Homenagem a Santa Rita de Cássia

Não podemos deixar de homenagear nossa querida Santa Rita, a qual faz parte até do nome da nossa cidade.

Muitas pessoas acreditam e têm fé em Santa Rita de Cássia, que foi sem dúvida uma mulher iluminada, de um espírito forte, que aceitou suas provas e expiações como um exemplo para todos nós.

A fé e tantos pedidos para que ela trabalhe em nossa cidade faz com que uma equipe de mentores, ajudantes, trabalhem aqui nos ajudando e levando amparo espiritual a todos os que estão em más situações, em desespero, enfim.

A esta terra que nos recebe, ampara e nos dá frutos, principalmente quando colocamos nossas vontades às avaliações de verdadeiras necessidades por nossos mentores espirituais, faz com que reconhecemos mais cedo ou mais tarde que este lugar é abençoado por Deus. Temos de reconhecer que aqui a espiritualidade maior, nos conduz ao sucesso, seja moral ou intelectual, até pela tangência dos tantos fenômenos mediúnicos com os conteúdos da eletrônica que a cidade está cheia. (lê-se mais em Mecanismos da Mediunidade).

Santa Rita nos dá exemplos de força, determinação, coragem e aceite às provas da vida, o que nos mostra que devemos ter muita fé, assumir o compromisso com Deus, com Jesus e viver transformando nossas expiações em provas, resolvendo nossos problemas sem lamentações e com muita coragem, as quais nos trarão evolução e aprendizado. Pensem bem, não é nas piores situações que sempre aprendemos mais? Que tiramos nossos melhores ensinamentos? Que descobrimos nossas fraquezas? Que ficamos mais fortes?

O que vemos também na fé de Jó: “Ainda que Deus me matasse, confiaria sempre nele. Eu sei que o meu Redentor vive e que no último dia ressurgirei da terra; serei novamente revestido do meu corpo e na minha carne verei o meu Deus. Sim, eu mesmo o verei e os meus olhos o hão de contemplá-lo. Esta esperança repousa no meu coração”Leia mais  sobre a fé de Jó

A 22 de maio comemoramos o aniversário dela e é por esse exemplo de vida que gostaria de convidar vocês a refletirem sobre a vida desta santa(A palavra Santo vem do latim sanctu, que quer dizer bom), uma trajetória que explica porque até hoje ela continua nos auxiliando e cuidando desta terra tão amada.

É muito importante que saibamos quem é Santa Rita de Cássia, quem foi, por que ela está sempre entre nós e como podemos ser como ela. Assim prega-se a doutrina da fé raciocinada! Nada de rezar de forma decorada e mecânica. Reflita, pense, ligue sua consciência para entender do que estamos falando.

Um resumo da história de Santa Rita de Cássia e uma Análise Espírita:

Os Santos e a Mediunidade

Santa Rita de Cássia

A santa das causas impossíveis

Da Redação

Em 1381 no vilarejo de Rocca Porena, a cinco quilôme- tros de Cássia (cidade), região da Úmbria na Itália, nasceu uma menina de nome Margherita (do latim Margarita, que significa pérola ou pedra preciosa), que foi logo apelidada por um pedacinho do seu nome – Rita. Leão XIII, quando a declarou santa, chamou Rita de “Pérola preciosa da Úmbria”.

