Calvário Silencioso

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“(…) Não nos deixeis entregues à tentação, mas livra-nos do mal.”
Jesus (Mt., 6:13)

O Suave Rabi Galileu incluiu este verso na Oração Dominical porque conhece muito bem a fraqueza humana e sabe – também – quão vulnerável é o homem em seus claudicantes passos nas Veredas Palingenésicas, uma vez que elas são trilhadas por Espíritos de incipiente índice evolutivo.

André Luiz afirma que mais de noventa por cento dos casos de loucura existentes em nosso Orbe possuem sua gênese radicada nos destrambelhamentos sexuais. O uso inadequado e leviano da energia genésica tem proporcionado aflições sem conto e superlativas colheitas de dores.

A questão n.º 388 de “O Livro dos Espíritos”  suscitou a seguinte resposta:

“Entre os seres pensantes há ligações que ainda desconhecemos. O magnetismo é o piloto dessa Ciência que só mais tarde compreenderemos melhor.”

Daí o reencontro com nossos afetos e desafetos deverá surpreender-nos em clima de “vigilância e oração” sob cuja égide saberemos administrar e controlar nossos impulsos emocionais de tal forma que não derraparemos nas deploráveis vascas dos processos obsessivos, enovelando-nos em situações das quais – mais tarde – só teremos o que lamentar.

Manoel Philomeno de Miranda aconselha-nos a “(…) lutar contra as más tendências que nos caracterizam o estado evolutivo, atendo-nos a um programa de educação íntima e de realização pessoal muito severa, através do qual iremos nos libertando dos próprios débitos, burilando sentimentos e, pela aquisição da cultura, iluminando a razão.”

Embora macerados pela dor e frustração, não obstante os graves testemunhos que nos visitem nesse nosso calvário silencioso, a cada morte íntima sucederá luminosa ressurreição, e qual diamante bruto arrancado de sob toneladas de ganga, ante o buril das provações haveremos de fazer luzir, sem jaça, nos mais íntimos refolhos do Espírito, a nossa luz espiritual.

Em mensagem psicografada por Divaldo Franco em Salvador, Joanna de Ângelis ensina:

“Quando as circunstâncias insidiosas (tentações) da Vida de relação chegarem aos painéis da tua mente com apelos de viciação, busca o nascedouro da oração e acalma os tormentos ultrizes nas águas tranqüilizantes da entrega espiritual, através da comunhão pela prece.

Se a ardência da inquietude perturbar o silêncio necessário ao intercâmbio de que necessitas, insiste e insiste até que a calma substitua a agonia e a renovação da paz harmonize as tuas forças para o roteiro por onde deambulas, buscando a perfeição a que aspiras.

Suprime das palestras os temas vulgares, que relatam as mesquinhas ambições; corrige a inclinação mental adaptada às conjunturas de ordem inferior do corpo em desalinho; cultiva a leitura edificante e visita aqueles que padecem, vitimados em si mesmos, após as loucuras a que se entregaram transformados hoje em lições-vivas, ensinando a quem necessita de aprendizagem.

Confia no Senhor e arrima-te ao trabalho da Caridade – ponte de luz que liga a criatura ao seu Criador – com inusitada segurança.

Sem embargo, nas lutas do sexo, constrói o lar e mantém-no através do matrimônio nobre, fazendo-te sustentáculo da alma que elegeste e sustentando-a, também, de modo a que os dois corpos sejam um só corpo e as duas almas se compreendam como se uma alma fora, prosseguindo na romagem carnal, animado, conservando a certeza de que a escassez de hoje traduz abuso de ontem e de que o amanhã resultará da utilização do patrimônio de agora. No entanto, em considerando os problemas do sexo, se caminhas a sós ou se estás em amargura, recorre ao amor nas bases éticas do Evangelho de Jesus, pois que só esse amor oferece o comando reto para a felicidade de todas as criaturas”.

Texto de ROGÉRIO COELHO
Muriaé – Minas Gerais – Brasil

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