A Melancolia

Evangelho Segundo o Espiritismo

Capítulo V –  Bem aventurados os Aflitos

A melancolia

A melancolia é um estado de saudade de algo conhecido e perdido ou desconhecido ou não experimentado que se prolongado, pode se transformar em depressão.

A tristeza não é o inverso da alegria, como muitos pensam, mas a ausência momentânea. Ela deve ser conduzida nos levando uma pausa para reflexão e não ao desinteresse pela vida. Devemos analisar as necessidades não experimentadas e avançar rumo a degraus evolutivos.

É um fenômeno natural que atinge todas as pessoas, mesmo as que vivem em extraordinário momento de alegria. Não são poucas as pessoas que possuem precioso recursos financeiros, triunfos  sociais e políticos, artísticos e pessoais e experimentam vazio e solidão existencial.

 Por que isso ocorre ?

Geralmente está relacionada com alguma coisa como perda de entes queridos, separação, dificuldades em se relacionar,  qualquer tipo de “derrota” como emprego, coisas materiais, situações, etc.

Outras correntes de estudiosos também falam sobre a “saudade do Plano Espiritual”, onde o espirito se vê numa situação em que está temporariamente limitado e preso.

Experiências arquivadas no nosso  inconsciente que podem vir a tona, provenientes de outras encarnações

Quando sei se estou triste ou com depressão ??

Quando a tristeza persistir por mais de duas semanas acompanhada de um desses sintomas : Perda do sono, alteração no apetite, medo, inquietação, alterações de humor a pessoa já esta com depressão.

Fatores predisponentes :

-Ociosidade ( mente vazia, traz doenças para o Espírito )

-Fatores Genéticos

-Preguiça

-Falta de oração, fé e reforma íntima

Chico Xavier nos esclareceu :

 “ Quando a tristeza me ameaçava, Emmanuel me recomendava deixar o que estava fazendo e ia a periferia, efetuando demorada visita aos lares, em situação de penúria. Depois de conversar com aqueles irmãos sofridos eu voltava para casa com vergonha de mim mesmo…”

Como era o comportamento de Jesus perante a tristeza ?

Jesus chorou de tristeza vendo a loucura humana, seu desequilíbrio e desinteresse pela verdade.

Mergulhou em tristeza algumas vezes como quando buscou o deserto para meditar e quando incompreendido pelos exploradores do povo. Quando encontrou o mercado transformado em palco de interesses inferiores. Jesus chorou quando no horto das oliveiras. A tristeza era corriqueira quando ele veio trazer a boa nova, a alegria para a humanidade.

 Concluindo :

As vezes a tristeza é saudável, serve como terapia para exames de riscos e de aparências.

Não devemos cultivar a tristeza, mas entende-la como fenômeno psicológico transitório, que cede lugar a reflexão ao despertamento e a valorização dos tesouros morais, culturais e Espirituais.

A tristeza sem lamentação e queixas e psicoterapêutica, de vez em quando para conquistarmos o equilíbrio.

Não cultives, nem fuja dela. Aceite-a retirando o melhor resultado da oportunidade de refletir seu comportamento estando sempre experimentando atitudes renovadoras.

 

Eleonora Carneiro Vaz de Lima

About these ads
Esse post foi publicado em artigos e marcado . Guardar link permanente.

6 respostas para A Melancolia

  1. Jardel Morais disse:

    Muito bom o post! Caiu em boa hora, estava precisando ouvir uns puxões de orelha nesse sentido… rs

    abraço

  2. Pingback: Tweets that mention A Melancolia | Centro Espírita Amor e Caridade Santarritense -- Topsy.com

  3. Isabela disse:

    Muito bom mesmo! Devemos sempre refletir diante das situações adversas….

  4. Solange disse:

    Sabe que sempre que alguém diz sentir um vazio, uma melancolia sempre…eu digo: ocupe-se.
    O produzir renova nossas motivações e ampliam nossa visão.
    Se puder fazer um voluntariado, melhor ainda.
    O voluntariado nos mostra que geralmente não temos por que cultivar(cultivar!)tristezas.Têm pessoas com cada drama tão pertinho da gente…Se ajudar e ajudar:isso é quase sinômino,penso eu.

    “Ante as crises da vida. Não te revoltes. Serve.” (Emmanuel – Chico Xavier)

  5. Jardel Morais disse:

    Falando em trabalho voluntário, sei que no centro podemos marcar visitas ao asilo à apae não podemos? Qual o dia? Como funciona?

    abraço

  6. Solange disse:

    Nós estávamos indo ao silo todo primeiro sábado do mês, mas as férias deram uma bagunçada nisso…Alguns desencontrosm as pessoas viajam e tal.
    Quem marcava isso no centro é o Sr.Luís, a Eleonora …eu ajudava tb.

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s