Desde sua infância ocorreram fenômenos estranhos. De presença de abelhas brancas, que lhe depositavam mel na boca sem ferroá-la, até a cura da mão de um camponês. Desde os primeiros anos da juventude cultivava o desejo de seguir a vida religiosa, queria ser freira, mas os pais convenceram-na, amigavelmente, a se casar.
Consorciou-se, então, aos quatorze anos. Seu marido, Paulo di Ferdinando, era criatura feroz, violenta; amado por poucos e odiado por muitos. Tiveram dois filhos, provavelmente gêmeos: João Jácomo e Paulo Maria. Numa noite chegou o noticiador com uma sinistra informação:
– Mataram seu Paulo!
A futura santa perdoa o assassino do marido, escondendo-o em sua própria casa, mas os filhos desejam vingar a morte do pai. Foi nesse período que Rita, em prece fervorosa, rogou a Deus:
– Senhor, se eu tiver de ter filhos assassinos rogo-te que os retires de mim!
Assim, uma terrível febre os consumiu levando-os à morte do corpo físico.
Viúva e sozinha, ela decidiu realizar o seu grande sonho:
entrar para o convento. Mas a Madre Superiora do Mosteiro de Santa Maria Madalena”, consagrado à ordem de Santo Agostinho, não a recebeu alegando que o convento só admitia moças virgens. De volta para casa, Rita orou com fervor vários dias. Numa noite, quando estava absorta em profundas rogativas, ouviu uma voz lhe chamar:
– Rita! Rita!
Receosa, pois a noite ia avançada, aproximou-se da janela mas não viu ninguém. Pensando ter se enganado voltou à oração, mas, logo depois, repetiu-se o apelo:
– Rita! Rita!
Ela levantou-se, abriu a porta e foi à rua. Quem seria? De repente, um homem venerável  apresentou-se ladeado por dois outros e todos estavam nimbados de luz, fazendo com que a viúva de Paulo di Ferdinando, reconhecesse neles a figura de mensageiros espirituais. Eram eles: Santo Agostinho, São João Batista e São Nicolau de Tolentino, que a convidaram para segui-los. Logo estavam em Cássia, diante do “Mosteiro de Santa Maria Madalena”; as religiosas repousavam e a porta estava trancada. Os seus guias, porém, pegaram-na nos braços e num lindo vôo colocaram-na dentro do mosteiro, no local do coro onde as monjas oravam.Na manhã seguinte, surpreendidas pela presença de Rita no convento, chamaram a Madre Superiora que, diante do acontecido, ouviu o relato da visitante inesperada e vendo que, de fato, nenhuma porta havia sido arrombada, admitiu Rita como membro da comunidade das monjas agostinianas em 1407.

Um dia, no mosteiro consagrado a Santo Agostinho, Rita pediu em oração, que gostaria de receber no seu corpo os ferimentos de Jesus, e porque estivesse diante de uma imagem do Cristo crucificado e sendo intensa a sua prece, um espinho da coroa se desprendeu atingindo sua testa, causando-lhe uma feia, estranha e dolorosa ferida. Ao mesmo tempo Rita sentiu, no coração, uma indizível alegria que a levou a  rolongado êxtase.
Aos sessenta e dois de idade, Rita adoeceu. Muitos dos que iam visitá-la no leito ficavam curados.

No dia 22 de maio de 1447

Rita desencarnou e os sinos do convento de Santa Maria Madalena “misteriosamente” tocaram, sem o concurso de mãos humanas, anunciando a morte física da santa e o retorno do seu espírito à pátria espiritual.

Análise Espírita:


À luz do Espiritismo, não há nada de sobrenatural na vida de Santa Rita de Cássia. Na realidade, Rita era apenas médium.

A mediunidade, como faculdade humana e natural, não é propriedade do Espiritismo. Acompanha o Homem desde toda Humanidade, por isso é natural encontrá-la nos mais variados povos, nas mais diversas culturas e nas mais variadas igrejas. A diferença básica entre o Espiritismo e as outras religiões é que a Doutrina Espírita estuda o fenômeno, comprova-o com metodologia científica e demonstra uma aplicação útil da mediunidade para o progresso do Homem. Rita apresentou as seguintes faculdades mediúnicas:

Efeitos físicos:

– Curas: quando o camponês tem o corte da mão cicatrizado.

– Translação e Suspensão:

a) quando Santo Agostinho, São João Batista e São Nicolau de Tolentino (espíritos já desencarnados) fizeram-na levitar  introduzindo-a no mosteiro;

b) quando um espinho da coroa da imagem do crucificado lhe caiu sobre a testa, produzindo a dolorosa ferida (certamente sob atuação espiritual).

– Motores: quando, por ocasião da sua morte física, os sinos do convento badalaram sem o concurso de mãos humanas (provocado pelos espíritos).

