Aborto – Perguntas e Respostas com Richard Simonetti

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1 – Há uma tendência na legislação humana, de permitir o aborto em casos de estupro ou grave risco de vida para a gestante. Qual o ponto de vista espírita?

A posição espírita está claramente definida na questão 359, de O Livro dos Espíritos. Só se justifica o aborto na segunda situação. Ao tempo de kardec o problema envolvia principalmente o momento do nascimento. Não raro, por problemas variados, a criança não nascia. morreriam mãe e filho. Então o médico optava por salvar a mãe, sacrificando a criança. Hoje dificilmente tal medida seria tomada. Hoje a cesareana resolveria o assunto. Mesmo em casos de grave cardiopatia, é possível levar a gestação até o fim, com cuidados médicos especializados.

2 – Não seria admissível o aborto também em casos de estupro, quando a concepção é resultante de um ato de violência contra a mulher?
Um crime não justifica outro. A agressão sexual que sofreu não outorga à mulher o direito de exercitar violência muito mais grave e comprometedora – contra a vida.

03 – Não seria impor uma carga psicológica que nem sempre a mulher está em condições de suportar?

Há mulheres estupradas que não conseguem sequer conceber que asilam um filho no seio. Referem-se a ele como uma “coisa” ou um “monstro”.
Realmente, não é fácil. Não há porque censurar a mulher estuprada que busca o aborto. Não obstante, em seu próprio benefício, deveria evitar a comprometedora iniciativa, corrigindo sua postura. Não traz dentro de si uma “coisa” ou um “monstro”. Trata-se de um filho de Deus, um Espírito em processo reencarnatório.

4– E se, apesar de todos os esclarecimentos, a mulher não consegue aceitar o filho?
Pelo menos permita ao reencarnante a bênção do nascimento. Se não quiser ficar com ele, entregue-o à adoção. Há muitos casais que receberiam de bom grado um recém-nascido, sem necessidade de conhecer a mãe ou as circunstâncias que envolveram seu nascimento.

5 – Hoje exames sofisticados permitem detectar graves deficiências físicas na criança, em pleno seio materno. não seria benéfico o aborto, evitando problemas para ambos?
Sim, se eliminarmos a idéia de Deus e adotarmos a postura de Hitler que, a pretexto de favorecer uma raça ariana forte e saudável, recomendava a eliminação dos recém-nascidos nessas condições.

6 – E numa situação mais drástica?

O exame revela que a criança sofre de anencefalia, falta de cérebro. Nascerá morta ou morrerá em seguida…
Admitindo a presença de Deus e a existência de um Espírito em processo reencarnatório, com a carga de seus compromissos e débitos, que originaram a má formação, não há como justificar-se o aborto, a não ser que essa situação envolva grave risco para a gestante. Não obstante, assim como no estupro, estamos diante de uma situação extrema, conturbadora, difícil, que cabe à gestante avaliar e decidir.

7 – Quais são as consequências do aborto para a mulher?
Ela agride o perispírito com o ato de violência contra si mesma, contrariando a Natureza. Terá lesões perispirituais que se refletirão no corpo, nesta existência ou numa próxima, gerando problemas como fibromas, tumores, esterelidade, frigidez, depressão… Obviamente sua gravidade dependerá do grau de envolvimento com o ato do aborto. Uma jovem de 12 anos, obrigada pelos pais a submeter-se ao aborto, terá conseqüências mais leves. Já a mulher adulta, consciente do que é o aborto, estará mais comprometida.

8 – Há mulheres que se apavoram ao tomar conhecimento das conseqüências de um aborto que praticaram. Haverá condições para minimizar seus males?
Que tenha outros filhos ou os adote. Se não for possível dedique-se a crianças abandonadas. Faça algo por elas. Simão Pedro diz em sua epistola universal, lembrando o ensinamento de Jesus, que o amor cobre a multidão dos pecados.

9 – Considerando que há uma tendência mundial no sentido de se deixar a mulher decidir quanto ao que fazer, diante da gravidez, não seria correto uma revisão dos postulados espíritas nesse sentido, algo que o próprio kardec admitia?
Kardec admitia que a doutrina é evolucionista e deve acompanhar os progressos da ciência, no conhecimento do universo. Em nenhum momento, entretanto, comentou que deveríamos mudar a postura espírita de respeito à vida.

Pinga fogo com Simonetti

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