia. (Itens 127 e 146 a 148)

63. A escrita direta fica registrada permanentemente ou desaparece com o tempo?
Os traços da escrita direta não desaparecem, porque são sinais que é útil conservar e por isso se conservam. (Item 128, parágrafos 17 e 18)

Estudos sobre o Livro dos Médiuns
ASTOLFO OLEGÁRIO DE OLIVEIRA FILHO
Jornal – O Consolador
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