A mediunidade de efeitos físicos é caracterizada, na classificação de Allan Kardec, por um fluido animalizado emanado pelo médium de efeitos físicos, que os espíritos combinam com os seus próprios fluidos, permitindo, assim, a atuação dos espíritos diretamente na matéria densa.

Efeitos inteligentes:

Vidência e audição mediúnicas: Rita viu, ouviu os espíritos e falou com eles desde a infância. A palavra Santo vem do latim sanctu, que quer dizer bom. Na realidade, os chamados Santos são pessoas que, quando encarnadas, através das atitudes cristãs, se santificaram, isto é, se purificaram fazendo o bem, suportando e jamais revidando o mal. Todavia, no Ocidente durante a Idade Média, não era permitida outra religião que não fosse a da Igreja Romana com seus dogmas e crendices que eclipsavam e deturpavam os ensinos de Jesus; por isso, os bons espíritos quando encarnavam, procuravam fazer o melhor dentro do seguimento religioso que lhes era imposto, vivendo o cristianismo com pureza de propósito, até que os homens estivessem suficientemente desenvolvidos no campo da lógica, da razão e das pesquisas científicas para poderem absorver a essência dos ensinamentos espirituais, revelados por Jesus, adorando a Deus em Espírito e verdade.

Essa é a proposta do  Espiritismo.

“Ele nada ensina contrário ao ensinamento do Cristo mas, o desenvolve, completa e explica, em termos claros para todos, o que foi dito sob forma alegórica”.

Rita de Cássia é considerada pela Igreja Romana como a Santa das causas impossíveis, pois seria impossível uma mulher não virgem, viúva, adentrar num convento! Contudo, foram os próprios Espíritos superiores que vieram buscá-la, ensinando que a verdadeira pureza é de alma e que a prática cristã santifica todo aquele que desejar servir verdadeiramente ao Senhor. E segundo a lei de progresso, através das reencarnações, todos, um dia, seremos espíritos puros. A hagiografia é o registro da história dos santos; trouxemos a biografia resumida de Santa Rita de Cássia, como subsídio para uma existência de renúncia, perdão, trabalho, perseverança e resignação diante dos acontecimentos da vida, bem como para testemunhar que a mediunidade está espalhada por toda a Terra, não é invenção do Espiritismo e se manifesta, como em toda parte, também no seio da própria Igreja. Tenhamos, portanto, em MargheRita o exemplo claro do intercâmbio com os chamados “mortos”, além, do trabalho e vivência cristãs como mecanismos necessários para atingirmos os objetivos nobres e edificantes que inicialmente nos parecem impossíveis, conduzindo-nos, através das reencarnações, ao progresso intelecto-moral.

Outubro 2002 FidelidadESPÍRITA 29

Original em: Os santos e a mediunidade – Original

A história com mais detalhes:
O nascimento:

