Os precursores da Doutrina Espírita

Andrew_Jackson_Davis_young                                                              Andrew Jackson Davis

Emanuel_Swedenborg_full_portrait                                                              Emmanuel Swedenborg

Mesmer                                                              Franz Anton Mesmer

 

                                                                   Texto para leitura

 1. Os fenômenos cujos estudos resultaram na estruturação da Doutrina Espírita não eclodiram apenas numa data determinada. As interferências das forças exteriores inteligentes têm ocorrido desde os tempos imemoriais, durante todo o curso da História até o advento da 3a Revelação no Ocidente, com Kardec. Um fato, porém, que merece destaque, como um marco precursor, são os fenômenos ocorridos com sensitivos como o grande vidente Emmanuel Swedenborg e Andrew Jackson Davis.  

2. Os fatos atinentes às revelações dos Espíritos ou fenômenos mediúnicos remontam à mais remota antiguidade, sendo tão velhos quanto o nosso mundo, e sempre ocorreram em todos os tempos e entre todos os povos. A História, a esse respeito, está pontilhada de fenômenos de intercomunicação espiritual. A Bíblia mesma nos mostra Saul conversando com o Espírito de Samuel e Jesus recepcionando as visitas dos Espíritos de Elias e Moisés materializados.  

3. As evocações dos Espíritos não se situaram apenas entre os povos do Ocidente, ocorrendo com larga freqüência no Oriente, como se observa dos relatos do Código dos Vedas e do Código de Manu. Esclarece-nos Louis Jacolliot que, em épocas bastante recuadas no tempo, os padres iniciados nos mosteiros preparavam os faquires para evocação dos mortos, com a obtenção dos mais notáveis fenômenos. O missionário Huc refere-se a grande número de experiências de comunicações com os mortos registradas na China.  

4. O apóstolo Paulo, em suas cartas, reconhecia a prática dessas manifestações entre os cristãos primitivos, como podemos ver nos textos seguintes:   

“Segui o amor, e procurai com zelo os dons espirituais, mas principalmente o de profetizar. Porque o que fala em outra língua não fala aos homens, senão a Deus; porque ninguém o entende, e em espírito fala de mistérios. Mas o que profetiza fala aos homens, para edificação, exortação e consolação” (I Coríntios, 14:1 a 3);  

“Não extingais o Espírito. Não desprezeis as profecias. Examinai tudo. Retende o bem” (I Tessalonicenses, 5:19 a 21).   

5. João evangelista também se referia às manifestações espirituais e alertava quanto ao exame dessas comunicações:  

“Amados, não creais em todo espírito, mas provai se os espíritos são de Deus, porque já muitos falsos profetas se têm levantado no mundo”(I João, 4:1 e 2).  

6. Na Idade Média destaca-se a figura admirável de Joana d’Arc, a grande médium, que se recusou a renegar as vozes espirituais e por isso foi supliciada e levada à fogueira.  

7. É, porém, em anos mais recentes que podemos situar melhor a fase precursora do Espiritismo, o Consolador prometido por Jesus. A diferença entre os fatos desta última fase e os fenômenos de antiguidade está em que, como bem acentua Arthur Conan Doyle, estes eram esporádicos, não obedeciam a uma seqüência metódica, enquanto os fenômenos da era moderna “têm as características de uma invasão organizada” (História do Espiritismo, pág. 33).  

8. É nessa fase que vamos encontrar na Suécia o sensitivo Emmanuel Swedenborg, engenheiro militar, autoridade em Física e em Astronomia, zoologista e anatomista, financista e político, além de insigne teólogo, dotado de largo potencial de forças psíquicas.  

9. Já na sua infância tiveram início suas visões, numa continuidade que se prolongou até a morte, mas suas faculdades eclodiram com mais intensidade a partir de abril de 1744, em Londres. Desde então — afirma Swedenborg — “o Senhor abria os olhos de meu Espírito para ver, perfeitamente desperto, o que se passava no outro mundo e para conversar, em plena consciência, com anjos e Espíritos”.  

