Lei de Igualdade – As Provas da Riqueza e da Miséria

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A igualdade das riquezas não é possível, pois “a isso se opõe a diversidade de faculdades e caracteres.” [O Livro dos Espíritos-qst 811]

Os homens não são iguais. Uns são mais previdentes, outros menos. Uns mais egoístas, outros menos. Uns mais inteligentes, ativos e trabalhadores, outros menos. Logo, se fosse “a riqueza repartida com igualdade, a cada um daria uma parcela mínima e insuficiente que, supondo efetuada essa repartição, o equilíbrio em pouco tempo estará desfeito, pela diversidade dos caracteres e das aptidões; que, supondo-a possível e durável, tendo cada um somente com o que viver, o resultado seria o aniquilamento de todos os grandes trabalhos que concorrem para o progresso e para o bem-estar da Humanidade; que, admitido desse ela a cada um necessário, já não haveria o aguilhão que impele os homens às descobertas e aos empreendimentos úteis. Se Deus a concentra em certos pontos, é para que daí se expanda em quantidade suficiente, de acordo com as necessidades.” [O Evangelho Segundo o Espiritismo -cap. XVI it 8]

Deus concedeu as provas da riqueza a uns e da pobreza a outros, “para experimentá-los de modos diferentes. Além disso, como sabeis essas provas foram escolhidas pelos próprios Espíritos, que nelas, entretanto, sucumbem com freqüência.” [O Livro dos Espíritos-qst 814]

Uma das provas mais difíceis é a da pobreza, quanto o é a da riqueza. Na primeira, pode sofrer o Espírito a tentação da revolta. Na segunda, a do abuso dos bens da vida, deturpando-lhe os augustos objetivos.

Espíritos realmente evoluídos, ou simplesmente esclarecidos sobre a Lei de Causa e Efeito, podem solicitar a prova da pobreza, como oportunidade para o acrisolamento de qualidades ou a realização de tarefas.

Algumas vezes, o mau uso da riqueza, em precedente existência, leva o Espírito a pedir a condição oposta, com o que espera ressarcir abusos cometidos e pôr-se a salvo de novas tentações para as quais não se sinta convenientemente forte.

O livre-arbítrio do homem pode levá-lo à pobreza, sem que evoquem precedentes espirituais, causas ligadas ao pretérito. Como, por exemplo, a falta de estímulo para enfrentar os problemas da vida, preguiça, a imprevidência, que são fatores que podem conduzir o homem ao estado de dificuldades econômicas.

“A pobreza é, para os que a sofrem, a prova da paciência e da resignação; a riqueza é, para os outros, a prova da caridade e da abnegação.” [O Evangelho Segundo o Espiritismo cap. XVI it 8]

“Se a riqueza houvesse de constituir obstáculo absoluto à salvação dos que a possuem, conforme se poderia inferir de certas palavras de Jesus, interpretadas segundo a letra e não segundo o espírito, Deus, que a concede, teria posto nas mãos de alguns um instrumento de perdição, sem apelação nenhuma, idéia que repugna à razão. Sem dúvida, pelos arrastamentos a que dá causa, pelas tentações que gera e pela fascinação que exerce, a riqueza constitui uma prova muito arriscada, mais perigosa do que a miséria. É o supremo excitante do orgulho, do egoísmo e da vida sensual.” [O Evangelho Segundo o Espiritismo – cap. XVI it 7]

Pela riqueza pode o homem melhorar a situação material do Planeta onde vive, melhorar a produção através da relação entre os povos. A riqueza favorece as maiores tentações, por isso ser difícil ao rico acesso ao reino dos céus, mas não impossível, pois ele dispõe de inúmeros meios de fazer o bem. Mas, é justamente o que nem sempre faz. Torna-se egoísta, orgulhoso e insaciável. É por esses fatos que a prova da riqueza, apesar de tão difícil quanto a pobreza, é mais perigosa para o progresso moral do homem.

Bibliografia

a) O Livro dos Espíritos – Allan Kardec
b) Constituição Divina – Richard Simonetti
c) Leis Morais – Rodolfo Calligaris

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