Santa Rita nasceu em um pequeno povoado chamado Rocca Porena, situado na região de Cássia, na província da Úmbria, no centro da Itália. Na Úmbria nasceram muitos filhos ilustres, entre eles São Francisco de Assis, São Bento e Santa Clara, além de Santa Rita.
Os pais de Santa Rita, Antonio Mancini e Amata Serri, formavam um casal exemplar e eram conhecidos pelos seus concidadãos como “pacificadores de Jesus Cristo”. Gozavam de imenso prestígio e autoridade no meio daquela gente, por suas virtudes. Sua ocupação diária era visitar os vizinhos mais necessitados, levando a eles ajuda espiritual e material.
Para que sua felicidade fosse completa, porém, faltava ao casal um filho que estreitasse ainda mais o seu amor. Apesar da idade avançada de Amata (62 anos), nem por isso deixavam de confiar em Deus e foi assim Deus atendeu às suas preces: conta a história que um anjo apareceu a ela e lhe revelou que daria à luz uma menina que seria a admiração de todos, escolhida por Deus para manifestar a todos os seus prodígios.
A 22 de maio de 1381, nasceu esta admirável criatura, que foi batizada em Santa Maria dos Pobres, em Cássia, porque o pequeno povoado de Rocca Porena somente passou a ter uma pia batismal em 1720. O nome de Rita, diminutivo de Margarida (Margherita, em italiano) foi revelado pelo anjo, com o qual a Santa se tornou conhecida para sempre.
Quanto Antonio e Amata iam trabalhar nos campos, colocavam sua filhinha em um cestinho de vime, que levavam consigo, e abrigavam-na à sombra das árvores.
Um dia, enquanto lavradores e pássaros cantavam em uníssono, a criança sonhava, com os olhos voltados para o céu azul, quando um grande enxame de abelhas brancas a envolveu, fazendo um zumbido especial. Muitas delas entravam em sua boca e aí depositavam mel, sem a ferroar, como se não tivessem ferrões. Nenhum gemido da criança para chamar seus pais; ao contrário, dava gritinhos de alegria.
Enquanto isso, um lavrador que estava próximo feriu-se com uma foice, dando um grande talho na mão direita. Dirigindo-se imediatamente para Cássia, a fim de receber os necessários cuidados médicos, ao passar perto da criança viu as abelhas que zumbiam ao redor de sua cabeça. Parou e agitou as mãos para livrá-la do enxame. No mesmo instante, sua mão parou de sangrar e o ferimento se fechou. Deu gritos de surpresa, o que chamou a atenção de Antonio e Amata, que acorreram ao local. O enxame, por poucos instantes disperso, voltou ao seu lugar e mais tarde, quando Rita foi para o mosteiro de Cássia, as abelhas ficaram nas paredes do jardim interno.
Este fato é relatado por todos os biógrafos da santa e transmitido pelas tradições e pinturas que a ele se referem. A Igreja, tão exigente para aceitar as tradições, insere esta circunstância nas lições do Breviário. Tendo atribuído o nascimento de Rita a um milagre, seus pais também atribuíram este acontecimento a um prodígio divino.

Infância e Juventude
Rita era para seus pais um precioso dom concedido à sua fé e orações, e assim eles se esmeravam em educar a sua filha nos sentimentos religiosos. Analfabetos, procuravam transmitir à criança seus conhecimentos da vida de Nosso Senhor Jesus Cristo, da Santa Virgem Maria e dos santos populares. Apenas chegara à idade da razão, apareceram em Rita os primeiros sinais de virtude que, sob influência da graça divina, ia-se desenvolvendo em sua bela alma.
Rita era um anjo, dócil, respeitosa e obediente para com seus velhos pais, a quem amava com delírio. Os ensinamentos que seus pais lhe davam levaram-na a decidir, aos 8 anos de idade, a consagrar a sua virgindade a Jesus, esposo das virgens.
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Gostava tanto da vida retirada que seus pais lhe permitiram ter um oratório dentro de casa; ali passava os dias meditando no amor de Jesus, castigando seu inocente corpo com duras penitências.
Aos 16 anos, pensava no modo de confirmar definitivamente sua consagração a Jesus Cristo por meio dos votos perpétuos. Rita chegou a pedir, de joelhos, licença para entrar no convento. Seus pais, porém, com a idade avançada e guiados pelo amor natural, não querendo deixá-la só no mundo, resolveram casá-la com um jovem que pedira sua mão. Não se sabe exatamente qual a idade de Rita nessa época; certos autores dizem que tinha 18 anos.
Que lutas, que dores para o coração dessa jovem, entre o amor à virgindade e a obediência devida a seus pais! Não tinha coragem de dar a um homem o coração que desde a infância consagrara a Deus e, por outro lado, causavam-lhe piedade seus velhos pais, muito idosos, aos quais se acostumara a obedecer nas mínimas coisas.