10. Outro notável precursor, digno de menção, foi Franz Anton Mesmer, médico, descobridor do magnetismo curador. Em 1775, Mesmer reconheceu o poder da cura mediante a aplicação das mãos. Acreditava ele que por nossos corpos transitam fluidos curadores, preparando o caminho para o Hipnotismo de Marquês de Puységur.  

11. Outros fenômenos dignos de registro ocorreram com Andrew Jackson Davis, magnífico sensitivo que viveu entre 1826 e 1910, nos Estados Unidos, e foi considerado por Arthur Conan Doyle como o profeta da Nova Revelação. Os poderes psíquicos de Davis começaram na sua infância, quando ele ouvia vozes de Espíritos que lhe davam conselhos. À clarividência seguiu-se a clariaudiência. Certa vez, em 6 de março de 1844, Davis foi tomado por uma força que o fez voar da pequena cidade onde residia e fazer uma viagem até as Montanhas de Catskill, distante 40 milhas de sua casa.  

12. O surgimento do Espiritismo foi predito por Davis em seu livro “Princípios da Natureza”, de 1847. Conan Doyle assevera que, para nós, “o que é importante é o papel representado por Davis no começo da revelação espírita. Ele começou a preparar o terreno, antes que se iniciasse a revelação. Estava claramente fadado a associar-se intimamente com ela, de vez que conhecia a demonstração de Hydesville, desde o dia que ocorreu”.  

Respostas às questões propostas  

1. O Espiritismo sempre existiu?

R.: Os fenômenos cujos estudos resultaram na estruturação da Doutrina Espírita não eclodiram apenas numa data determinada. As interferências das forças exteriores inteligentes têm ocorrido desde os tempos imemoriais, durante todo o curso da História até o advento da 3a Revelação no Ocidente, com Kardec. Podemos, então, dizer que o Espiritismo sempre existiu, embora como doutrina tenha surgido com a publicação d’O Livro dos Espíritos, em 18-4-1857.  

2. Há notícias de idéias espíritas antes de Kardec?

R.: Sim. O Antigo e o Novo Testamento são pródigos em fenômenos e em idéias espíritas, como a possibilidade de evocação dos mortos e a necessidade de se examinar o conteúdo das comunicações espíritas proposta por João Evangelista. Mais próximos da codificação kardequiana, mas anteriormente a Kardec, a história registra os livros produzidos por dois grandes sensitivos: Swedenborg, na Europa, e Andrew Jackson Davis, nos Estados Unidos.  

3. Mencione dois fenômenos citados na Bíblia que se refiram a comunicações dos mortos.

R.: No Antigo Testamento, o diálogo entre o rei Saul e o Espírito de Samuel, narrado no Livro de Reis. No Novo Testamento, a visita feita a Jesus pelos Espíritos de Elias e Moisés materializados.  

4. Que disseram Paulo de Tarso e João Evangelista a respeito das manifestações espíritas?

R.: Paulo escreveu: “Segui o amor, e procurai com zelo os dons espirituais, mas principalmente o de profetizar. Porque o que fala em outra língua não fala aos homens, senão a Deus; porque ninguém o entende, e em espírito fala de mistérios. Mas o que profetiza fala aos homens, para edificação, exortação e consolação” (I Coríntios, 14:1 a 3). João Evangelista recomendou: “Amados, não creais em todo espírito, mas provai se os espíritos são de Deus, porque já muitos falsos profetas se têm levantado no mundo” (I João, 4:1 e 2).  

5. Na era moderna, quais são os sensitivos considerados precursores do Espiritismo?

R.: Emmanuel Swedenborg, Franz Anton Mesmer e Andrew Jackson Davis.  

Bibliografia:

“O Fenômeno Espírita”, de Gabriel Delanne.

“História do Espiritismo”, de Arthur Conan Doyle.

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