Divaldo Franco – Um semeador do Bem

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No mundo existem sementes e existem semeadores…

Há sementes de flores e sementes de espinhos; sementes que produzem bons frutos e sementes que produzem ervas venenosas.

… E o Semeador saiu a semear…

Desejava fazer da Terra um belo jardim…

As sementes que ele espalha, são sementes especiais… porque ele também é especial.

São sementes especiais porque só florescem no solo dos corações…

E sua voz é instrumento precioso capaz de sulcar o solo estéril de corações ressecados, trazendo recados de um mundo de luz, com muita ternura, afeto e fervor…

É um jardineiro que planta a esperança, com disposição de criança, renúncia e amor.

Sua voz diz bem mais do que simples palavras… deixa pérolas encravadas na alma e na mente daquele que sente sede de saber e de paz.

Ao examinar a produção mediúnica de Divaldo Pereira Franco, destacam-se, pelo volume de sua produção e pelo teor dos ensinos ministrados, os livros ditados por Joanna de Ângelis e Manoel Philomeno de Miranda.

Entretanto, muitos outros autores têm trazido contribuições de alto valor elucidativo ou literário, cada um no seu estilo peculiar de expressar seu ensino ou de narrar episódios interessantes aos leitores. Do total de 211 comunicantes desencarnados que já utilizaram as faculdades do tribuno e médium baiano, destacam-se Vianna de Carvalho, Marco Prisco, Amélia Rodrigues, João Cléofas, Bezerra de Menezes, Victor Hugo, Simbá, Eros, Ignotus e Otília Gonçalves, José Petitinga, Rabindranath Tagore, Francisco de Mont’Alverne e Guaracy Paraná Vieira.

Vianna de Carvalho (1874 – 1926) foi um dos expositores mais requisitados do movimento doutrinário brasileiro nas décadas iniciais do presente século. Segundo o seu biógrafo Paulo Alves Godoy, “a sua palavra era atraente e arrebatadora, conseguindo uma penetração inusitada e inconfundível… Foi, na realidade, … um esteta do sentimento”. Em sua carreira de engenheiro militar, residiu em Fortaleza, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Santa Maria, Curitiba, São Paulo, Cuiabá, Recife, Maceió e Aracaju, locais em que se empenhou em divulgar o Espiritismo.

Presta assessoria espiritual durante as conferências de Divaldo e já ditou quatro livros: “À Luz do Espiritismo” (ed. LEAL, com 144p.), “Enfoques Espíritas” (1980) (ed. CAPEMI, com 144p.), “Médiuns e Mediunidades” (1990) (ed. Arte e Cultura, com 136p.) e “Reflexões Espíritas”, (1992) (ed. LEAL, com 144p.). A sua linguagem é argumentativa e um tanto retórica, como habitualmente se expressavam os expoentes da oratória anteriores ao advento do Modernismo, bastante diversa das frases suaves e emotivas de Joanna de Ângelis.

Amélia Rodrigues (1861-1926) atuou no magistério nos municípios baianos de Arraial da Lapa, Santo Amaro da Purificação e Salvador. Dedicou-se paralelamente às atividades literárias e ao jornalismo, tendo escrito poemas, peças teatrais, romances e obras didáticas.

Marco Prisco, que aparece aos videntes com os trajes utilizados nas catacumbas romanas, por sua vez aprecia as frases curtas, quase epigramáticas, e os conteúdos de suas mensagens são de alto teor evangélico, como evidenciam as obras: “Ementário Espírita” (1971) (ed. LEAL, com 144p.), “Glossário Espírita Cristão” (1974) (ed. LEAL, com 144 p.), “Legado Kardequiano” (1982) (ed. LEAL, com 200 p.), “Faze Isso e Viverás” e “Momentos de Decisão” e “Luz Viva” (em co-autoria com Joanna de Ângelis) (1985) (ed. LEAL, com 144 p.).

“Intercâmbio Mediúnico” (1986) (ed. LEAL, com 168 p.) e “Suave Luz nas Sombras” (1994) (ed. LEAL, com 144 p.) são coletâneas de instruções ministradas psicofonicamente pelo mentor desencarnado João Cléofas na abertura das reuniões mediúnicas realizadas, em Salvador, no C.E. Caminho da Redenção.

Otília Gonçalves, primeira diretora da Mansão do Caminho, desencarnada em 1952, relata a sua experiência de retorno à pátria espiritual e dos tempos iniciais de vida numa colônia espiritual, no seu livro “Além da Morte” (ed. LEAL). Fracisco de Mont’Alverne, um dos grandes oradores sacros do início do século passado, ditou páginas de exortação e de advertência em “Florilégios Espirituais” (1981) (ed. LEAL, com 144 p.).

Bezerra de Menezes (1838-1900), presidente da Federção Espírita Brasileira nos anos finais do século XIX e supervisor das equipes médicas socorristas do espaço, ditou as mensagens enfeixadas no livro “Compromissos Iluminativos” (1991) (ed. LEAL, com 126 p.) (comentado pelo autor deste artigo no Mundo Espírita de julho de 1992).

Guaracy P. Vieira, jornalista e radialista de Ponta Grossa, que foi vice-presidente da Federação Espírita do Paraná, legou a coletânea de crônicas denominada “Perfís da Vida” (1993) (ed. LEAL, com 96 p.) (examinada pelo signatário no Mundo Espírita de janeiro de 1993).

Rabindranath Tagore (1861-1941) é, sem dúvida, um dos maiores expoentes da Literatura Universal. Autor de 192 obras, entre poemas, peças teatrais, ensaios, romances e coletâneas de contos, foi o primeiro escritor oriental a receber, em 1913, o Prêmio Nobel de Literatura. Nos seus textos, ele sempre procurou mostar a unidade essencial das coisas e dos seres e da harmonia da natureza junto ao Absoluto, numa apreensão do amor e da beleza transcendentais.

De todos os expoentes da literatura universal, Victor Hugo (1802 – 1885) é, com toda a certeza, um dos nomes mais conhecidos de todos os aficcionados da Literatura. Um dos lançadores do Romantismo na França, exerceu enorme influência nos escritores de sua geração.

Mencionam-se, ainda, Ignotus, autor de dois livros de contos singelos e saborosos, “Panoramas da Vida” (1970) (com 120 p.) e “Espelho da Alma” (1980) (com 144 p.); Eros, um poeta e contista com estilo sui-generis, suave e diáfano, publicou: “Heranças de Amor” (1978), “No Longe do Jardim” (1982), “Em Algum Lugar do Futuro” (1987), “A Um Passo da Imortalidade” (1989) e “Paz Íntima” (1997); Simbá, autor de uma seleta de poemas em prosa, “Poemas de Paz”(1970) (com 114 p.), escrita no estilo peculiar do Oriente Médio, todos publicados pela LEAL.

Além das obras acima mencionadas, há mais de uma vintena de antologias, contendo dissertações sobre temas diversos, transmitidas por baluartes do movimento espírita, tais como: José Petitinga, Cairbar Schutel, Lins de Vasconcellos, Dias da Cruz e muitos outros.

Y. Shimizu, Jornal Mundo Espírita, ed. agosto e outubro/97

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