O Casamento:
O jovem que pedira a mão de Rita era Paulo Fernando, descrito como um homem pervertido, de caráter feroz e sem temor a Deus, com o qual não se podia discutir e que seria capaz de provocar um verdadeiro escândalo se Rita e seus pais não consentissem nesse casamento. Foi assim que Rita se viu obrigada a esse casamento.
Quanto padeceu ela no longo período de 18 anos que viveu com seu esposo! Injuriada sem motivo, não tinha uma palavra de ressentimento; espancada, não se queixava e era tão obediente que nem à Igreja ia sem a permissão de seu brutal marido.
A mansidão, a docilidade e prudência da esposa, porém, suavizaram aquela rude impetuosidade, conseguindo transformar em manso cordeiro aquele leão furioso. Fernando não pôde resistir a tanta abnegação e mudou completamente de vida, tornando-se um marido respeitoso.
Rita sentia-se muito feliz por ver o seu marido convertido ao bom caminho. Não se cansava de dar graças a Deus por tamanho benefício. Sentia-se feliz por educar nos princípios da religião os dois filhinhos que o céu lhe dera: João Tiago e Paulo Maria.
Mas durou pouco tempo aquela felicidade de santa esposa e mãe! Quando menos esperava, tudo mudou, e de um modo muito violento e trágico: seu marido foi ferozmente assassinado pelos inimigos que fez em sua vida de violência. Rita tomou todas as providências para um sepultamento digno para seu marido, multiplicando suas orações e penitências em sufrágio da sua alma. Praticou, ainda, o supremo ato heróico de perdoar os seus assassinos.
Refeita da primeira dor causada pela morte do marido, a piedosa mulher concentrou toda sua atenção e solicitude em seus dois filhos. A mãe atenta percebia que os dois jovens apresentavam sintomas de desejos de vingança, o que ela não podia aceitar. Rita percebeu que seus filhos não mais a escutavam com a mesma docilidade e que a voz do sangue os arrastaria mais tarde ao mal.
Quando se viu em tal situação, a mãe dedicada tomou uma resolução heróica e pediu a Jesus Crucificado que levasse os seus filhos inocentes, se fosse humanamente impossível evitar que se tornassem criminosos.
Um após outro, caíram doentes os meninos e Rita os tratou com o máximo cuidado, velando para que nada lhes faltasse, procurando todos os remédios necessários para lhes conservar a vida, mesmo à custa dos maiores sacrifícios.
Sabia que era seu dever socorrê-los e queria cumprir generosamente esse dever. Os meninos morreram, com pequeno intervalo, um após o outro, cerca de um ano depois da morte de seu pai. Rita depositou os corpos de seus filhos ao lado de seu marido e ficou só no mundo; só, mas com seu Deus.

Em busca do antigo sonho:
Desligada dos laços do matrimônio e dos cuidados maternais pela morte do esposo e filhos, Rita passou a se dedicar com afinco à prática das virtudes, às obras de caridade e à oração. A caridade para com o próximo era inesgotável. Não se contentando em dar o que tinha, trabalhava com suas próprias mãos para poder dar mais, e convidava suas amigas e conhecidas para que fizessem o mesmo.
Tudo isto, porém, não bastava para aquela alma inflamada pelo amor divino. Em seus sonhos de menina, Rita sempre tinha aspirado ao claustro como a um asilo de paz para sua alma. Quando ia à cidade, ao passar diante das portas dos mosteiros onde teria podido servir a Deus com todas as suas forças, parecia-lhe que uma força interior e poderosa a atraía, e ela experimentava uma santa inveja das virgens que ali estavam encerradas.
Mas, que abismo entre os seus primeiros anos e seu estado atual! Embora a voz que a chamava ao estado religioso continuasse forte, poderosa e insistente, Rita sabia que não podia mais levar o frescor virginal de sua vida de menina e achava-se indigna de viver entre as virgens consagradas a Deus. Rita encorajou-se, porém, e resolveu fazer uma tentativa.
Bateu à porta do convento das agostinianas de Santa Maria Madalena e expôs à superiora o seu ardente desejo. Seu aspecto humilde e piedoso causou excelente impressão na religiosa; mas o convento, que somente recebia jovens solteiras, jamais havia aberto suas portas a uma viúva, e a pobre mulher se viu rejeitada. Imaginem em que estado de alma Rita voltou a Rocca Porena. Voltou às suas orações, às mortificações, às boas obras e, tendo retomado a confiança, voltou ainda por duas vezes à porta do mosteiro de Santa Maria Madalena, sofrendo duas novas rejeições. Rita se abandonou à vontade de Deus, recomendando-se mais do que nunca a seus santos protetores.
Quando Deus a viu perfeitamente resignada e confiante, teve compaixão dela e, uma noite, quando estava em oração, ouviu chamar: “Rita! Rita!”. Ela não viu ninguém e, pensando ter se enganado, voltou às suas orações. Mas, pouco depois, ouviu novamente: “Rita! Rita!”. Desta vez, teve a certeza de que não se enganara. Levantando-se, abriu a porta e foi à rua. Eram 3 homens e Rita não tardou a reconhecê-los: eram seus protetores São João Batista, Santo Agostinho e São Nicolau de Tolentino, que a convidaram para segui-los.
Em êxtase, como num sonho, ela os seguiu e em pouco tempo estava em Cássia, diante do convento de Santa Maria Madalena. As religiosas dormiam e a porta esta bem trancada. A mesma porta que por três vezes se fechara diante dela, a porta que lhe era a entrada do paraíso terrestre. Era impossível abrir essa porta por meios humanos, mas os santos que Deus enviara para acompanhá-la fizeram com que ela se encontrasse no interior do mosteiro.
Quando as religiosas desceram para se reunir no coro, ficaram estupefatas ao encontrar a santa mulher que tinha sido insistentemente rejeitada. Como entrara ela, se o mosteiro estava completamente fechado e não havia sinal algum de abertura ou arrombamento? As freiras se impressionaram com o relato que Rita fez do acontecido e, diante de um milagre tão estupendo, reconheceram os desígnios de Deus e admitiram jubilosas em sua companhia aquela criatura mais angelical que humana.

