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O Espírito Lancellin, no prefácio à obra Maria de Nazaré, diz:“Maria de Nazaré, Espírito de alta envergadura, de uma pureza de sentimentos tal, que escapa a todas as nossas deduções e esforços de compreensão. Para compreender a Mãe de Jesus somente outro Espírito igual a ela”.

 

Já o próprio autor da obra, revela-nos: “É importante destacar o valor de Maria de Nazaré, esta mulher encantadora que nunca teve na sua missão grandiosa, pensamentos impuros. A sua virgindade moral foi em todos os aspectos de sua vida exemplar de filha e de mãe, de esposa e de companheira… Foi realmente um anjo que caiu do céu, por misericórdia de Deus, em auxilio à humanidade. O seu exemplo de pureza e de amor ainda agora se irradia no mundo inteiro e serve de diretriz para todas as mulheres, que a reconhecem como sendo uma estrela a guiar os corações para a luz de Deus, no amparo de Jesus Cristo (1)”.

 

Concordamos integralmente e assim também vemos. Por conseguinte, consideramos que tanto Maria, como Jesus, são Espíritos Puros. Maria, certamente, não tinha atingido, à época, a mesma estatura do Mestre, porém, nem por isto estaria sujeita e limitada às descrições que nos dão dela tanto os Evangelhos como muitos de nossos irmãos encarnados, bem como desencarnados. Descrições que correspondem mais a um de nós, envoltos ainda nas paixões e numa visão altamente acanhada, tanto da Vida quanto das circunstancias que nos envolvem.

 

Certamente que um Espírito Puro tem sentimentos e sentem, igualmente. Porém, como falaríamos de tais sentimentos? Como os compreenderíamos? Se já alcançaram o grau de pureza, seja este qual for, Eles sentem, pensam, veem, ouvem, tem sensações e etc. Entretanto, todas estas percepções, e outras que podemos desconhecer, não obedecem aos ditames da matéria, ou seja, não ficam restritas e presas aos limites que a carne nos impõe. Eles, em relação a nós, são livres! Neste sentido, tanto Miramez, como Emmanuel, Joanna de Ângelis e outros não dizem diferentes.

 

Um simples exemplo, do que estou tentando dizer: Um ser como Jesus e, mesmo, Maria, de fato Amam. Enquanto nós… Isto é, por nosso lado, o nosso “amor” é um arremedo ainda. Claro que estamos caminhando e os nossos sentimentos estão sendo lapidados ao longo da jornada, mas, ainda, não entendemos e nem compreendemos o que seja o Amor. Estamos no “prézinho” (pré-primário) quanto a isto.

Então, como poderemos falar ou compreender os sentimentos, percepções, inteligência e etc. dos Espíritos Puros, ou de um ser que já chegou a este patamar?

 

Por isto, principalmente, em referência ao Mestre de todos os mestres, dizemos: Tudo que possamos falar a seu respeito é reducionismo. E, sem fugir a esta perspectiva, observamos alguns afirmando que Ele necessitou de educação, de aprendizagem e tantos outros absurdos! Quanto a isto, Emmanuel é bastante claro em sua obra A Caminho da Luz (vide citação à frente), e com a qual – igualmente – concordamos na sua plenitude e integralidade. E Miramez não nos diz diferentemente!

 

Do mesmo modo, às descrições em relação à Maria de Nazaré não fogem, também, muito desta abordagem não. Nós, humanos ainda imperfeitos, tendemos a ver tudo desde a perspectiva de nosso olhar, de nossa mentalidade; donde falhamos e cometemos muitos erros, enganos e equívocos!

 

Confirmando o domínio e o controle da matéria por parte de Jesus, e não poderia ser diferente para quem não só é um dos construtores de nosso Sistema Solar, mas também é o Governador Espiritual de nosso Orbe, e, igualmente, desmentindo a necessidade de uma educação ou de orientações de vida (porque, pensar em termos morais, seria um total contrassenso), para o Mestre, que veio até nós ensinar e não aprender, vejamos as informações prestadas, tanto por Miramez quanto Emmanuel:

 

“A força do Mestre modificava tudo. Era comum ver-se Maria, em pleno êxtase, pedindo a Deus pelo seu filho. Já compreendia perfeitamente sua missão e para tanto, orava, buscando novas forças para seu sensível coração. Jesus crescia em todos os sentidos, em corpo e em saber. O Espírito obedecia às leis que a natureza impõe, até um certo ponto, por se tratar de um avatar nos braços da carne. (2)”

 

Emmanuel é mais explicito e diz que Jesus já nasceu pronto, conseguintemente, não necessitando de nenhum tipo de educação! Vejamos! “O Mestre, porém, não obstante a elevada cultura das escolas essênias, não necessitou da sua contribuição. Desde os seus primeiros dias na Terra, mostrou-se tal qual era, com a superioridade que o planeta lhe conheceu desde os tempos longínquos do princípio. (3)”

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