A vida no convento:
A primeira coisa que Rita fez, ao ser admitida no convento, foi repartir entre os pobres todos os bens que possuía. Livre dos empecilhos terrenos, admirável era a sua obediência, profunda era a sua humildade, grandes eram as suas mortificações e penitências.
Para colocar à prova a obediência da noviça, a superiora do convento ordenou-lhe que regasse de manhã e à tarde um galho seco, provavelmente um ramo de videira ressequido e já destinado ao fogo. Rita não ofereceu dificuldade alguma, e de manhã e de tarde, com admirável simplicidade, cumpria essa tarefa, enquanto as irmãs a observavam com irônico sorriso. Isso durou cerca de um ano, segundo certas biografias da santa.

Um belo dia, as irmãs se assombraram: a vida reapareceu naquele galho ressequido, surgiram brotos, apareceram folhas e uma bela videira se desenvolveu maravilhosamente, dando a seu tempo deliciosas uvas. E essa videira, velha de cinco séculos, ainda hoje está viçosa no convento.

Em 1443, veio a Cássia para pregar a Quaresma, São Tiago de La Marca. O sermão da paixão de Nosso Senhor sensibilizou profundamente Rita, que compareceram com as outras religiosas para ouvir a pregação.
Voltando ao convento, profundamente emocionada com o que ouvira, prostrou-se diante da imagem do crucifixo que se achava em uma capela interior, e suplicou ardentemente a Jesus que lhe concedesse participar de suas dores. E eis que um espinho se destacou da coroa do crucifixo, veio a ela e entrou tão profundamente em sua testa que a fez cair desmaiada e quase agonizante. Quando voltou a si, a ferida lá estava, atestando o doloroso prodígio.
Enquanto as chagas de São Francisco e de outros santos tinham a cor do sangue puro e não eram repugnantes, a de Rita se converteu numa ferida purulenta e fétida, de maneira que a pobre vítima, para não empestear a casa, teve de ser recolhida a uma cela distante, onde uma religiosa lhe levava o necessário para viver. Ela suportou a ferida durante 15 anos.
Em 1450 foi celebrado o jubileu em toda a Cristandade e como algumas irmãs estavam se preparando para ir a Roma, Rita manifestou um ardente desejo de as acompanhar, mas seu estado de saúde estava se agravando devido a ferida que o espinho havia deixado em sua testa.
Sendo assim as irmãs acharam que Rita não deveria ir, então ela pedindo a Deus para a ferida desaparecer foi mais uma vez atendida e conseguiu acompanhar as irmãs agostinianas a Roma, com grande proveito para sua alma. Mas logo que voltou da viagem a ferida reapareceu e também uma enfermidade incurável que lhe causava um grande sofrimento.
Incapaz de se alimentar, durante os últimos dias de sua vida Rita alimentava-se apenas da santa comunhão. Em meio as dores, que cruciavam seu corpo, ela conservava a alegria do espírito e um sorriso encantador brilhava constantemente em seu rosto.

A morte de Santa Rita:
No último período de sua vida, aconteceu um fato, que era a prova do carinho que Deus dispensava a sua Serva. Durante um rigoroso inverno , pessoas de Roca Porena, descobriram na horta de Rita uma roseira coberta de lindas rosas e uma figueira com frutos maduros e saborosos. Rita, ficou feliz com esta maravilhosa notícia e sentiu-se profundamente consolada, louvava cada vez mais a Deus.

Explicam esses fatos o piedoso costume de enfeitarem a imagem da Santa, particularmente no dia de sua Festa, com rosas, figos, cachos de uvas e abelhas. A Santa Igreja mesma parece querer perpetuar o milagre das rosas, aprovando a Bênção das Rosas que se faz no dia da Festa ou no dia 22 de cada mês, para alívio dos enfermos.

A doença da Santa estava cada dia piorando e as dores tinham se tornado insuportáveis. Com orações e santas aspirações ela se preparou para receber os sacramentos e entre expressões de amor a Jesus e Maria sua alma se libertou dos vínculos que a prendiam á terra. Finalmente, com 78 anos de idade e 40 de vida religiosa, faleceu Santa Rita em Cássia, no velho Convento das Agostinianas, no dia 22 de maio de 1457, recreada com visões celestiais e depois de ter recebido com muita piedade os últimos sacramentos.
Neste momento mãos invisíveis tangeram os sinos do convento e da vila de Cássia, entoando um hino triunfal das esposas eternas, convidando a comunidade e a população para fazer um coro na glorificação da alma daquela que viveu e morreu na santidade…
A morte de Rita foi acompanhada de muitos milagres. A cela onde ela faleceu, apareceu uma luz de grande esplendor e um perfume especial se fez sentir em todo o mosteiro, e a ferida do espinho, antes de aspecto repugnante tornou-se brilhante, limpo, cor de rubi. Centenas de pessoas compareciam ao convento para ver a “Santa”, cujo cadáver ficou em exposição além do tempo legal. As religiosas, cantavam hinos de agradecimento a Deus, por ter exaltado no céu e na terra sua serva.

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5 respostas para Homenagem a Santa Rita de Cássia

  1. Douglas Gallo disse:

    Muito interessante o artigo !! A bela história de Rita de Cássia, só nos faz sentir a presença de DEUS na humanidade, em trazer ao nosso convívio, não importa em que época da história, espíritos missionários que nos auxiliam na grande tarefa evolutiva. Indenpendente de religião A, B ou C, o importante é reconhecer a grandeza de um espírito como o dela, e agradecer pelos seus feitos no plano fisico e com certeza no plano espiritual.

    Um abraço !! Que Rita de Cássia esteja ao lado do Mestre Jesus, trbalhando, semeando e colhendo em sua Seara !!

  2. helisandra disse:

    Agradeço a Deus por ter podido ver o corpo de Santa Rita.

  3. Rita de cassia disse:

    Eu tambem agradeço a Deus por ter visto o corpo de Santa Rita de cassia.Que Santa Rita de cassia nos proteja hoje e sempre!

  4. Cibele Pinheiro Brito disse:

    Santa Rita depositei minha fé no momento em q me vi doente e sozinha só com minha filha diagnóstico câncer no pulmão me apeguei a ela fui operada retirada do tumor mais depois de treze dias o médico me disse q não era maligno não tinha necessidade da quiomioterapia lembrei de Santa Rita até o esto de minha vida

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